06/03/2011

São chegados os Tempos - Espírito da Verdade









Em mensagem transmitida em 1862, constante de O Evangelho segundo o Espiritismo, o Espírito de Verdade observa:


"Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade".


1. Passados 144 anos, encontramo-nos em pleno processo dessa transformação anunciada. Tida inicialmente como marcada por dores e sofrimentos, observa-se hoje que ela é caracterizada por uma fase de transição, em que a Terra passa de Mundo de Expiação e Provas para Mundo de Regeneração, onde os seres humanos, cientes da sua condição de Espíritos imortais, estarão empenhados em seu próprio aprimoramento moral à Luz do Evangelho de Jesus.
No encerramento do 2° Congresso Espírita Brasileiro, em abril de 2007, em mensagem transmitida através do médium Divaldo Pereira Franco, Bezerra de Menezes anunciou que "[...] o nobre Codificador, aqui presente com as falanges do Espírito de Verdade, está conosco e nos acompanhará neste novo ciclo que se abre até o momento quando o mundo de regeneração se encontre instaurado e instalado na Terra".


2. Neste sentido, voltamos à mensagem do Espírito de Verdade, acima citada, que observa ainda: "Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado". Conscientes desta realidade, os espíritas não temos nenhuma razão em titubear diante das possibilidades de concorrer para a construção desse Mundo Novo, para as quais estamos todos sendo chamados.


3. O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XX, item 5, Ed. FEB. 4.Mensagem "Instalação da Nova Era", publicada no Suplemento da revista Reformador de maio de 2007. DIVALDO P. FRANCO, Palavras de Luz, Sob a Inspiração de Diversos Espíritos, Perguntas e Respostas, EVANGELIZAÇÃO INFANTIL Qual a importância da evangelização da criança no Centro Espírita? Divaldo: Da mais alta relevância. Se dissemos que quem instrui prepara para a vida, quem educa dá a vida, quem evangeliza fomenta a vida. Este "evangeliza"entendamo-lo à luz do Espiritismo, por ser a luz do Espiritismo que dá lógica e entendimento ao Evangelho. O Evangelho, puro e simples, é ministrado por outras doutrinas cristãs, mas a reencarnação e a comiinicabilidade dos espíritos dão clareza e lógica, ao contrário de outras doutrinas evangélicas, preparando a criança para uma vida saudável no seu relacionamento futuro. Não se pode conceber uma Casa Espírita na qual as novas gerações não recebam a evangelização espírita, porque sem isto estaremos condenando o futuro a uma grave tarefa curativa das chagas adquiridas no trânsito da juventude para a razão. Portanto, é imprescindível a presença da atividade do evangelho à luz do Espiritismo, junto à criança e ao jovem.


CAMPO FÉRTIL Inútil improvisar escoras regenerativas para obrigar o endireitamento de árvores que envelheceram tortas. As escoras só asseguram o crescimento correto de plantas novas, evitando que seus caules se desviem do rumo certo. Assim ocorre também com os seres humanos. Depois que as pessoas consolidam tendências e as transformam em viciações, que acabam por tornar-se numa segunda natureza, tudo fica sempre muito difícil quando se cogita de reformas de procedimento, em sentido profundo. É preciso cuidemos, portanto da criança e do jovem, plantas em processo de crescimento, ainda amoldáveis e direcionáveis para o bem maior. No jovem, ainda é possível corrigir e compensar falhas e deficiências da infância, mas no adulto a tarefa de remodelação é normalmente muito mais difícil. Ademais, a infância possui insuspeitados patrimónios de percepção e de passividade, que facilitam enormemente a missão do educador, do mesmo modo que o entusiasmo e a impulsividade dos jovens representam potenciais positivos para o adestramento de capacidades realizadoras, em regime de cessão total.


Nada disso é novo, nem temos a presunção de dizer qualquer coisa que não seja bem sabida. Acontece, porém, que nunca é demais incentivar os amigos em sua tarefa redentora junto aos Espíritos que iniciam sua jornada reencamatória na Terra, necessitados de proteção e de estímulo, de inspiração e de rumo. De tudo quanto empreendi em minha derradeira romagem terrena, o que melhor me resultou não foram as tertúlias que realizei, com honestidade e desassombro, nem os esforços que levei a cabo para assegurar ao Espiritismo o lugar ao sol que a evolução geral lhe assinalava.Fo i - isto sim! - o que pude fazer pela criança e pelo jovem, matérias-primas, que são, do grande porvir da Humanidade. No meu tempo de homem, muita vez sonhei em ver instalado no mundo um programa ativo e efetivo que visasse à educação plena, em favor dos pequeninos. Agora, meu coração se rejubila ao constatar como a Casa de Ismael concretiza esse ideal formoso, avançando, a passos largos, no terreno da orientação e do amparo às novas gerações. É evidente que não poderemos conceber uma Doutrina Consoladora, como o Espiritismo, sem amplos programas de esclarecimento geral, sem assistência solícita e desvelada aos velhos e aos enfermos, sem, cuidadoso arsenal de iniciativas em favor dos desesperados e dos atónitos, dos sem teto e dos sem pão.


Entretanto, a vanguarda do progresso está nos berços que sustentam o porvir, nas escolas que forjam o futuro, nos lares que definem a qualidade daquilo que será o futuro do mundo. Todos sabem essas coisas, e não é senão por isso que tantos recursos se concentram em conduzir a mente infantil e as energias da mocidade para caminhos e metas de acordo com as pretensões daqueles que desejam garantir a vijória dos seus ideais, nem sempre construtivos e dignificantes. O fato é que a Treva Organizada passa dos limites toleráveis,em matéria de audácia e temeridade, indo já ao ponto de insuflar esquemas oficiosos de desvirtuamento do senso moral dos infantes, a partir das próprias escolas primárias, num desafio aberto à capacidade de bom senso das autoridades e do povo de nossa abençoada nação. Será, por isso, indispensável que os arautos do bom combate não se limitem ao esforço construtivo do bem-fazer, mas atentem, por igual para a necessidade do esclarecimento público, não fugindo ao dever de tomar posições claras e inequívocas em defesa da família, em sua mais elevada expressão. Juntos, seguiremos nessa luta abençoada e produtiva, mesmo porque seremos todos os herdeiros inquestionáveis de quanto agora plantarmos na terra exuberante do presente.


Meu fraternal abraço.
Leopoldo Machado.
SANT’ANNA, Hernani T., Campo Fértil. REFORMADOR, Rio de Janeiro, v. 100, nº 1843, p. 308, Out. 1982

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