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06/08/2016

A Situação de Hitler no Plano Espiritual

O texto abaixo é da autoria de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier.

(…) Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler?

Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão.

Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis.

Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade.

Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor…

Impressionado perguntei ao Chico:

Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária?

E ele me respondeu:

É sim, Geraldinho.

Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube, por exemplo, que o espírito de Lampião está preso na Lua.

É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá! 

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além! E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas.”. 

23/07/2016

ENTREVISTAS DE CHICO XAVIER SOBRE FIM DO MUNDO E AS PROVAÇÕES COLETIVAS






I - FIM DO MUNDO
E por fim uma pergunta que, se Chico Xavier não puder responder, quem é que vai conseguir? Seguinte: O MUNDO VAI MESMO ACABAR NO ANO 2.000?
“Os Amigos Espirituais que se comunicam conosco — esclarece ele — dizem que nós corremos O PERIGO DE GUERRAS DIFÍCEIS. Mas devemos CRER NA PROVIDÊNCIA DIVINA. Se existe outro mundo nas galáxias, que Ela, na sua bondade, pode nos dar… (Chico, por sua vez, não tem nenhuma dúvida de que “existem milhões de mundos habitáveis e habitados, alguns em outras vibrações de matéria.”)
“E também, ESTA DATA MARCADA PODE NÃO SER EXATAMENTE 2.000, PODE SER 2.900” — diz, esperançoso.
Reportagem e entrevista de Regina Penteado, redatora do jornal Folhetim, de São Paulo/SP, publicação domingueira da Folha de São Paulo, divulgada na edição de 16 de abril de 1978, n.º 65, sob o título: “Um servidor do além, ao seu dispor”.
Encontros no tempo — Autores diversos/Chico Xavier
cap. 14 - Um servidor do Além ao seu dispor
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37 — OS ESPÍRITOS E AS PROVAÇÕES COLETIVAS
Pergunta de Hebe Marianne Camargos Dias — Chico, agora quero fazer uma pergunta talvez audaciosa. Havendo, segundo a Doutrina Espírita, Planos Espirituais Superiores, dispondo de notáveis poderes, como vocês explicam que eles não atuem para EVITAR E IMPEDIR AS GUERRAS E HECATOMBES que tanta repulsa causam a todos os Espíritos bem formados?
R — Certamente os Espíritos superiores interferem sempre, através do diálogo amoroso e pacífico que o mundo espiritual estabelece com os seres humanos, desde épocas imemoriais.
Tudo aquilo que conhecemos dentro da religião — os preceitos religiosos — são INDUÇÕES À PAZ E AO AMOR, que devemos cultivar uns com os outros, à estima recíproca, ao trabalho, ao progresso, à cultura, à não violência.
Se ocorrem, em nosso campo de criaturas humanas, determinados CONFLITOS, ISSO OCORRE À NOSSA CONTA, porque, claramente que o homem terá criado o robô, mas Deus criou o espírito humano, livre, herdeiro das qualidades divinas, e o homem — configurando aí o homem e a mulher — obviamente possui suas faculdades próprias de autodeterminação e por isso mesmo necessitamos compreender que todos defendemos uns aos outros, que A GUERRA É UM ESTADO ANÔMALO DENTRO DA HUMANIDADE, que isso não deveria ocorrer e que quanto MAIS NOS ADIANTARMOS, MAIS LONGE FICAREMOS DAS GUERRAS e mais perto do panorama das realizações divinas que nos esperam no mundo de amanhã.
A terra e o semeador — Emmanuel/Chico Xavier 

21/04/2015

Tiradentes - Uma Elucidação Sobre Joaquim José da Silva Xavier

 21 de Abril - Dia de Tiradentes 




Caros leitores e queridos amigos,

Segue aqui uma compilação de textos sobre Tiradentes, inclusive no mundo espiritual, e como tudo ocorreu sobre a Inconfidência Mineira

Desde os tempos remotíssimos, Tiradentes e os demais inconfidentes, percorreram as estradas terrenas sempre imbuídos dos ideais de “Liberdade Ainda Que Tardia" e o progresso. Desde o Egito, passando por Roma até o Brasil Colônia, sempre com o mesmo objetivo: Instalar o progresso através das liberdades democráticas.

Hoje, muitos daqueles idealistas brasileiros estão novamente “encarnados” para levar adiante, em sintonia com a Falange de Ismael, Protetor do Brasil, os ideais que farão 

este País ser uma nação modelo para toda a Terra, em breve tempo....

A partir de agora transcrevo a palestra proferida por Carlos Eduardo Cennerelli na Sociedade Espírita Capitão Maurício, colhida da internet e em livros abaixo mencionados. 
*Peço desculpas se não dei os devidos créditos merecidos, e peço que me avisem que coloco devidamente. 


PRIMÓRDIOS: A EXECUÇÃO DE FELIPE DOS SANTOS


O “quinto” nada mais era do que a retenção de 20% do ouro levados às Casas de Fundição, que pertenciam à Coroa Portuguesa. O nome do imposto ficou como "quinto" e a fundação de "Casas de Intendência" fiscalizava e controlava tudo o que saía e tudo o que entrava.

Felipe dos Santos - Cronologia:

(13.07.1720) - Por uma carta, de Manuel, de Vila Rica, soube o Conde de Assumar que naquela noite haveria o grande motim, no qual o expulsariam e nomear-se-ia um governador entre os revoltosos;

(14.07.1720) - Depois de fingir aceitar as condições dos revoltosos, o Conde de Assumar prende os rebeldes e, sem processo, manda enforcar o líder, Felipe dos Santos Freire, e esquarteja-o; também não lhe dá uma sepultura cristã;

(16.07.1720) - Procedente de Mariana, à frente da Companhia dos Dragões, entra em Vila Rica, o Conde de Assumar, trazendo escoltados muitos dos sediciosos companheiros de ideal de Felipe dos Santos;

(19.07.1720) – Felipe dos Santos expia, em Vila Rica, pelo crime de se revoltar contra o soberano. O suplício foi atar o paciente às caudas de quatro cavalos montados por algozes que os tocavam, cada um para seu lado. Este ato se deu no fundo de Ouro Preto, onde funcionava a Câmara, e na praça de Tiradentes, que ainda não existia.
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REUNIÃO NO PLANO ESPIRITUAL E ALISTAMENTO DOS INCONFIDENTES

Na noite seguinte da execução de Felipe dos Santos, o Espírito Ismael, designado por Jesus como Protetor do Brasil, convoca uma reunião na Espiritualidade Superior, onde estavam presentes encarnados e desencarnados.

Entre os presentes, Zumbi dos Palmares, Manuel de Nóbrega, Anchieta e Espíritos de outras nacionalidades, todos irmanados no ideal de Igualdade, Liberdade e Fraternidade e, também à Globalização da Terra, ou seja, um mundo sem fronteiras físicas, formando, como disse Jesus: “Um só rebanho e um só Pastor”. Os encarnados, levados até a reunião através de desdobramento, seriam os pais e avós dos futuros Inconfidentes.

Ismael, nimbado de luz se dirige à platéia:

“Amados! Muitos de vós já atendestes a esta convocação, renascendo na época dura da retração do ouro nas Minas Gerais.”

“Todos aqui estais cientes da grande revolução que se processa no campo das ideias, insuflando um amor novo às letras, à música e à arte, para a renovação dos povos. Ninguém vos induzirá a esta tarefa, que não é coisa de um dia, e nem sereis constrangidos a renascer longe dos grupos afins e nas circunstâncias que mereceis. Estes espíritos encarnados que aqui se encontram serão aqueles que virão a receber-vos por filhos e netos.”

“Relembrai, agora, as próprias dívidas e equacionai as vossas muitas esperanças. Sois todos equilibrados e intelectualmente bem dotados, capazes, portanto, de insuflar na província as ideias que tanto tendes defendido: a de emancipar o Brasil de Portugal, por exemplo.”

“Lembrai-vos, no entanto, que deveis fazê-lo sem ódios, de vez que o Brasil é um lugar onde a cruz do Senhor rescende o amor universal. Tendes que influir na abolição dos escravos, que já tem denegrido demais a consciência brasileira e alicerçar um futuro onde as fábricas dirimam a miséria do povo! Estais demais preparados para esta luta, já que a própria tarefa de socorro a quantos sofrem na terra agora, já vos preparou para uma visão mais real das necessidades da hora presente.”

“Cada um de vós tendes sido outrora tiranos e déspotas e sabeis o quanto a tirania é móvel de perturbação e treva. Se outrora empunhastes o poder para a destruição e a morte, à escravização e ao extermínio, pela ambição das riquezas, agora sabeis que a riqueza maior vem das conquistas no amor e na dedicação, e podeis, com o cérebro iluminado e o coração cheio de paz, embora em débito, alicerçar no Brasil os novos ideais de Fraternidade, Igualdade e Liberdade.”

“Eis que outros espíritos foram enviados à Europa, a qual, infelizmente, está por demais envoltas em lutas fratricidas e pela qual tememos não venham estas ideias renovadas sem lutas cruentas. Na América do Norte, um contingente de Espíritos já se encontra preparado para renascer, iluminando o próprio Brasil com suas conquistas nos Direitos da criatura humana. Agora é imperativo que também vos decidais e nós prepararemos o quadro das necessidades de cada um, inserindo-o num grupo afim para o renascimento em expiação e missão, neste aprendizado que nos prova e engrandece.”

Todos, sem exceção de um só dos convocados, nos alistamos ali mesmo, passando a acompanhar, nos anos seguintes, o desfile dos que retornavam e aos quais nos incorporaríamos no tempo devido.
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OBJETIVOS DOS INCONFIDENTES PARA O BRASIL

A Inconfidência Mineira foi a primeira tomada de consciência de que somos uma nação e o primeiro movimento em prol de nossa Independência. Seu programa para dar-nos um Brasil livre e capaz e de proporcionar melhores níveis de vida, de dignidade e de felicidade humanas, incluía os seguintes pontos:

- Independência política e administrativa, que alcançamos em 1822, 30 anos após a sentença contra os Inconfidentes;

- Constitucionalismo, que obtivemos ainda com D. Pedro I, em 1824;

- Libertação dos escravos, o que nos forçaria à importação de imigrantes e teria dado grande progresso para o País, como deu ao norte dos Estados Unidos. O 13 de maio de 1988 veio coroar um longo processo de libertação da escravatura;

- Educação e ensino em todos os níveis e com franquia para todo e qualquer cidadão. O processo iniciado com D. João VI teve amplos esforços por parte de D. Pedro II e é uma das metas prioritárias do Brasil de hoje;

- Interiorização da capital, para que melhor afirmássemos nossa soberania sobre o nosso solo e dele extraíssemos maiores benefícios. O processo teve início com a transferência da capital para Brasília em 1960;

- O Regime Republicano, que instauramos em 1889, justamente um século após a prisão dos Inconfidentes;

- Independência econômica, especialmente através da industrialização do País. É o grande processo do Brasil de hoje, 220 anos após a execução de Tiradentes.
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A TRAIÇÃO

Em 14 de março de 1789, o Visconde de Barbacena suspende a Derrama, que era um imposto cobrado para complementar os débitos que os mineradores acumulavam junto à Coroa Portuguesa.

A Derrama, considerada abusiva, era uma prática opressora e injusta, onde, em uma data específica (divulgada por Portugal), os soldados enviados pelas autoridades prendiam quem era contra, que protestava ou se negava à “colaborar”. Sendo assim, a elite intelectual e econômica da época juntou forças, para se opor a Portugal.

A cobrança da Derrama seria o sinal para que os Inconfidentes levassem a cabo seu plano, insuflando profissionais liberais, mineradores e fazendeiros.
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A SENTENÇA DE TIRADENTES

“É condenado o réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas Gerais, a que, com baraço (corda de enforcamento) e pregação, seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca, e nela morra de morte natural para sempre e que, depois de morto, lhe seja cortada a cabeça e levada à Vila Rica, aonde, em o lugar mais público dela, será pregada em um poste alto, até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos e pregados em postes, pelo caminho de Minas, no sítio da Varginha e das Cebolas, aonde o réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações, até que o tempo também os consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e a Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão edifique, e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados, e no mesmo chão se levantará um padrão, pelo qual se conserve em memória a infâmia deste abominável réu.
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A EXECUÇÃO

[...] Acompanhando-o no derradeiro momento, entidades amigas ministravam-lhe conforto. Uma paz estranha o envolvia a poucos metros da forca, que avistou adiante. Um entorpecimento e uma alegria nova no coração.

Era isto a morte? A liberdade?

"Seja breve, padre..." - pediu Tiradentes, baixando a voz. A um sinal, o carrasco puxou a corda, atando-a à trave.

Todos estavam magnetizados por aquele homem magro e abatido, cujo olhar espelhava uma força e resignação divinas. Amparado por forças invisíveis ao populacho e à tropa, seu espírito, meio liberto do corpo, pairava acima do solo, ligado por tênues fios ao corpo maltratado, impulsionando a fala. O Carrasco tirou-lhe o crucifixo das mãos. Quando a oração terminasse, teria que cumprir a sentença. Para que a multidão não visse a fisionomia do réu e este a de todos, amarrou-lhe aos olhos uma tira de Bretanha (tecido de linho muito fino) preta.

Tiradentes, com os olhos mortais velados, começou a ver o triângulo da guarda, radioso em luz, como se um Sol o iluminasse!

- Delírios de condenado? - pensou e clamou, em espírito: Jesus! Jesus! Jesus!

Descendo os últimos degraus, Padre José terminava a prece de encomendação: "Na vida eterna!" Como se obedecendo a uma senha, Jerônimo puxou violentamente a corda, suspendendo o alferes no ar. Estertores convulsos sacudiam o corpo.

Eram onze horas e vinte minutos do dia 21 de abril de 1792.

Tiradentes, vendo o triângulo de espíritos alegres a saudá-lo, sentiu uma dor profunda no pescoço e a sufocação.

Uma luz muito forte tomava vida.

Era Jesus a lhe estender os braços; queria falar, correr ao seu encontro, mas não tinha forças.

Perguntou-se: Então a morte é assim???

Ouvia Tiradentes, bem abafados, no outro plano da vida, o rufar dos tambores que finalizava sua execução e abafava qualquer voz de horror que o povo pudesse erguer.

Tiradentes resgatava aí débitos de outras vidas, seguindo com a falange luminosa em direção à Espiritualidade.
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A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - NAS VÉSPERAS DA INDEPENDÊNCIA


O conclave espiritual se realiza sob a direção de Ismael, que deixa irradiar a luz misericordiosa do seu coração. Ali se encontram heróis das lutas maranhenses e pernambucanas, mineiros e paulistas, ouvindo-lhe a palavra cheia de ponderação e de ensinamentos. Terminando a sua alocução pontilhada de grande sabedoria, o mensageiro de Jesus sentenciou:

- “A independência do Brasil, meus irmãos, já se encontra definitivamente proclamada. Desde 1808, ninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade. A emancipação da Pátria do Evangelho consolidou-se, porém, com os fatos verificados nestes últimos dias e, para não quebrarmos à força os costumes terrenos, escolheremos agora uma data que assinale aos pósteros essa liberdade indestrutível.”

Dirigindo-se a Tiradentes, que se encontrava presente, arrematou:

“O nosso irmão, martirizado há alguns anos pela grande causa, acompanhará D. Pedro em seu regresso ao Rio e, ainda na terra generosa de São Paulo, auxiliará o seu coração no grito supremo da liberdade. Uniremos assim, mais uma vez, as duas grandes oficinas do progresso da pátria, para que sejam as registradoras do inesquecível acontecimento nos fastos (anais) da história. O grito da emancipação partiu das montanhas e deverá encontrar aqui o seu eco realizador. Agora, todos nós que aqui nos reunimos no sagrado Colégio de Piratininga, elevemos a Deus nosso coração em prece, pelo bem do Brasil.”

“Dali, do âmbito silencioso daquelas paredes respeitáveis, saiu uma vibração nova de fraternidade e de amor.”

“Tiradentes acompanhou o príncipe nos seus dias faustosos, de volta ao Rio de Janeiro.”

“Um correio providencial leva ao conhecimento de D. Pedro as novas imposições das Cortes de Lisboa e ali mesmo, nas margens do Ipiranga, quando ninguém contava com essa última declaração sua, ele deixa escapar o grito de "Independência ou Morte!", sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria.”

“Eis por que o 7 de setembro, com escassos comentários da história oficial que considerava a independência já realizada nas proclamações de 1º de agosto de 1822, passou à memória da Nação inteira como o Dia da Pátria e data inolvidável da sua liberdade.”

“Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual.”
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ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA


“Oito de nós reencarnaram (Inconfidentes) neste tempo para lutar pela abolição da escravatura, e pela república, bem como pelas outras ideias nossas. Todos tivemos vida dura e morte trágica.”

“O momento de iniciar o cumprimento do que estava estabelecido no plano espiritual, partiu do próprio Mestre Jesus, segundo Humberto de Campos, no livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Disse o Mestre Jesus: “Ismael, o sonho da liberdade de todos os cativos deverá concretizar-se agora, sem perda de tempo. Prepararás todos os corações, a fim de que as nuvens sanguinolentas não manchem o solo abençoado da região do Cruzeiro. Todos os emissários celestes deverão conjugar esforços nesse propósito e, em breve, teremos a emancipação de todos os que sofrem os duros trabalhos do cativeiro na terra bendita do Brasil.” Livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", Humberto de Campos, através das mãos límpidas de Chico Xavier, relata a comemoração do Plano Espiritual naquela noite de domingo.”

“Nesse dia inesquecível, toda uma onda de claridades compassivas descia dos céus sobre as vastidões do norte e do sul da Pátria do Evangelho. Ao Rio de Janeiro afluem multidões de seres invisíveis, que se associam às grandiosas solenidades da abolição. Junto ao espírito magnânimo da Princesa, permanecia Ismael com a bênção da sua generosa e tocante alegria. Enquanto se entoavam “hosanas” de amor no Grupo, Ismael e a Princesa Imperial sentiam, em suas grandes almas, as comoções mais ternas e mais doces; os pobres e os sofredores, recebendo a generosa dádiva do céu, iam reunir-se, nas asas cariciosas do sono, aos seus companheiros da imensidade, levando às alturas o preito do seu reconhecimento a Jesus que, com a sua misericórdia infinita, lhes outorgara a carta de alforria, incorporando-se, para sempre, ao organismo social da pátria generosa dos seus sublimes ensinamentos.”
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ENFIM, UM INCONFIDENTE NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL


Ironia do destino? Casualidade? Ou determinismo dos espíritos que juram por um mundo onde reine Igualdade, Fraternidade e Liberdade?

Dia 21 de abril de 1960 mais um sonho nosso se completa, o Sr. Dr. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, nascido em Diamantina, inaugura a capital Brasileira no Planalto Central!

“[...] Oremos juntos pelo Brasil da paz, com os braços e corações empenhados na edificação digna da própria vida com Deus.”

“As ilusões e as prepotências ruem como as edificações de aparente solidez diante dos fenômenos naturais do Globo.”

“Impérios e gênios se sucedem, como escolas e estágios promotores do progresso renovador.”

“Os que buscam Jesus pelo coração são sinalizadores para as massas inconscientes e a missão do Espiritismo é bem a do Conselho Divino, exercendo o seu sacerdócio sagrado a bem da consciência coletiva, exatamente porque livre de interesses materiais e ortodoxias interpretativas, próprias dos homens.”

“Que o Senhor abençoe nossos homens públicos em seus esforços e sofrimentos pelo coletivo, e que essas Graças alcancem o coração do povo, serenando-lhe a agitação e a dúvida, a descrença e a revolta, porque à frente dos destinos de nossa Pátria está Jesus - nosso Senhor e Mestre!”

Juscelino Kubitschek (Mensagem psicografada dia 14/11/2005, pelo médium Wagner Paixão em reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG)
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SEMELHANÇAS ENTRE BRASÍLIA E EGITO


Na verdade, Juscelino Kubitschek nunca escondeu sua admiração pela cidade egípcia, que existiu há mais de 3.500 anos. Akhenaton esteve reencarnado no Brasil, em tribos indígenas da América do Sul.

Nesta encarnação, trouxe muitos conceitos do Antigo Egito para as Florestas do Brasil, onde era um Pagé e Cacique, chamado Guapiru.

Quando da mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília, o principal mentor espiritual de Juscelino Kubitschek era Akhenaton.

Juscelino, em uma encarnação anterior, também já havia sido faraó do Antigo Egito. JK e sua nova capital seriam nada mais que a versão moderna de Akhenaton - uma de suas encarnações.
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BRASIL 1980-1985


"... TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA AFIRMA: só podemos dizer-vos que quatro de nós, presentemente, ainda estão aí encarnados, com as mesmas determinações." (21 de abril de 1980).

Eis o que afirmáramos em 1980.

Quatro dos doze profetas do adro de Congonhas: ... Quatro apenas, sonhando pela Nova República, tal como ontem, com independência econômica, pela utilização industrial de suas riquezas!. Quatro apenas, pela implantação da Fraternidade verdadeira, que levaria à Liberdade e Igualdade plenas.

No entanto, não apenas os quatro eternizados. Outros mais, dentre os inconfidentes ocultos, e não esculpidos, parentes, filhos e irmãos, retornaram para as lutas do Espiritismo.

Também eles dariam seus testemunhos de apoio (como deram) à nossa obra, tão debatida quanto humilde e através de abnegadas mãos medianeiras. Também eles acreditam neste país.

Também eles, conosco no Plano Maior, ou encarnados, incorporados ao amigo Tiradentes, vibravam uníssonos no raiar daquele ano de 1985 de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nós, contudo, aguardávamos os instantes que culminariam com a volta da Democracia, sem tanto entusiasmo.

Em toda a parte, vozes repetiam, em coro, o pedido de liberdade na escolha dos dirigentes.

Nós sabíamos. Um dos nossos, que desde Minas, respirava os haustos da Liberdade, caminhava para sua destinação. Estávamos a acompanhá-lo nas mesmas pegadas repisadas, na região de S. João Del Rei. Companheiro dos últimos instantes de Getúlio Vargas, apoiando Juscelino, abraçando Jango Goulart em apoio à sua renúncia e exílio, assessor de Jânio Quadros, Tancredo Neves, a raposa mineira, em articulação com os paulistas, ansiava pela libertação.

Suas palavras finas e equilibradas causavam arrepio nas pessoas, pela lanheza de raciocínio. Seus gestos calmos, mas seguros, inspiravam confiança. A companheira “firme” o incentivava ainda.

Toda uma cúpula parecia apoiar-lhe o avanço. Aos olhos mortais, o terreno parecia seguro e fértil.

Da contagem dos votos à eleição, foi um salto. Víamos amigos encarnados, em vibração de paz e esperança, sem nos contagiar com a efusiva alegria geral.

Nossa tarefa era ingente, tal como se nos apresenta hoje.

A transição cobrava-nos cautela, equilíbrio e observação clara, insofismável.

À véspera do dia 15 de março de 1985 tudo era regozijo. Alguns já sentiam ouvir, a bater no peito, o som do sino de Ouro Preto, que tocara no dia da morte do alferes Silva Xavier e na inauguração de Brasília, ironicamente aberta, no mesmo dia da criação de Roma.

E o sino não tocou. Tal como a 15 de março, de tantos anos passados, Silvério, criminosamente, denunciara a trama inconfidente, também, da mesma forma, o novo presidente fora atingido em seu voo, rumo ao ideal.

Enquanto nas ruas o povo cantava o hino de Milton Nascimento, sigilosamente, tramava-se a morte.

Veio pranto, luto, o povo inconformado.

Novamente roubavam-nos, miseravelmente, os novos Barbacenas e Silvérios na trama reencarnatória, frente aos débitos pessoais e coletivos, o momento da Nova República, o momento da libertação do jugo estrangeiro.

Silencioso, voltou a Ouro Preto o sino do passado.

Porém nós, tendo recolhido, há bem pouco, três queridos ex-conjurados permanecemos junto a muitos irmãos, determinados a atingir os objetivos da mesma luta de ontem, a alguns passos do segundo século da prisão dos inconfidentes.

E dizemos que, dos doze profetas e dos quatro encarnados em 1980, dois ainda permanecem com as mesmas determinações. A segui-los, muitos outros retomam o bastão da autoridade, para, neste século de mutações, transformar o Brasil em Coração do Mundo e Pátria do Evangelho. Dois outros reencarnaram neste tempo.
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"COINCIDÊNCIAS" SILVÉRIO - TIRADENTES - TANCREDO NEVES


Qual o motivo espiritual da fatalidade que alcançou Tancredo Neves poucas horas antes da posse como Presidente do Brasil? Depoimento de um dos componentes da equipe médica que cuidou do Presidente, disse o seguinte:

"Aconteceram coisas muito raras com ele. Eu nunca vi leiomioma (tumor benigno) perfurar desse jeito. Sangramentos de sutura em geral ocorrem nos dois primeiros dias do pós-operatório e raramente no oitavo dia. Também nunca vi ocorrer infecção pelo actinomiceto como aconteceu com ele, porque o microorganismo é bastante raro. São coisas que nos deixam com uma sensação muito estranha. Fizemos tudo por Tancredo Neves, durante cerca de um mês nos dedicamos integralmente ao Presidente. Ele tinha à sua cabeceira os maiores especialistas, todos os recursos e equipamentos e toda a carga afetiva da equipe, que teve um grande envolvimento emocional com o tratamento. Fomos muito surpreendidos pelos fatos. Tudo foi feito e ele não respondeu a nada, nada deu certo. A sensação que fica é a de que havia, desde o primeiro dia, um caminho traçado que não pudemos mudar".

É importante frisar que a Espiritualidade já tinha, há oito meses antes da desencarnação de Tancredo, dado uma pista, a qual, por certo, esclarece a causa desse drama vivido pelo Presidente e por todos os brasileiros.

A nove de agosto de 1984, o médium Dictino Álvares, em São Paulo, recebeu psicograficamente a seguinte mensagem: "Estamos compromissados em significativa tarefa neste país que tem a missão histórica de celeiro espiritual do terceiro milênio e os tempos se aproximam".

"Equipes espirituais de escol canalizam vibrações e as borrifam na mente daqueles que têm a responsabilidade de dirigir esta terra predestinada".

"Elo de fraternidade emana do mais alto, impulsionando um inconfidente à pátria do Evangelho".

"Sentimos que os irmãos desejariam que fôssemos mais objetivos, mas todas as coisas têm uma razão de ser e nem tudo nos é permitido revelar".
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SIMILARIDADES ENTRE TIRADENTES E TANCREDO NEVES


01. Tiradentes e Tancredo nasceram em São João Del Rei;

02. Morreram na mesma data (21 de abril);

03. Ambos órfãos de pai, na infância:

04. Tancredo residiu em São João Del Rei na Rua Tiradentes n. 224;

05. E a estátua de Tiradentes em São João Del Rei, resultou de iniciativa do então deputado estadual Tancredo Neves:

06. A expressão "Nova República", lançada por Tancredo, foi usado por Tiradentes quando foi acareado com Alvarenga Peixoto, na Fortaleza da Ilha das Cobras;

07. Ambos deram suas próprias vidas pelo ideal de liberdade em nossa pátria: Tiradentes - mártir da Inconfidência, Tancredo - mártir da Nova República.

08. Assim como Tiradentes, ele não conseguiu ver a chama da liberdade acesa em solo brasileiro.

09. Joaquim José da Silva Xavier morre por enforcamento, tendo sido seu corpo esquartejado e expostos seus restos em vários lugares.

Tancredo de Almeida Neves sofre os cortes no abdômen, possibilitando o "esquartejamento" pelo retalhamento das vísceras em seis cirurgias e no embalsamamento, e o enforcamento progressivo pela traqueotomia e insuficiência respiratória. O corpo do Presidente é também exposto em vários lugares ao público. Poderia esse Espírito ter sido responsável pela derrocada do movimento da Conjuração Mineira e pela posterior punição dos Inconfidentes?

10. Lembramos que o traidor Joaquim Silvério dos Reis denunciou Tiradentes e demais companheiros ao Visconde de Barbacena, governador da Capitania de Minas Gerais, na data de 15 de Março, sim, 15 de Março de 1789.

Em 15 de Março de 1985, Tancredo é submetido à intervenção cirúrgica de urgência, privando-o de tomar posse na Nova Republica. Sofreu as consequências do esforço, da dedicação e da estóica entrega de si mesmo aos superiores interesses do país, já que a doença o atacara muitos dias antes da data prevista para a posse e a cirurgia havia sido postergada para depois do compromisso solene perante o Congresso Nacional.
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CHICO XAVIER E O FUTURO DO BRASIL –


Brasil - Mensagem de André Luiz – André Luiz & Francisco Cândido Xavier

(*) Mensagem de 1952. Ver nota no final

O mundo caminha para grandes conquistas e também grandes catástrofes. O engenho de guerra que assombrou o mundo com a destruição moral e material de Hiroshima e Nagasaki será a causa de desentendimentos no mundo inteiro. No Brasil, um líder operário terá morte violenta, pois as forças espirituais que vivem no cosmos pedem ao Supremo Criador justiça por tudo o que foi feito de bárbaro em nome do Supremo Criador e da Pátria.

Com o desaparecimento deste, o Brasil vai passar por momentos difíceis, diversos movimentos armados vão abalar profundamente a estrutura nacional. No meio a isto virá um homem da terra do Mártir Tiradentes e, apesar as pressões, muito irá fazer pelo Brasil, inclusive será o criador de uma Cidade Jardim, tal qual o Éden, diferente de todas as cidades, mas será substituído por outro que muita confusão irá criar e, na sua saída injustificada vai deixar a nação abalada e deste abalo vai começar o período crítico, até que o homem do patriotismo, vindo também da terra de Tiradentes irá cercar-se de outros e vão derrubar a viga mestra da confusão e então muita coisa nova vai acontecer.

Homens, mulheres e crianças vão sofrer consequências justas e injustas provocadas por erros anteriores. O regime será combatido e até abalado, mas, muitas nações irão dar crédito e respeito ao Brasil.

Com a mudança dos homens, muitos que foram o esteio da situação, serão chamados a prestar contas a Deus; então o sol, as enchentes e o frio vão criar a fome e o desespero, não só no Brasil, mas também no mundo.

Mas, no fim de tudo, vai aparecer um homem franco, sincero e leal, que montado em seu cavalo branco e com sua espada, dará uma nova dimensão e personalidade aos destinos do Brasil, corrigindo injustiças e fazendo voltar a confiança e a esperança no futuro do Brasil.

Será combatido e criticado por seu temperamento e atitudes, mas ele contará com a proteção das Forças Supremas que habitam o Cosmos, e o Brasil será verdadeiramente o coração do mundo e, apesar de crises e ameaças, internas e externas que irão aparecer, ele será sempre o fiel da balança pela sua fé e esperança no destino do Brasil a ele confiado.

(*) - Mensagem de André Luiz, transcrita por Chico Xavier. Recebida no Centro Espírita Jesus de Nazaré, em Congonhas do Campo, aos 23 dias de dezembro de 1952. O líder operário mencionado é Getúlio Vargas, e o que abandona o poder é Jânio Quadros. Há referências a Juscelino Kubitscheck, à criação de Brasília (cidade jardim) e à época da ditadura. Há referências a Tancredo Neves (com a morte dele e a ascensão de Sarney, a ditadura efetivamente acabou), e agora muita coisa está acontecendo. Há referências a problemas de fome, enchentes e secas e a um líder que ainda há de vir.
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[Pergunta formulada a Tiradentes no Plano Espiritual:] Quanto ao Brasil atual, qual a vossa opinião a respeito?

- "Apenas a de que ainda não foi atingido o alvo dos nossos sonhos. A nação ainda não foi realizada para criar-se uma linha histórica, mantenedora da sua perfeita independência. Todavia, a vitalidade de um povo reside na organização da sua economia e a economia do Brasil está muito longe de ser realizada. A ausência de um interesse comum, em "favor do País, dá causa não mais à derrama dos impostos, mas ao derrame das ambições, onde todos querem mandar, sem saberem dirigir a si próprios." Fonte: Extraído do livro Crônicas do além túmulo, Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos
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BIBLIOGRAFIA:

“Gregório IX” - A vida de Tiradentes com o poder papal nas mãos e os meandros da Inquisição. Tomás A. Gonzaga.

“Confidências de um Inconfidente” - O inesquecível romance que conta em pormenores as tramas espirituais da Inconfidência Mineira. Pelo espírito de Tomás Antônio Gonzaga, com novas e surpreendentes revelações.

“A Moça da Ilha” - Retorno no tempo, para o reencontro no século I da era Cristã com os membros partícipes da Inconfidência Mineira. Pelo espírito de Tomás Antônio Gonzaga.

“De Mário a Tiradentes” - As tramas reencarnatórias dos inconfidentes mineiros, remontando ao século II antes de Cristo.

“Cíntia e Cassandra” - O retorno do espírito do Dr. Tomás Antônio Gonzaga, relatando o romance que fora prometido no livro "Confidências de um Inconfidente" em cenários da Espanha.

“Abolição” - Um livro polêmico e emocionante, onde se vê a luta nos dois planos da vida, pelas leis que lavassem a mácula da consciência brasileira, libertando irmãos queridos e massacrados.Com o grupo inconfidente, narrativa de Tomás A. Gonzaga.

“Miguelângelo” - Pela pena do espírito de Tomás Antonio Gonzaga, os dramas, a autenticidade, a graça de Aleijadinho, na Itália, cheia de encantos e lutas pelo poder.

“Uma Mulher Chamada Tii” - Thomaz Antonio Gonzaga e Cesar Vannucci se unem para contar neste romance a Saga de uma princesa egípcia e o amargo despertar no século XX.

“Acaiaca” - Impressionante relato relacionado ao último período do Império Inca. Uma nova luz sobre os acontecimentos marcantes da História da Humanidade de Marilusa Moreira Vasconcellos.

“O Filho do Silvério” - Na época da Inconfidência, uma criança chega ao mundo, e sua trajetória de tragédias, dramas, mistérios e lutas, deixa um rastro de luz e de beleza.

“As Cruzadas” - De um dos períodos mais negros da humanidade, surge este romance, envolvendo líderes da Inconfidência e da Revolução Francesa, ligados ao grande Francisco de Assis.

“Brasil, Coração do Mundo - Pátria do Evangelho" - Espírito: Humberto de Campos. Psicografia: Francisco Candido Xavier.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier - (*) Mensagem de 1952.

“Crônicas do além túmulo” - Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos

“A Queda dos Véus” - Américo Domingos Nunes Filho 

24/08/2013

COLÔNIAS ESPIRITUAIS NO BRASIL



 
Colônia Espiritual, Cidade Espiritual, Comunidade Espiritual ou Mundos Transitórios é o lugar onde vivem os espíritos após a morte. Existem vários tipos de colônias espirituais, temos: Colônias correcionais, de estudo e desenvolvimento das artes, socorristas, pesquisa no autoconhecimento e científicas e várias outras. Lá os espíritos trabalham, mandam mensagens espirituais para as pessoas encarnadas, se recuperam, preparam-se para encarnar novamente, além de muitas outras coisas.
Vamos citar nessa postagem algumas colônias espirituais situadas sobre o Brasil, mostraremos sua localidade e sua função como colônia espiritual, vamos a elas:

- Colônia Regeneração: Localizada nas proximidades de Goiânia até Brasília, esta Comunidade trabalha com a recuperação de espíritos mutilados no perispírito, além
de proceder com atendimentos fluídico concentrados, terapias, academias, tudo com o intuito de renovação interior.

- Colônia Amigos da Dor: Encontra-se no norte de Minas e extremo sul da Bahia. Realiza socorro a recém-desencarnados através de missas. Os espíritos servidores dessa Colônia prestam atendimento em igrejas, santas casas de misericórdia e é uma das mais antigas Colônias em terras brasileiras.

- Colônia Redenção: Se situa no leste da Bahia em formato mais ou menos triangular. Sendo uma grande referência no mundo espiritual, esta Colônia realiza um grande trabalho em laboratório fluídico por intermédio de seus socorristas na Terra. Encontra-se lá um arquivo com as mais lindas histórias e exemplos de amor que o
mundo já viu, começando pela história de Jesus em cenas vivas.

- Colônia Arco-Íris: Esta Comunidade Espiritual é localizada na região norte do Brasil, indo de Porto Velho (RO) a Manaus (AM) em linha reta. Seus servidores oferecem grande amparo aos encarnados e conhecidos como “filhos do arco-íris”.

- Colônia Raios do Amanhecer: Localizada na parte central do planeta, tendo maiores núcleos no Brasil, no norte do Amapá. Seus diferentes núcleos espalhados por
vários países representam uma atividade diferente. No Brasil se parece com um grande parque infantil, pois é um mundo espiritual de crianças.

- Colônia Bom Retiro: Localiza-se no Paraná tendo um formato de losango. Além de dar socorro aos desencarnados, ela tem como principal função dar a volta ao reequilíbrio do espírito.

- Colônia Padre Chico: Situada no Triangulo Mineiro, é também conhecida no mundo espiritual como Colônia das Margaridas. É uma colônia muito movimentada, pois
nela tem espíritos abrigados para socorro e para trabalhar em nome de Cristo.

- Colônia da Praia: Fica no sudeste do Espírito Santo. É voltada para atividades espirituais que atuam na ecologia terrena, desenvolvem estudo e mantém observação atuando no equilíbrio exercido pelo Oceano.

- Colônia Nova Esperança: Localizada bem próximo de Palmelo (GO), esta Colônia tem como função a catalogação de todos os espíritos que entram, saem e que permanecem no planeta, que hoje em dia é de aproximadamente 30 bilhões de espíritos.

- Colônia das Águas: Situa-se próxima à entrada do rio Amazonas, Sua especialidade é receber os desencarnados por problemas circulatórios e que foram afetados no perispírito.

- Colônia Morada do Sol: Encontrada na parte leste do Brasil e se estendendo até o norte da Bahia. Esta Colônia coordena equipes espalhadas pelo planeta, os
servidores levam amparo aos portadores de “doenças tropicais” encarnados.

- Colônia das Flores: Sendo uma das maiores colônias espirituais, ela inicia na parte centra de Santa Catarina indo até Goiás, tendo pontos no Paraná e adentrando
São Paulo. Especializada em socorro aos desencarnados vítimas de câncer e que geralmente conservam esta impressão no perispírito.

- Colônia Gramado: Sobre o Rio Grande do Sul, possui vários núcleos de atendimento socorrista. Entre elas destacam-se as colônias “Das Orquídeas”, “Girassóis”, “Do Guaíba” e “Estrela D’alva”, todas recebem o nome de Colônia Gramado. Específica em trabalhos de técnicas de estudo relacionados à coluna vertebral, coordenação motora das pernas e dos pés.

- Colônia das Montanhas: Encontrada no noroeste de Minas Gerais, próximo à divisa de Goiás. Adentrando o sudoeste entre a Serra Bonita (MG) e a Serra da Capivara (BA) e a Serra dos Gaúchos (MG), envolve toda a área do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, onde envolve as águas dos rios Urucaia e Pardo com seus
afluentes.

- Colônia Estudo e Vida: Fica no Mato Grosso do Sul e parte da Bolívia. Tem por finalidade o estudo da vida. Possibilita que todos os espíritos tenham
autoconhecimento para compreender próprios conflitos e desencontros para qualquer assunto.

- Colônia das Violetas: Situada entre Amazonas, Tocantins, Paraná e Mato Grosso, está Colônia realiza técnicas voltadas para a cura de enfermidades cardíacas.

- Colônia do Sol Nascente: No sudoeste do estado de São Paulo, esta Comunidade apresenta um setor de preparação do espírito para reencarnar, aguardando um
momento determinado por Deus.

- Colônia do Abacateiro: Abrangendo os estados de Goiás e Mato Grosso, esta Cidade Espiritual é toda cercada por abacateiros e desenvolve técnicas e atendimentos renais, tanto no perispírito quanto no auxílio a todos os processos de enfermidade renal.

- Colônia do Rouxinol: Ao norte do Brasil, no Maranhão, a Colônia passa uma profunda sensação de paz e ali ficam espíritos que desencarnaram após longo período de enfermidade ou que tiveram morte súbita.

- Colônia do Moscoso: Encontra-se na parte centro-leste do Espírito Santo, esta Comunidade tem o formato de um retângulo e com características orientais, fundada
por Moscos (povos que habitavam o Mar Negro e o Mar Cáspio). A Colônia desenvolve técnicas que auxiliam o espírito a desenvolver a autodescoberta, como essência divina.

Além destas temos outras, como:
-Nosso Lar
-Colônia Socorrista Moradia
-Colônia Campo da Paz
-Casa Transitória de Fabiano
-Colônia Redenção
-Colônia da Música
-Colônia Espiritual de Eurípedes Barsanulfo
-Colônia Alvorada Nova
-Colônia Casa do Escritor
-Colônia Triângulo, Rosa e Cruz
-Sanatório Esperança
-Moradias
-Colônia Porto da Paz
-Colônia São Paulo
-Instituto de Confraternização
-Espírito Meimei
-Colônia A Cruzada
-Colônia Gordemônio
-Colônia São Judas Tadeu

Espero que tenham gostado dessa portagem, para entenderem melhor o que é uma colônia espiritual, recomendamos que assistam ao filme Nosso Lar, ou se
preferirem leiam o livro Nosso Lar, ambos são excelentes. Fiquem com Deus! Deixem Comentários!


Créditos:
MORADAS ESPIRITUAIS (Vânia Arantes Damo)


Elaborado por CARLA A. NUNES Centro Espírita Porto da Paz ***
REGRESSÃO DA MEMÓRIA - EMMANUEL
 
 

Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado, valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro
melhor, porque provocar a regressão da memória do que fomos ou fizemos, simplesmente por questões de curiosidade
vazia, ou buscar aqueles que foram nossos companheiros, a fim de regressar aos desequilíbrios que hoje resgatamos?
A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas e provas que, em si, são a recapitulação de nosso passado em
nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso de
regeneração em que estamos integrados nas chamadas provações de cada dia.
Porque efetuar a regressão da memória, unicamente para chorar a lembrança dos pretéritos episódios infelizes, ou
exibirmos grandeza ilusória em situações que, por simples desejo de leviana retomada de acontecimentos, fomos
protagonistas, se já sabemos, especialmente com Allan Kardec, que estamos eliminando gradativamente as nossas
imperfeições naturais ou apagando o brilho falso de tantos descaminhos que apenas nos induzirão a erros que não mais
desejamos repetir?
Sejamos sinceros e lancemos um olhar para nossas tendências.

Emmanuel
Pelo Médium Francisco Cândido Xavier

07/07/2011

Chico Xavier e a Ascensão Planetária


 Ascensão Planetária


Chico Xavier e a Ascensão Planetária - Entrevista ao Jornal Folha Espírita em 1.986

Amigos, como esse texto é de uma importância muito grande, não pude deixar de postá-lo aqui, nesse cantinho, para nosso esclarecimento e consequentemente nossa reflexão...essas mensagens vem até nós encarnados a todos os momentos, uma espécie de aviso nos mostrando a importância da nossa reforma íntima, o nosso burilamento espiritual, não esquecendo jamis que esta é uma encarnação muito importante a qual vivemos neste momento neste orbe, portanto temos mais é que agradecer ao nosso Pai Maior a oportunidade de estarmos aqui neste Planeta de Amor, para nosso aprendizado e crescimento espiritual...que olhem quem tem olhos para ver...abraços a todos com muita energia de Amor e Carinho!!!



Companheiros de Ideal!


O prestigiado jornal Folha Espírita de maio/11 traz uma revelação feita em 1986, pelo médium Francisco Cândido Xavier a Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo (MG) e da Vinha de Luz Editora, de Belo Horizonte/MG, sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes nos próximos anos. Marlene Nobre pelo FE, entrevista Lemos Neto, que disse carregar este fardo há muito tempo (25 anos), cumprindo agora o dever de revelá-lo em sua completude. Diz que, em 1986, quando dessa conversa com o Chico, sentiu que sua mente estava recebendo um tratamento mnemônico diferente para que não viesse a esquecer aquelas palavras proféticas, e que seria chamado a testemunhá-las no momento oportuno, que chegou.


Conhecendo a seriedade dos confrades Marlene Nobre e Geraldo Lemos Neto, sendo que o profeta em questão é nada menos que Chico Xavier, e tendo em vista o teor das considerações a respeito, reputo da mais alta importância a divulgação dessa revelação apocalíptica. É a razão pela qual estou encaminhando esse e-mail a tantos companheiros.


Copiei as partes principais da longa entrevista, mantendo o texto fiel ao que consta do jornal em sua maior parte, sem me ater em pormenores de forma para não estender demais essas palavras. Os grifos no texto são meus. A íntegra pode ser lida no exemplar nº 439, ano XXXV, de maio de 2011 do jornal Folha Espírita.


Entendo ser um momento de muita reflexão de todo o movimento espírita e, acima de tudo, de muita prece, com muito otimismo, positivismo e serenidade, enfatizando-se a necessidade de um maior esforço individual e coletivo de renovação. Os jornais espíritas em geral deveriam encartar em seu corpo o referido exemplar do FE, ou pedir autorização para transcrever a matéria em questão, visando dar a mais ampla divulgação.

Fraternalmente.
Paulo Marinho – CEAE-Genebra







(...) Assim, tive a felicidade de conviver na intimidade com Chico Xavier, dialogando com ele vezes sem conta, madrugada a dentro, sobre variados assuntos de nossos interesses comuns, notadamente sobre esclarecimentos palpitantes acerca da Doutrina dos Espíritos e do Evangelho de Jesus.


Um desses temas foi em relação ao Apocalipse, do Novo Testamento. (...) Desde então, Chico tinha sempre uma ou outra palavra esclarecedora sobre o assunto. Numa dessas conversas, lembrando o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, pelo espírito Humberto de Campos, Lemos Neto externou ao Chico sua dúvida quanto ao título do livro, uma vez que ainda naquela ocasião, em meados da década de 80, o Brasil vivia às voltas com a hiperinflação, a miséria, a fome, as grandes disparidades sociais, o descontrole político e econômico, sem falar nos escândalos de corrupção e no atraso cultural.


Lembro-me, como hoje, a expressão surpresa do Chico me respondendo: “Ora, Geraldinho, você está querendo privilégios para a Pátria do Evangelho, quando o fundador do Evangelho, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, viveu na pobreza, cercado de doentes e necessitados de toda ordem, experimentou toda a sorte de vicissitudes e perseguições para ser supliciado quase abandonado pelos seus amigos mais próximos e morrer crucificado entre dois ladrões? Não nos esqueçamos de que o fundador do Evangelho atravessou toda sorte de provações, padeceu o martírio da cruz, mas depois ele largou a cruz e ressuscitou para a Vida Imortal! Isso deve servir de roteiro para a Pátria do Evangelho. Um dia haveremos de ressuscitar das cinzas de nosso próprio sacrifício para demonstrar ao mundo inteiro a imortalidade gloriosa!”


Na sequência da nossa conversa, perguntei ao Chico o que ele queria exatamente dizer a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: “Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emmanuel A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa de nosso benfeitor, no capítulo XXIV, cujo título é O Espiritismo e as Grandes Transições, Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera terrestre, desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de redimir a nossa humanidade, para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo.


Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969. Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso Sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. O que posso lhe dizer, Geraldinho, é que depois de muitos diálogos e debates entre eles foram dadas diversas sugestões e, ao final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.


O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exatamente este período atual, em que estamos vivendo, como a undécima hora ou a hora derradeira, ou mesmo a chamada última hora”.


Extremamente curioso com o desenrolar do relato de Chico Xavier, perguntei-lhe sobre qual fora então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu: “Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período.


Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, se e somente se as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bem convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas!”


Perguntei, então ao Chico a que avanços ele se referia e ele me respondeu: “Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina; o homem terrestre terá amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contato com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos que já partiram para o além-túmulo; enfim estaríamos diante de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos de nosso planeta.”


Então perguntei a ele: Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre permaneceria em paz até o fim daquele período de 50 anos. Mas, e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear? “Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra Mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito tempo extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os pólos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre.”


Segundo o médium, “em todas as duas situações, o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária. Na melhor das hipóteses, nossa nação crescerá em importância sociocultural, política e econômica perante a comunidade das nações. Não só seremos o celeiro alimentício e de matérias-primas para o mundo, como também a grande fonte energética com o descobrimento de enormes reservas petrolíferas que farão da Petrobras uma das maiores empresas do mundo”.


E prosseguiu Chico: “O Brasil crescerá a passos largos e ocupará importante papel no cenário global, e isso terá como consequência a elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se se situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes.


A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar com todo seu esplendor de conquistas científicas e orais, porque seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus fundamentos mais básicos.”


Pergunta Marlene Nobre pela Folha Espírita - Segundo Chico Xavier, esses fluxos migratórios seriam pacíficos? Geraldo - Infelizmente não. Segundo Chico me revelou, o que restasse da ONU acabaria por decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores a “mano militare”, não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.


Neste ponto da conversa, Chico fez uma pausa na narrativa e completou: “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Golias e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores.


Vejamos, por exemplo: os norte-americanos podem nos ensinar o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho. Os europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia, à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros, ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus”.


FE: O Brasil, embora sofrendo o impacto moral dessa ocupação estrangeira, estaria imune aos movimentos telúricos da Terra? Geraldinho – Infelizmente, não. Segundo Chico Xavier, o Brasil não terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que de acordo com o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta.


FE - Você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969, tenha precipitado de certa forma a preocupação com as conquistas científicas dos humanos, que poderiam colocar em risco o equilíbrio do Sistema Solar?


Geraldinho – sim, creio que a revelação de Chico Xavier a respeito traz, nas entrelinhas, essa preocupação celeste quanto às possíveis interferências dos humanos terráqueos nos destinos do equilíbrio planetário em nosso Sistema Solar. Pelo que Chico Xavier falou, alguns dos seres angélicos de outros orbes planetários não estariam dispostos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que vencerá daqui a apenas oito anos, temerosos talvez de nossas nefastas e perniciosas influências. Essa última hora bem que poderia ser por nós considerada como a última bênção misericordiosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela explicação de Chico Xavier, foi ele, Nosso Senhor, quem advogou em favor de nossa causa, ainda mais vez mais.


Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Certamente, Emmanuel, reencarnado aqui no coração do Brasil, haverá de desempenhar significativo papel na evolução espiritual de nosso orbe.


Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superiores. Chico Xavier tinha conhecimento desses mundos para onde os espíritos renitentes estariam sendo degredados. Segundo ele, o maior desses planetas se chamaria Kírom ou Quírom.


É a nossa última chance, é a última hora... Não há mais tempo para o materialismo. Não há mais tempo para ilusões ou enganos imediatistas. Ou seguiremos com a Luz que efetivamente buscarmos, ou nos afundaremos nas sombras de nossa própria ignorância. Que será de nós? A resposta está em nosso livre-arbítrio, individual e coletivo. É A nossa escolha de hoje que vai gerar o nosso destino. Poderemos optar pelo melhor caminho, o da fraternidade, da sabedoria e do amor, e a regeneração chegará para nós de forma brilhante a partir de 2019; ou poderemos simplesmente escolher o caminho do sofrimento e da dor e, neste caso infeliz, teremos um longo período de reconstrução que poderá durar mais de mil anos, segundo Chico Xavier. Entretanto, sejamos otimistas. Lembremo-nos que deste período de 50 anos já se passaram 42 anos em que as nações mais desenvolvidas e responsáveis do planeta conseguiram se suportar umas às outras sem se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. Essa era a pré-condição imposta por Jesus.


Não estamos entregues à fatalidade nem predeterminados ao sofrimento. Estamos diante de uma encruzilhada do destino coletivo que nos une à nossa casa planetária, aqui na Terra. Temos diante de nós dois caminhos a seguir. O caminho do amor e da sabedoria nos levará a mais rápida ascensão espiritual coletiva. O caminho do ódio e da ignorância acarretar-nos-á mais amplo dispêndio de séculos na reconstrução material e espiritual de nossas coletividades. Tudo virá de acordo com nossas escolhas de agora, individuais e coletivas. Oremos muito.


O próprio Emmanuel, através de Chico Xavier, respondendo a uma entrevista já publicada em livro nos diz que as profecias são reveladas aos homens para não serem cumpridas. São na realidade um grande aviso espiritual para que nos melhoremos e afastemos de nós a hipótese do pior caminho.