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15/01/2012
Magos Negros

Os magos negros,
são espíritos especializados em manipulação de fluidos da natureza e
exímios conhecedores das leis que os regulam. Receberam iniciação espiritual
nos diversos templos da Antiguidade e de civilizações ainda mais remota e, como
iniciados, forjaram seu conhecimento e sua disciplina mental em anos e anos de
adestramento das faculdades da alma, sob tutela de seus superiores hierárquicos.
Toda iniciação foi realizada para o bem, para o uso dos elementos da vida
oculta com intuito de auxiliar a humanidade. A escola de Iniciação era
apenas direcionada às leis benéficas e positivas do Universo, nada voltado para
o lado negativo
Em geral, a pessoa era admitida nos
colégios iniciáticos muito jovens, quando crianças. Num processo
lento e gradual, à medida que oferecia condições e a maturidade despertava, o
aprendiz recebia ensinamentos compatíveis com seu momento evolutivo e sua capacidade.
Até que, ao completar mais ou menos 42 ou 49 anos, faixa etária observada na
maioria das ordens iniciáticos, era recebido como mago maior ou alçado à
categoria de grão-mestre daquele templo de sábios. A partir de então, o mago
branco estava apto a conduzir outros aprendizes, formando novos colégios iniciáticos.
O período longo de aprendizado era favorável
ao desenvolvimento da disciplina mental e do poder de manipular certos fluidos,
segundo as leis do mundo oculto.
Mas nem todos se sujeitavam ao
processo sem interesses particulares e, por vezes, escusos.
Algumas pessoas, desenvolvendo a sede
pelo poder e domínio mental sobre os demais membros de suas ordens, acabaram
desvirtuando-se e desviando-se dos sagrados objetivos para os quais lhes foram
concedidos os poderes iniciáticos conforme se dizia na época.
Num determinado momento, esses seres que se formaram que não tinham
afinidade e prazer nenhum em se relacionar com o lado positivo do
Universo, saíram dessa ordem iniciativa, formando um grupo de magos,
os Magos Negros ou Magos das Trevas.
Esses espíritos vivem até
hoje no plano espiritual muito denso e planejam planos terríveis contra a
humanidade, tendo como objetivo impedir a evolução da humanidade. Possuem
diversas bases no plano espiritual onde possuem cientistas, sentinelas,
espíritos escravos e cobaias. Nessas bases eles fazem experimentos e
experiências com pessoas, sendo que muitas delas são encarnados que, quando vão dormir são levadas em espírito para essas bases. Lá eles fazem experiências com elas, com modificações energéticas, com o ectoplasma delas, chakras entre outros, implantam chips para modificar
energeticamente, desequilibrando-a.
Os Magos são espíritos muito inteligentes, com forte poder mental, possuem um
grupo chamado Legião dos Dragões.
Muitos dos políticos... Quero dizer
aqui que não são todos, mas especialmente os de importância mundial, que são
influentes mundialmente; quando dormem são levados para reuniões junto desses
magos, manipulando suas mentes, por implantes, etc., conseguindo com isso
guerras, doenças, pandemias entre outras séries de fatores sombrios
pelo mundo.
Muitos afirmam que esses espíritos
são provenientes do Sistema Capela, que atravessava uma fase de mudanças
profundas, de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração, e
esses espíritos sempre dificultando o progresso do Planeta e retardando seu
próprio progresso. Isto foi há centenas de milhares de anos. Nosso planeta está
chegando num momento assim atualmente. Os espíritos que eram recalcitrantes e
não aceitaram a evolução, foram impedidos de reencarnar ali, sendo projetados
para planetas menos evoluídos, alguns vieram parar no nosso planeta, que na
época era um mundo primitivo. Dotados de grande poder intelectual e mental,
recusaram-se a tomar o corpo físico rudimentar dos habitantes da Terra daquelas
longínquas eras, e se mantiveram na espiritualidade. Como fugir às Leis
naturais? Tudo têm um preço, e pagamos por esse preço, eles ao invés de tomarem
o caminho da evolução através das reencarnações, preferiram acumular poder à
custa de outros, e em vez de irem em direção da Luz, desceram aos abismos
das trevas.
Atualmente, sua sociedade da maldade
e crueldade está caótica, pois existe a limitação, e o Planeta está em
transformação, e não há como comportar seres como estes.
Observaremos algumas passagens dos
livros de Robson Pinheiro:
1) “Entidades cuja vibração se afina
a tais interesses egoístas estabelecem ligação mais intensa com seus médiuns,
os magos negros, a fim de vampirizar suas energias. É comum observar, em casos
assim, processos de simbiose espiritual. Os parceiros do conluio tenebroso
passam a vibrar em conjunto, alimentando-se um do outro durante longos
períodos, até que o elemento dor os desperte e coloque limites nos
desregramentos e abusos cometidos”
(Livro Aruanda)
2) — O que os magos negros pretendem
com os espíritas e umbandistas, especificamente?
— Como já infiltraram
seus agentes e suas idéias escabrosas entre aqueles que se julgam os únicos
representantes legítimos do Cordeiro, os líderes religiosos e fiéis tomados
pelo fanatismo, agora pretendem investir em novo núcleo. Os chamados médiuns,
os chefes de terreiro e os dirigentes espíritas oferecem solo fértil nos quais
semear tais pesquisas, pois também trazem elementos ambíguos e espinhosos, que
poderão ser enfocados pelos magos negros. Por exemplo, podemos citar o desejo
de aparecer, a busca pelo aplauso e pelo reconhecimento público, ou ainda a
vontade de sobrepujar o outro na destreza para lidar com as forças sutis da
natureza, no exercício de um pretenso poder, outorgado pela própria megalomania
e pela vaidade. Para alcançar êxito nessa etapa inicial de sedução, os magos
apresentam às suas futuras cobaias propostas subjacentes, aumentando a
importância desses fatores na mente das pessoas. A sede egocêntrica ganha
relevo. Quando elas vislumbram a possibilidade de atingir os objetivos que
almejam, então cedem voluntariamente à ação dos magos negros, que se disfarçam
em mentores e mestres de reconhecida autoridade moral. “Dessa forma, são
conduzidas a esta cidade (abordando a estrutura encontrada no plano astral),
onde se transformam em cobaias de experiências mentais e emocionais…” (Livro
Legião – Um olhar sobre o reino das sombras)
3) — Sabe, meus filhos, a compreensão do ser
humano e da realidade que cria em torno de si é rica e elaborada, inclusive no
que se refere às questões mais simples do seu cotidiano. Imagine quando levamos
em conta seus dilemas e os conceitos esdrúxulos que advém de experiências
dramáticas, vivenciadas nos dois planos de existência.
— Sendo
assim, no que concerne à fase fetichista e sobre esse estágio de aprendizado, é
possível notar que os espíritos consorciados aos magos negros, já naquela época
(Atlântida, Lemúria, Babilônia e Caldéia) bastante distante do conhecimento
iniciático, efetivamente introduziram sacrifícios humanos e de animais em suas
práticas. Visavam não apenas à condensação da força mental, mas também formavam
campos magnéticos de baixíssima freqüência, desprezando por completo o ensino
espiritual. Davam início à magia negra mais primitiva e vulgar, que descambaria
de vez, mais tarde, na chamada feitiçaria. Nesse conluio com as entidades das
trevas, homens e espíritos desavisados se transformaram em instrumentos das
forças do abismo. É um período que, cronologicamente, encontra seu ápice na
Idade Média; felizmente, logo depois, é suplantado por idéias mais humanas e
sadias, muito embora os efeitos de conchavos do gênero ainda perdurem nos dias
atuais, em processos obsessivos gravíssimos.
(Livro Legião – Um olhar sobre o
reino das sombras)
Obras para consulta:
Os Dragões – Wanderley oliveira, pelo
espírito Maria Modesto Cravo.
Aruanda- Robson Pinheiro, pelo
espírito Ângelo Inácio.
Legião, Um Olhar Sobre o Reino das
Sombras - Robson Pinheiro, pelo espírito Ângelo Inácio.
A Marca da Besta - Robson
Pinheiro, pelo espírito Ângelo Inácio.
Magos Negros - Robson
Pinheiro, pelo espírito Pai João de Aruanda.
Também em O Livro dos Espíritos
- Allan Kardec:
“Por que, no mundo, tão amiúde, a
influência dos maus sobrepuja a dos bons?
(Q. 932)
Responde o Espírito da Verdade:
“Por fraqueza destes. Os maus são
intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem,
preponderarão.”
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Pretos Velhos no Espiritismo
24/04/2010
Caboclos e pretos velhos no espiritismo
Caboclos e Pretos Velhos no Espiritismo
Certo dia reparei em um companheiro de atividades, cheio de dedos ao falar abertamente do trabalho que realizam a Casa dos Espíritos Editora e a instituição parceira que lhe deu origem, a Sociedade Espírita Everilda Batista. A vergonha ou o receio que ele tinha devia-se especificamente à bandeira hasteada por ambas as casas, na qual declaram positivamente: ”Trabalhamos com pretos-velhos e caboclos”.
- Mas o que o movimento espírita vai pensar? – perguntava se. – Uma casa espírita aparecer com um livro como Aruanda? Que casa espírita lança uma obra associada a pretos-velhos e caboclos?
- Entendo suas apreensões – respondi. – Acontece que a nossa sina começou há muito tempo, desde a publicação de Tambores de Angola. Quando lançamos o livro, você se lembra, muitos disseram que havíamos nos tornado umbandistas; agora não há como voltar atrás.
- Então! Imagine uma continuação…
- Mas alguém precisa falar contra o preconceito. Só porque o autor espiritual aborda o tabu umbanda e espiritismo quer dizer que deixamos de ser espíritas? Só porque lançamos um livro que fala de pretos-velhos e caboclos, que tanto têm feito por nós, espíritas, tomamo-nos ”anti-doutrinários”? Faça-me o favor! Não perdemos a definição espírita de nossas atividades, porque espírita e o método de trabalho. Kardec é bom-senso, e o codificador debatia qualquer assunto, sem medo nem idéias preconcebidas.
Quanto aos espíritos, para eles não há barreiras religiosas: onde está o códice que informa a aparência correta de um ”espírito espírita”? Kardec fala que é o conteúdo da comunicação que importa, e não a aparência do espírito, que pode ser forjada com facilidade.
As preocupações do companheiro de trabalho, no entanto, não eram infundadas. com efeito, tudo que se relaciona à cultura religiosa do negro costuma ser assunto controverso, especialmente no meio espírita. Não obstante tanta relutância tenha fortes raízes históricas, é hora de começar a arrancá-las.
Aculturação
O espiritismo de Allan Kardec floresceu no final do séc. xix, entre as camadas mais abastadas da população brasileira, em meio às elites intelectuais e econômicas. O que era de esperar, tendo em vista que e uma doutrina filosófica de implicações morais e científicas, escrita em idioma estrangeiro, oriunda da França, país que à época detinha a hegemonia cultural e ditava as regras do que era chie.
O processo de aculturação do espiritismo, ao aportar num país de características tão diversas quanto o Brasil, também era previsível, senão necessário. Além da tradução para o português, era crucial assimilar os aspectos que compunham a história e a cultura brasileiras, caso houvesse a intenção de disseminar a nova doutrina. E havia, pelo menos da parte dos espíritos que coordenam os destinos da nação.
Espírito também tem cor?
Uma das questões que em breve viriam à tona diz respeito à feição ou à roupagem fluídica dos espíritos presentes nas reuniões mediúnicas. Para onde iriam os espíritos de negros e indígenas que desencarnavam na psicosfera brasileira? Além dos médicos, filósofos, advogados e demais intelectuais, também morriam os pobres do povo e os pretos, recém-alforriados pela Lei Áurea de 1888.
Que critérios estabelecer?
Nas páginas de Kardec, nada sobre pretos-velhos ou caboclos, pois que não havia nem emigração das colônias africanas para a França. No máximo, o depoimento de um soldado, morto nos campos de batalha das guerras nacionalistas do continente europeu.
Como proceder, então, com essa gente desencarnada?
Assim como a prática de capoeira outrora foi considerada crime, prevista no Código Penal, falar em preto, ainda mais velho, e assunto proibido em muitos locais. Ouvem-se espíritas a debater teorias: ”Se der ’estrimilique’, se errar na conjugação verbal e fizer menção a arruda e guiné”, que são as ervas da medicina de que dispunha a população, ”é espírito atrasado”.
A lógica absurda tem justificativa. Afinal, como receber orientação daqueles mesmos que mandávamos amarrar no pelourinho e durante tanto tempo foram comercializados na praça pública, como gado? As imagens do passado espiritual estão fortemente impressas em nossas mentes.
Espiritismo cana-de-açúcar
Às vezes chego a me sentir como se estivéssemos fazendo espiritismo num engenho do Brasil colonial. E que, resquício da época da escravidão, subsiste um certo pavor de se misturar com qualquer coisa que venha dos negros.
É o advento da senzala na realidade espiritual.
Negros não prestam para assumirmos como mentores e reconhecermos como espíritos elevados. Para divulgar-mos sem barreiras: ”Eles nos têm muito a ensinar com sua simplicidade e sabedoria popular”, também não.
No máximo, para fazer um ”descarrego” no ambiente – ops!, limpeza energética – ou para lidar com os ”obsessores” rebeldes ao diálogo tradicional.
Tudo na mais perfeita discrição. O quanto for possível, sem alarde, para não darmos o braço a torcer, admitindo que, nessa hora, não são os médicos nem os padres e as irmãs de caridade que atuam. Não são eles que se dirigem às profundezas do umbral ou do astral inferior para abordar QGS das trevas.
Ah! E se aparecer um Zé Grosso ou um Palminha, espíritos hoje nacionalmente conhecidos e reverenciados no meio espírita, esqueçamos que eles foram cangaceiros do bando de Lampião, o que quer dizer: nordestinos, provavelmente analfabetos, acostumados ao lombo do jegue e ao chapéu de couro – e certamente à pele escura e queimada de sol. Mesmo que trabalhem com Joseph Gleber, Fritz Hermman ou cheilla, fechemos os olhos para o fato de que seus nomes destoam da característica européia dos demais e continuemos a nos enganar.
Mas se negros e mulatos não prestam para aparecer e ser reconhecidos, não agüentamos viver sem eles – nem ontem, nem hoje.
Na época colonial, o negro não sabia de nada, mas a cana-de-açúcar que produzia a riqueza era plantada, colhida e beneficiada por suas mãos. Não eram (idas como gente, mas foram as mulheres pretas que criaram os filhos, amamentaram os bebês, cuidaram da casa, do jardim e das roupas, prepararam a comida que serviam aos convidados.
Na atualidade, mesmo sem gozar do reconhecimento amplo – que não é seu objetivo -, as mães e os pais velhos dão importante contribuição nos centros espíritas ”kardecistas” de todo o Brasil. Aceitos ou não, já se acostumaram com a discriminação; não e isso que importa.
Percebidos ou não pelos médiuns da casa-grande, são os caboclos que manipulam o bioplasma das ervas, são os pretos-velhos que preparam o ectoplasma utilizado em reuniões de cura e tratamento espiritual. São eles que, por vezes, detêm a sabedoria simples que tocará aquele espírito furioso, revoltado com a fome, o abandono e a chibata que experimentou e que muitos de nossos médiuns, doutrinadores e mentores desconhecem. São eles que farão frente aos chefes das trevas, impondo-lhes o respeito, o limite e a autoridade moral, o que uma alma mais doce ou delicada não poderia fazer. Acaso estou enganado e situações como essas só ocorrem em terreiros de umbanda?
É ou não é o perfeito engenho, a estrutura social da colônia que se reproduz de modo atávico e ancestral, projetando-se até na questão espiritual?
De Paris para o Pelo
O primeiro centro espírita com base nos livros de Kardec de que se tem notícia no país foi fundado em Salvador, na Bahia de Todos os Santos, ainda no séc.XIX. Capital do Brasil colonial até 1763, a cidade ostenta até hoje o belo Elevador Lacerda, que conduz à Cidade Baixa e ao MERCADO em que se vendiam negros.
Está aí um retrato fiel do ambiente espiritual brasileiro: Allan Kardec posto justo ao lado do Pelourinho.
Talvez mera coincidência, talvez uma forma de a vida nos lembrar do compromisso que temos com os povos negro e indígena – explorados e massacrados pela civilização dos colonizadores – e que deve ser resgatado desde já, também no trato com o alem-túmulo.
Que cesse o preconceito e que vivam as curimbas e as mandingas de preto-velho, a garra e as ervas dos caboclos. Que viva a atmosfera espiritual do Brasil, onde cada um mantém seu método de trabalho, mas sabe respeitar e auxiliar onde quer que seja preciso, com espírito de equipe e de solidariedade. Que vivam os médicos alemães, as freiras e os padres católicos, os árabes e indianos de turbante, os soldados de Roma e todas as falanges e nações que, na pátria espiritual, se reúnem em torno da insígnia de Allan Kardec – e, sobretudo, sob a bandeira do Cristo, de amor e fraternidade.
Publicado por alexdeoxossi em dezembro 28, 2007
(Spiritus n.º 62, de junho/julho de 2004 – Periódico editado pela Casa dos Espíritos Editora)
Retirado do livro Aruanda – Robson Pinheiro
Pessoal, li este livro, e penso que todos deveriam ler esses livros, para percebermos como agem nossos irmãos que muitas vezes muito inteligentes, mas usam a inteligência para o mal, direcionados a ações trevosas. Este livro e os outros que seguem de Robson Pinheiro, nos mostra nitidamente como ocorre esses tipo de ações.
09/01/2009
Oração dos Pretos Velhos


“Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia,olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade, poder e misericórdia.
Dá Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa Misericórdia e Bondade,a clareza de pensamento e abri-lhes,Senhor, os olhos para que pratiquem sempre o bem,a caridade para com os outros dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa Existência, Poder e Misericórdia,bem assim, o Vosso Reino.
Senhor, perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos na sua passagem terrena.
Dá, Senhor, a eles que sofrem a luz de Seu imenso Amor e da Sua Sabedoria.
Que a sua luz nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde passarmos nos proteja.
Oh ! Meu Pai Santíssimo !!A nós pecadores, aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido.Pai, pela sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho da perfeição.
Dá Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude, único caminho pelo qual devemos trilhar.Misericórdia aos nossos inimigos.
Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos falte hoje e sempre…
Amém”.
Fonte: http://br.geocities.com/umbandasaojorge/index242.html
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Reflexão
12/12/2008
Espíritos Elementais...


Trecho extraído do belissimo livro do espirito Angelo Inácio (ARUANDA) psicografado por Robson Pinheiro, com o diálogo entre Pai João e Angelo Inácio em uma explicação detalhada sobre o tema complexo dos elementais.
“A medicina milenar da China, por exemplo, que já começa a ser endossada pelas pesquisas científicas atuais, igualmente identifica os quatro elementos. Sob o ponto de vista da magia, os quatro elementos ainda permanecem, sem entrar em conflito com as explicações científicas modernas.
Os magistas e ocultistas estabeleceram uma classificação dos elementais sob o ponto de vista desses elementos, considerando-os como forças da natureza ou tipos de energia.
- Então os elementais não possuem consciência de si mesmos? São apenas energia, é isso que entendi?
- Não, meu filho. Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.
- Não entendi…
- Preste atenção, meu filho - continuou o preto-velho.
- Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo. Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais. Na natureza, esses seres se agrupam, segundo suas afinidades.
- Seriam então esses agrupamentos aquilo que você chama de família?
- Isso mesmo! Louvado seja Deus - comemorou Pai João.
- Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou aquele elemento: fogo, terra, água e ar, conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.
- Os elementais já estiveram encarnados na Terra ou em outros mundos?
- Encarnações humanas, ainda não. Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece. Hoje, eles desempenham um papel muito importante junto à natureza como um todo, inclusive auxiliando os encarnados nas reuniões mediúnicas e os desencarnados sob cuja ordem servem.
- Como podem auxiliar em reuniões mediúnicas?
- Vamos por parte, meu filho, bem devagar. é bom compreender com profundidade a questão dos elementais para assim entender o comportamento da nossa irmã infeliz - disse Pai João, apontando para o espírito que antes observávamos.
- Como expliquei, podem-se classificar as famílias dos elementais de acordo com os respectivos elementos. Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos silfos ou das süfides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros espíritos da natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como sendo feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora boreal ou do arcoíris.
- Disso se depreende, então, que os silfos são os mais evoluídos entre todas as famílias de elementais?
- Eu diria apenas, meu filho, que os silfos são, entre todos os elementais, os que mais se assemelham às concepções que os homens geralmente fazem a respeito de anjos ou fadas. Correspondem às forças criadoras do ar, que são uma fonte de energia vital poderosa.
- Então eles vivem unicamente na atmosfera?
- Nem todos - respondeu Pai João. - Muitos elementais da família dos silfos possuem uma inteligência avançada e, devido ao grau de sua consciência, oferecem sua contribuição para criar as correntes atmosféricas, tão preciosas para a vida na Terra. Especializaram-se na purificação do ar terrestre e coordenam agrupamentos inteiros de outros elementais. Quanto à sua contribuição nos trabalhos práticos da mediunidade, pode-se ressaltar que os silfos auxiliam na criação e manutenção de formaspensamento, bem como na estruturação de imagens mentais. Nos trabalhos de ectoplasmia, são auxiliares diretos, quando há a necessidade de reeducação de espíritos endurecidos.
- E os outros elementais? - perguntei num misto de euforia e curiosidade.
- Vamos com calma, meu filho, vamos com calma - respondeu Pai João.
- Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce. As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.
- Sendo assim, qual é a diferença entre as ondinas e as ninfas, já que ambas são elementais das águas?
- A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por espíritos do mal.
- Eu pensei…
- Eu sei, meu filho - interrompeu-me João Cobú.
- Você pensou que tudo isso não passasse de lenda. Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.
- E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?
- Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os espíritos superiores na elaboração de ambientes extrafísicos com aparências belas e paradisíacas.
E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes. Transmutam a matéria astral impregnada de fluidos tóxicos e daninhos em castelos de luz e esplendor.
- Uau! - exclamei.
- Nunca poderia imaginar coisas assim…
- Mas não acabou ainda, meu filho - tornou Pai João.
- Temos ainda as salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados àquilo que os ocultistas denominaram éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das salamandras o fogo material definitivamente não existiria.
Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação maisntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis ao desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e. em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranqüilo. Eu estava atônito. E o pai-velho prosseguia:
- Nas tarefas mediúnicas e em contato com o comando mental de médiuns experientes, as salamandras são potentes transmutadores e condensadores de energia. Auxiliam sobremaneira na queima de objetos e criações mentais originadas ou associadas à magia negra. Os espíritos superiores as utilizam tanto para a limpeza quanto para a destruição de bases e laboratórios das trevas. Habitados por inteligências do mal, são locais-chave em processos obsessivos complexos, onde, entre diversas coisas, são forjados aparelhos parasitas e outros artefatos. Objetos que, do mesmo modo, são destruídos graças à atuação das salamandras.
- E os duendes e gnomos? Também existem ou são obras da imaginação popular?
- Sem dúvida que existem! Os duendes e gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai-do-mato. Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas. Tinha a sensação de que um novo mundo se revelava a meu conhecimento, tamanha a amplitude da ação desses espíritos da natureza. E Pai João continuava:
-Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados. Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou sentem-se com os membros e órgãos dilacerados.
- Nem podia imaginar que esses seres tivessem uma ação tão ampla e intensa.
- Pois bem, meu filho - tornou João Cobú, pacientemente.
- Repare, portanto, as implicações complexas da ação desta infeliz criatura, que se comprometeu amplamente com o mal. Apontando para o espírito no leito a nossa frente, que agora gemia, vítima de si mesmo, o velho Pai João relatou:
- Como médium, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender certas lições de magia, no ambiente dos cultos afro-brasileiros. Utilizou mal o conhecimento que adquiriu e deliberadamente viciou muitos elementais com o sacrifício e o sangue de animais. Lançando mão de seu intenso magnetismo pessoal, manipulou o poder das salamandras e de outros elementais para atormentar muitas vidas, em troca de dinheiro, status e reconhecimento social.
- Ela brincou com as forças da natureza.
- Mais do que isso. Ela desviou os seres elementais do curso normal de sua evolução, comprometendo esses nossos irmãos com seus atos abomináveis.
- Mas os elementais dominados por ela não poderiam se rebelar ao seu comando?
- Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso. Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente. Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu interior.
- Que se deve pensar da crença no poder que certas pessoas teriam, de enfeitiçar?
-Algumas pessoas dispõe de grande força magnética, de que podem fazer mau uso, se maus forem seus próprios Espíritos, caso em que possível se torna serem secundados por Espíritos maus. Não creias, porém, num pretenso poder mágico, que só existena imaginação de criaturas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. Os fatos que tãtn, como prova da existência desse poder, são fatos naturais, mal observados e sobretudo mal compreendidos. O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Poder oculto, talismãs e feiticeiros, item 552.
Os magistas e ocultistas estabeleceram uma classificação dos elementais sob o ponto de vista desses elementos, considerando-os como forças da natureza ou tipos de energia.
- Então os elementais não possuem consciência de si mesmos? São apenas energia, é isso que entendi?
- Não, meu filho. Os seres elementais, irmãos nossos na criação divina, têm uma espécie de consciência instintiva. Podemos dizer que sua consciência está em elaboração. Apesar disso, eles se agrupam em famílias, assim como os elementos de uma tabela periódica.
- Não entendi…
- Preste atenção, meu filho - continuou o preto-velho.
- Os elementais são entidades espirituais relacionadas com os elementos da natureza. Lá, em meio aos elementos, desempenham tarefas muito importantes. Na verdade, não seria exagero dizer inclusive que são essenciais à totalidade da vida no mundo. Através dos elementais e de sua ação direta nos elementos é que chegam às mãos do homem as ervas, flores e frutos, bem como o oxigênio, a água e tudo o mais que a ciência denomina como sendo forças ou produtos naturais. Na natureza, esses seres se agrupam, segundo suas afinidades.
- Seriam então esses agrupamentos aquilo que você chama de família?
- Isso mesmo! Louvado seja Deus - comemorou Pai João.
- Essas famílias elementais, como as denominamos, estão profundamente ligadas a este ou aquele elemento: fogo, terra, água e ar, conforme a especialidade, a natureza e a procedência de cada uma delas.
- Os elementais já estiveram encarnados na Terra ou em outros mundos?
- Encarnações humanas, ainda não. Eles procedem de uma larga experiência evolutiva nos chamados reinos inferiores e, como princípios inteligentes, estão a caminho de uma humanização no futuro, que somente Deus conhece. Hoje, eles desempenham um papel muito importante junto à natureza como um todo, inclusive auxiliando os encarnados nas reuniões mediúnicas e os desencarnados sob cuja ordem servem.
- Como podem auxiliar em reuniões mediúnicas?
- Vamos por parte, meu filho, bem devagar. é bom compreender com profundidade a questão dos elementais para assim entender o comportamento da nossa irmã infeliz - disse Pai João, apontando para o espírito que antes observávamos.
- Como expliquei, podem-se classificar as famílias dos elementais de acordo com os respectivos elementos. Junto ao ar, por exemplo, temos a atuação dos silfos ou das süfides, que se apresentam em estatura pequena, dotados de intensa percepção psíquica. Eles diferem de outros espíritos da natureza por não se apresentarem sempre com a mesma forma, definida, permanente. São constituídos de uma substância etérea, absorvida dos elementos da atmosfera terrestre. Muitas vezes apresentam-se como sendo feitos de luz e lembram pirilampos ou raios. Também conseguem se manifestar, em conjunto, com um aspecto que remete aos efeitos da aurora boreal ou do arcoíris.
- Disso se depreende, então, que os silfos são os mais evoluídos entre todas as famílias de elementais?
- Eu diria apenas, meu filho, que os silfos são, entre todos os elementais, os que mais se assemelham às concepções que os homens geralmente fazem a respeito de anjos ou fadas. Correspondem às forças criadoras do ar, que são uma fonte de energia vital poderosa.
- Então eles vivem unicamente na atmosfera?
- Nem todos - respondeu Pai João. - Muitos elementais da família dos silfos possuem uma inteligência avançada e, devido ao grau de sua consciência, oferecem sua contribuição para criar as correntes atmosféricas, tão preciosas para a vida na Terra. Especializaram-se na purificação do ar terrestre e coordenam agrupamentos inteiros de outros elementais. Quanto à sua contribuição nos trabalhos práticos da mediunidade, pode-se ressaltar que os silfos auxiliam na criação e manutenção de formaspensamento, bem como na estruturação de imagens mentais. Nos trabalhos de ectoplasmia, são auxiliares diretos, quando há a necessidade de reeducação de espíritos endurecidos.
- E os outros elementais? - perguntei num misto de euforia e curiosidade.
- Vamos com calma, meu filho, vamos com calma - respondeu Pai João.
- Duas classes de elementais que merecem atenção são as ondinas e as ninfas, ambas relacionadas ao elemento água. Geralmente são entidades que desenvolvem um sentimento de amor muito intenso. Vivem no mar, nos lagos e lagoas, nos rios e cachoeiras e, na umbanda, são associadas ao orixá Oxum. As ondinas estão ligadas mais especificamente aos riachos, às fontes e nascentes, bem como ao orvalho, que se manifesta próximo a esses locais. Não podemos deixar de mencionar também sua relação com a chuva, pois trabalham de maneira mais intensa com a água doce. As ninfas, elementais que se parecem com as ondinas, apresentam-se com a forma espiritual envolvida numa aura azul e irradiam intensa luminosidade.
- Sendo assim, qual é a diferença entre as ondinas e as ninfas, já que ambas são elementais das águas?
- A diferença básica entre elas é suavidade e a doçura das ninfas, que voam sobre as águas, deslizando harmoniosamente, como se estivessem desempenhando uma coreografia aquática. Para completar, temos ainda as sereias, personagens mitológicos que ilustraram por séculos as histórias dos marinheiros. Na realidade, sereias e tritões são elementais ligados diretamente às profundezas das águas salgadas. Possuem conotação feminina e masculina, respectivamente. Nas atividades mediúnicas, são utilizados para a limpeza de ambientes, da aura das pessoas e de regiões astrais poluídas por espíritos do mal.
- Eu pensei…
- Eu sei, meu filho - interrompeu-me João Cobú.
- Você pensou que tudo isso não passasse de lenda. Mas devo lhe afirmar, Ângelo, que, em sua grande maioria, as lendas e histórias consideradas como folclore apenas encobertam uma realidade do mundo astral, com maior ou menor grau de fidelidade. É que os homens ainda não estão preparados para conhecer ou confrontar determinadas questões.
- E as fadas? Quando encarnado, vi uma reportagem a respeito de fotografias tiradas na Escócia, que mostravam várias fadas. O que me diz a respeito?
- Bem, podemos dizer que as fadas sejam seres de transição entre os elementos terra e ar. Note-se que, embora tenham como função cuidar das flores e dos frutos, ligados à terra, elas se apresentam com asas. Pequenas e ágeis, irradiam luz branca e, em virtude de sua extrema delicadeza, realizam tarefas minuciosas junto à natureza. Seu trabalho também compreende a interferência direta na cor e nos matizes de tudo quanto existe no planeta Terra. Como tarefa espiritual, adoram auxiliar na limpeza de ambientes de instituições religiosas, templos e casas espíritas. Especializaram-se em emitir determinada substância capaz de manter por tempo indeterminado as formas mentais de ordem superior. Do mesmo modo, auxiliam os espíritos superiores na elaboração de ambientes extrafísicos com aparências belas e paradisíacas.
E, ainda, quando espíritos perversos são resgatados de seus antros e bases sombrias, são as fadas, sob a supervisão de seres mais elevados, que auxiliam na reconstrução desses ambientes. Transmutam a matéria astral impregnada de fluidos tóxicos e daninhos em castelos de luz e esplendor.
- Uau! - exclamei.
- Nunca poderia imaginar coisas assim…
- Mas não acabou ainda, meu filho - tornou Pai João.
- Temos ainda as salamandras, que são elementais associados ao fogo. Vivem ligados àquilo que os ocultistas denominaram éter e que os espíritas conhecem como fluido cósmico universal. Sem a ação das salamandras o fogo material definitivamente não existiria.
Como o fogo foi, entre os quatro elementos, o primeiro manipulado livremente pelo homem, e é parte de sua história desde o início da escalada evolutiva, as salamandras acompanham o progresso humano há eras. Devido a essa relação maisntima e antiga com o reino hominal, esses elementais adquiriram o poder de desencadear ou transformar emoções, isto é, podem absorvê-las ou inspirá-las. São hábeis ao desenvolver emoções muito semelhantes às humanas e. em virtude de sua ligação estreita com o elemento fogo, possuem a capacidade de bloquear vibrações negativas, possibilitando que o homem usufrua de um clima psíquico mais tranqüilo. Eu estava atônito. E o pai-velho prosseguia:
- Nas tarefas mediúnicas e em contato com o comando mental de médiuns experientes, as salamandras são potentes transmutadores e condensadores de energia. Auxiliam sobremaneira na queima de objetos e criações mentais originadas ou associadas à magia negra. Os espíritos superiores as utilizam tanto para a limpeza quanto para a destruição de bases e laboratórios das trevas. Habitados por inteligências do mal, são locais-chave em processos obsessivos complexos, onde, entre diversas coisas, são forjados aparelhos parasitas e outros artefatos. Objetos que, do mesmo modo, são destruídos graças à atuação das salamandras.
- E os duendes e gnomos? Também existem ou são obras da imaginação popular?
- Sem dúvida que existem! Os duendes e gnomos são elementais ligados às florestas e, muitos deles, a lugares desertos. Possuem forma anã, que lembra o aspecto humano. Gostam de transitar pelas matas e bosques, dando sinais de sua presença através de cobras e aves, como o melro, a graúna e também o chamado pai-do-mato. Excelentes colaboradores nas reuniões de tratamento espiritual, são eles que trazem os elementos extraídos das plantas, o chamado bioplasma. Auxiliam assim os espíritos superiores com elementos curativos, de fundamental importância em reuniões de ectoplasmia e de fluidificação das águas. Tinha a sensação de que um novo mundo se revelava a meu conhecimento, tamanha a amplitude da ação desses espíritos da natureza. E Pai João continuava:
-Temos ainda os elementais que se relacionam à terra, os quais chamamos de avissais. Geralmente estão associados a rochas, cavernas subterrâneas e, vez ou outra, vêm à superfície. Atuam como transformadores, convertendo elementos materiais em energia. Também são preciosos coadjuvantes no trabalho dos bons espíritos, notadamente quando há a necessidade de criar roupas e indumentárias para espíritos materializados. Como estão ligados à terra, trazem uma cota de energia primária essencial para a reconstituição da aparência perispiritual de entidades materializadas, inclusive quando perderam a forma humana ou sentem-se com os membros e órgãos dilacerados.
- Nem podia imaginar que esses seres tivessem uma ação tão ampla e intensa.
- Pois bem, meu filho - tornou João Cobú, pacientemente.
- Repare, portanto, as implicações complexas da ação desta infeliz criatura, que se comprometeu amplamente com o mal. Apontando para o espírito no leito a nossa frente, que agora gemia, vítima de si mesmo, o velho Pai João relatou:
- Como médium, foi-lhe concedida a oportunidade de aprender certas lições de magia, no ambiente dos cultos afro-brasileiros. Utilizou mal o conhecimento que adquiriu e deliberadamente viciou muitos elementais com o sacrifício e o sangue de animais. Lançando mão de seu intenso magnetismo pessoal, manipulou o poder das salamandras e de outros elementais para atormentar muitas vidas, em troca de dinheiro, status e reconhecimento social.
- Ela brincou com as forças da natureza.
- Mais do que isso. Ela desviou os seres elementais do curso normal de sua evolução, comprometendo esses nossos irmãos com seus atos abomináveis.
- Mas os elementais dominados por ela não poderiam se rebelar ao seu comando?
- Os elementais são seres que ainda não passaram pela fase de humanidade. Oriundos dos reinos inferiores da natureza e mais especificamente do reino animal, ainda não ingressaram na espécie humana. Por essa razão trazem um conteúdo instintivo e primário muito intenso. Para eles, o homem é um deus. É habitual, e até natural, que obedeçam ao ser humano e, nesse processo, ligam-se a ele intensamente. Portanto, meu filho, todo médium é responsável não só pelas comunicações dadas por seu interior.
- Que se deve pensar da crença no poder que certas pessoas teriam, de enfeitiçar?
-Algumas pessoas dispõe de grande força magnética, de que podem fazer mau uso, se maus forem seus próprios Espíritos, caso em que possível se torna serem secundados por Espíritos maus. Não creias, porém, num pretenso poder mágico, que só existena imaginação de criaturas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. Os fatos que tãtn, como prova da existência desse poder, são fatos naturais, mal observados e sobretudo mal compreendidos. O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Poder oculto, talismãs e feiticeiros, item 552.
-É verdade! - observei com admiração.
- Recordo-me desse trecho, porém não havia feito a conexão daquele ponto com os elementais.
- Quando soar a hora certa no calendário da eternidade, esses seres serão conduzidos aos mundos de transição, adormecidos e, sob a interferência direta do Cristo, acordarão em sua presença, possuidores da chama eterna da razão. A partir de então, encaminhados aos mundos primitivos, vivenciarão suas primeiras encarnações junto às humanidades desses orbes. Esse é o motivo que ocasiona o fracasso da busca dos cientistas: procuram, na Terra, o elo de ligação, o elo perdido entre o mundo animal e o humano.
Não o encontrarão jamais.
As evidências não estão no planeta Terra, mas pertencem exclusivamente ao plano cósmico, administrado pelo Cristo.
O plano da criação é verdadeiramente graíndioso, e a compreensão desses aspectos desperta em nós uma reverência profunda ao autor da vida.
- Recordo-me desse trecho, porém não havia feito a conexão daquele ponto com os elementais.
- Quando soar a hora certa no calendário da eternidade, esses seres serão conduzidos aos mundos de transição, adormecidos e, sob a interferência direta do Cristo, acordarão em sua presença, possuidores da chama eterna da razão. A partir de então, encaminhados aos mundos primitivos, vivenciarão suas primeiras encarnações junto às humanidades desses orbes. Esse é o motivo que ocasiona o fracasso da busca dos cientistas: procuram, na Terra, o elo de ligação, o elo perdido entre o mundo animal e o humano.
Não o encontrarão jamais.
As evidências não estão no planeta Terra, mas pertencem exclusivamente ao plano cósmico, administrado pelo Cristo.
O plano da criação é verdadeiramente graíndioso, e a compreensão desses aspectos desperta em nós uma reverência profunda ao autor da vida.
Sinopse do livro deRobson Pinheiro:
Aruanda
ROBSON PINHEIRO & ANGELO INACIO Após as repercussões de Tambores de Angola, o repórter do Além Ângelo Inácio prossegue seus relatos no romance Aruanda. Da colônia espiritual que habita, parte em direção à Crosta na companhia de pretos-velhos, caboclos e guardiões. Explora assuntos controversos, tais como magia negra e feitiçaria, seus mecanismos de ação e suas conseqüências; elementais, os espíritos da natureza a que se refere Kardec, e sua atuação nas reuniões mediúnicas. A visita a um laboratório das trevas e a obsessão complexa, com aparelhos parasitas e campos magnéticos, e os trabalhos práticos de apometria. Descubra os segredos de Aruanda.
ROBSON PINHEIRO & ANGELO INACIO Após as repercussões de Tambores de Angola, o repórter do Além Ângelo Inácio prossegue seus relatos no romance Aruanda. Da colônia espiritual que habita, parte em direção à Crosta na companhia de pretos-velhos, caboclos e guardiões. Explora assuntos controversos, tais como magia negra e feitiçaria, seus mecanismos de ação e suas conseqüências; elementais, os espíritos da natureza a que se refere Kardec, e sua atuação nas reuniões mediúnicas. A visita a um laboratório das trevas e a obsessão complexa, com aparelhos parasitas e campos magnéticos, e os trabalhos práticos de apometria. Descubra os segredos de Aruanda.








