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28/08/2016
Que tem sentido hoje...
Bom dia meus queridos!
Hoje despertei lendo essas palavras do nosso querido Wanderley de Oliveira, que digo de passagem me tocou a alma, porque realmente é o que inúmeros médiuns está passando nesse momento da Transição Planetária, sabemos que existe sim uma guerra ocorrendo no mundo espiritual e todos dotados de mediunidade ostensiva ou não tem sentido isso dentro de si, por isso a prece, a comunhão com Deus se faz tão necessária.
Alguém de vocês também tem sentido isso, o que tem vivenciado nas casas espíritas, coloquem aqui suas experiências...
Tenham todos um dia lindo e uma semana recheada de amor e muitos pensamentos positivos.
Dizeres de Wanderley:
"A rigor, os médiuns estão todos debaixo de uma intensa pressão do momento do planeta e, desculpe a franqueza, as casas espíritas com suas estruturas frágeis no que tange a relacionamento e acolhimento, estão deixando muito a desejar. Há fatores estruturais da casa, do médium e do momento do planeta que estão sobrecarregando muito a mente dos médiuns.
Se alguém ou algum grupo quiser fazer algo em favor desse assunto tem que abrir uma discussão honesta e com propostas práticas para amparar e orientar os médiuns. Nesse três pontos se encontram a grande maioria das perturbações que estão derrubando muitos servidores do Cristo."
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23/01/2011
Interferências Espirituais em nossa vida, nossas Acões e Pensamentos...
459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? L.E
– A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.
No Livro dos Espíritos, a pergunta 459 é extremamente importante por nos alertar que nós, espíritos encarnados, somos muito influenciados por espíritos desencarnados. Ou seja, muitos de nossos pensamentos, situações, desejos, acontecimentos e coincidências podem ser de influência de espíritos desencarnados – invisíveis a nós por eles estarem sem o corpo físico.
É muito complexo essa situação e necessita do leitor um prévio conhecimento dos esclarecimentos que Allan Kardec codificou pela obra trazida pelo Espírito da Verdade em psicografias através principalmente do “Livro dos Espíritos”, “Livro dos médiuns”, “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Foram obras psicografadas em método científico onde as mesmas questões eram feitas e produzidas para várias pessoas dotadas da capacidade de psicografia em cidades diferentes para serem comparadas e finalmente organizadas em várias obras.
Existem pessoas que se dizem possuidoras de dons espirituais avançados e são apenas charlatões, existem também pessoas que possuem dons e estão no caminho certo – exemplificando Jesus – e infelizmente, existem também pessoas com dons que dispõe deles para proveito próprio.
Os tipos de faculdades extra-sensoriais e magnéticos que o homem pode ter são inúmeros (todos explicados na obra “Livro dos médiuns”)
É interessante ressaltar que geralmente todo o dom que um ser humano possui são responsabilidades que o indivíduo tem de aplicá-lo para o bem, para o auxílio do próximo, para a doação caridosa buscando geralmente cobrir suas dívidas de vidas passadas.
Portanto as pessoas com esses poderes, que os Espiritismo define como médiuns, são na maioria das vezes pessoas com dívidas no passado dotadas agora de dons especiais para resgatá-las usando-os para o bem comum.
A grande prova de vida para o médium está na dificuldade da escolha entre seguir o bem pela caridade ou cair em tentação, buscando vantagens materiais e pessoais.
É possível um espírito encarnado ou desencarnado interferir sobre a vida e/ou os negócios de uma pessoa? Se a resposta for afirmativa, o que devemos fazer para interceptar essa interferência?
Como verificamos que existe influência do mundo espiritual sobre nós, resta saber como acabar com influências negativas.
É uma resposta que também necessita de estudos prévios de pelo menos “O Livro dos Espíritos” onde nos revela as seguintes respostas nas perguntas 551 e 549:
551. Pode um homem mau, com o auxílio de um mau Espírito que lhe seja dedicado, fazer mal ao seu próximo?
“Não; Deus não o permitiria.”
549. Algo de verdade haverá nos pactos com os maus Espíritos?
“Não, não há pactos. Há, porém, naturezas más que simpatizam com os maus Espíritos. Por exemplo: queres atormentar o teu vizinho e não sabes como hás de fazer. Chamas então por Espíritos inferiores que, como tu, só querem o mal e que, para te ajudarem, exigem que também os sirvas em seus maus desígnios. Mas, não se segue que o teu vizinho não possa livrar-se deles por meio de uma conjuração oposta e pela ação da sua vontade. Aquele que intenta praticar uma ação má, pelo simples fato de alimentar essa intenção, chama em seu auxílio maus Espíritos, aos quais fica então obrigado a servir, porque dele também precisam esses Espíritos, para o mal que queiram fazer. Nisto apenas é que consiste o pacto.”
Vejam que nada de mal pode ocorrer contrariando as leis da natureza Divina a um indivíduo. Um espírito não pode nos fazer mal. Contudo na pergunta 549 podemos verificar que pode existir tormentos – o que nada mais é do que as influências espirituais que somos passíveis de recepção, como relata a pergunta 549.
Contudo a resposta para nos livrarmos dessas influências está bem clara:
“Conjuração oposta e pela ação da sua vontade.”
Repelir o mal com o bem, com nossa vontade de não ceder aos convites do mal que os espíritos desinformados nos sugerem em nossa mente. Assim, devemos ter pensamentos e principalmente ter ações no bem para construirmos sempre maiores proteções. A prática da caridade é fundamental nos dias de hoje para nos afastar de qualquer influência de espíritos maus e ignorantes das leis da vida. E também é muito importante a oração, a prece...porque ela nos liga ao plano superior com espíritos amigos que nos protegem, e essa influência ruim se afasta de nós, a prece é um santo remédio, e o pensamento no bem, no próximo...não podemos esquecermos de realizarmos a nossa reforma interior...
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27/07/2009
As Mesas Girantes...

AS MESAS GIRANTES
Uma série progressiva de fenómenos ajudava ao surgimento da doutrina espírita.
“O primeiro fato observado foi o da movimentação de objetos diversos. Designaram-no, vulgarmente, pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas”.
Tal fenómeno parece ter sido notado primeiramente na América do Norte, de forma intensa, e propagou-se pelos países da Europa, como a França, a Inglaterra, a Alemanha, a Holanda e até a Turquia, nos meados do século XIX, tendo como marco, especialmente, o ano de 1848, com os fenómenos de Hydesville já estudados, envolvendo a família Fox. Todavia, a história regista que ele remonta à mais alta Antiguidade, tendo-se produzido de formas estranhas, como ruídos insólitos, pancadas sem nenhuma causa ostensiva. “A princípio quase só encontrou incrédulos, porém, ao cabo de pouco tempo, a multiplicidade de experiências não mais permitiu que pusessem em dúvida a realidade”.
O fenómeno das pancadas, ou batidas, foi chamado “raps” ou “echoes”; o das mesas girantes, ou moventes, de “table-moving”, para os ingleses, “table-volante” ou “table-tournante”, para os franceses. No início, nos Estados Unidos da América, os espíritos só se comunicavam pelo processo trabalhoso, e de grande morosidade, de alguém dizer em voz alta o alfabeto e o espírito era convidado a indicar por “raps” ou “echoes”, no momento em que fossem pronunciadas as letras que, reunidas, deviam compor as palavras que queria dizer. Era a telegrafia espiritual. “Os próprios espíritos indicaram, em fins de 1850, uma nova maneira de comunicação: bastava, simplesmente, que se colocassem ao redor de uma mesa, em cima da qual se poria as mãos.
Levantando um dos pés, a mesa daria (enquanto se recitava o alfabeto) uma pancada toda a vez que fosse proferida a letra que servia ao espírito para formar as palavras. Esse processo, ainda que muito lento, produziu resultados excelentes, e assim se chegou às mesas girantes e falantes”. “ Há que notar que a mesa não se limitava a levantar-se sobre um pé para responder às perguntas que se faziam; movia-se em todos os sentidos, girava sob os dedos dos experimentadores, às vezes elevava-se no ar, sem que se descobrissem as forças que a tinham suspenso”. O fenómeno das mesas girantes propagou-se rapidamente, e durante muito tempo entreteve a curiosidade dos salões. Depois, aborreceram-se dele, pois a gente frívola, que apenas imita a moda, o considerou como simples distracção. As pessoas criteriosas e observadoras, todavia, abandonaram as mesas girantes por terem “ visto nascer delas algo sério, destinado a prevalecer”, e “passaram a ocupar-se com as consequências a que o fenómeno dava lugar, bem mais importantes nos seus resultados.
Deixaram o alfabeto pela ciência, tal o segredo desse aparente abandono” (...) “As mesas girantes representarão sempre o ponto de partida da doutrina espírita” e merecem, por isso, alguma explicação, para que, conhecendo-se as causas, facilitada será a chave para a decifração dos efeitos mais complexos. Para que o fenómeno se realize há necessidade da intervenção de uma ou mais pessoas dotadas de especial aptidão, designadas pelo nome de médiuns. (...) Muitas vezes um poderoso médium produzirá sozinho mais do que vinte outros juntos. Basta colocar as mãos na mesa para que, no mesmo instante, ela se mova, erga , revire, dê saltos ou gire com violência.
A princípio, supôs-se que os efeitos poderiam explicar-se pela acção de uma corrente magnética, ou eléctrica, ou ainda pela de um fluído qualquer. (...) Outros factos, entretanto, demonstraram ser esta explicação insuficiente. Estes factos são as provas de inteligência que eles deram. Ora, como todo o efeito inteligente há-de, por força, derivar de uma causa inteligente, ficou evidenciado que, mesmo admitindo-se, em tais casos, a intervenção da electricidade, ou de qualquer outro fluido, outra causa a essa se achava associada. Qual era? Qual a inteligência”?
As observações e as pesquisas espíritas realizadas por Allan Kardec, e outros sábios, demonstraram que a causa inteligente era determinada pelos espíritos, que podiam agir sobre a matéria, utilizando o fluido fornecido pelos médiuns, isto é, meios ou intermediários entre os espíritos e os homens, gerando, assim, as manifestações físicas e as manifestações inteligentes. Aperfeiçoaram-se os processos.
As comunicações dos espíritos não se detiveram nas manifestações das mesas girantes. Evoluíram para as cestas e pranchetas, nas quais se adaptavam lápis, e as comunicações passaram a ser escritas – era a psicografia indirecta. Posteriormente, eliminaram-se os instrumentos e apêndices: o médium, tomando directamente o lápis, passou a escrever por um impulso involuntário e quase febril – era a psicografia direta.
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22/07/2009
Curso Básico Sobre Mediunidade - Influência Espiritual - Obssessão
1 - INFLUÊNCIAS OCULTAS OU OSTENSIVAS:
As relações dos Espíritos com os homens são constantes.Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.Os maus nos impelem para o mal:É-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles.
As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas.As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós à nossa revelia.Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações.
As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumento.
2 - INFLUÊNCIAS BENÉFICAS OU PERNICIOSAS:
Sejam ocultas ou ostensivas, as influências espirituais podem ser BENÉFICAS, quando nos induzem ao bem ou buscam nos auxiliar e, PERNICIOSAS, quando nos induzem ao mal ou buscam nos prejudicar.
As influências benéficas se dão por iniciativa dos espíritos amigos e simpáticos:Mentores espirituais do indivíduo; guias familiares:Espíritos responsáveis pelas coletividades; mentores dos Grupos Doutrinários, etc.
As influências perniciosas são oriundas dos Espíritos inferiores; Espíritos levianos; adversários espirituais; entidades que se comprazem com o mal, etc.Normalmente se manifestam sob a forma de obsessão.
Sejam ocultas ou ostensivas, as influências espirituais podem ser BENÉFICAS, quando nos induzem ao bem ou buscam nos auxiliar e, PERNICIOSAS, quando nos induzem ao mal ou buscam nos prejudicar.
As influências benéficas se dão por iniciativa dos espíritos amigos e simpáticos:Mentores espirituais do indivíduo; guias familiares:Espíritos responsáveis pelas coletividades; mentores dos Grupos Doutrinários, etc.
As influências perniciosas são oriundas dos Espíritos inferiores; Espíritos levianos; adversários espirituais; entidades que se comprazem com o mal, etc.Normalmente se manifestam sob a forma de obsessão.
3 - OBSESSÃO
“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procura, dominar.Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.” (Ref. 1 - item 237)
Obsessão simples:
“Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito malfazejo se impõem a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com os outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.
“A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, da qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.” (Ref. 1 - item 238)
Fascinação:
“A fascinação tem conseqüências muito mais graves.É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento de médium e que, e certa maneira, lhe paralisa, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.”
“Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.” (Ref.1, item 239)
Subjugação:
“A subjugação é uma contrição que paralisa a vontade daquele que sofre e o faz agir a seu mau grado.Numa palavra: O paciente fica sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corporal.No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ela julga sensatas:É uma como fascinação.No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.” (Ref. 1, item 240)
“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procura, dominar.Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.” (Ref. 1 - item 237)
Obsessão simples:
“Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito malfazejo se impõem a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com os outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.
“A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, da qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.” (Ref. 1 - item 238)
Fascinação:
“A fascinação tem conseqüências muito mais graves.É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento de médium e que, e certa maneira, lhe paralisa, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.”
“Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.” (Ref.1, item 239)
Subjugação:
“A subjugação é uma contrição que paralisa a vontade daquele que sofre e o faz agir a seu mau grado.Numa palavra: O paciente fica sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corporal.No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ela julga sensatas:É uma como fascinação.No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.” (Ref. 1, item 240)
4 - REFERÊNCIAS
1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB
2 - Kardec, Allan - “O Livro dos Espíritos” - 11ª Ed. - FEB - RJ
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Fonte:
Curso Básico Sobre Mediunidade - Sintonia Vibratória
SINTONIA VIBRATÓRIA...

LEGENDA
HIPÓTESE A:
Espírito encarnado por ocasião de uma prece.
HIPÓTESE B:
Comunicação mediúnica entre um espírito encarnado (1) e outro desencarnado (2) em condições de orientá-lo.O primeiro eleva o seu padrão vibratório e o segundo sacrifica-se para descer até ele.
HIPÓTESE C:
Outra comunicação mediúnica, desta feita entre um encarnado (1) e um desencarnado a ser beneficiado (3).Como se observa, o médium, sob a orientação de um espírito protetor (2) reduz o seu padrão vibratório até sintonizar-se com o espírito comunicante.
HIPÓTESE D:
Comunicação mediúnica irrealizável.Um médium despreparado sob múltiplos aspectos, não consegue sintonizar-se com um desencarnado, mesmo este tendo reduzido o seu padrão vibratório.
HIPÓTESE E:
Um encarnado (1), em um momento de invigilância, estabelece sintonia com espíritos encarnados (3) ou não (2), que apresentam más condições vibratórias. É o caso típico da maledicência. O espírito (1) quando voltar ao seu estado vibratório, possuirá fluidos correspondentes aos planos mais grosseiros (choque de retorno).
HIPÓTESE F:
Um encarnado (1), embora sujeito a um ambiente onde outros espíritos apresentam-se em condições vibratórias inferiores, mantém-se através da vigilância, em um estado satisfatório.
Curso Básico Sobre Mediunidade - Mediunidade e Prece
Mediunidade e Prece
1 - ASPECTO FORMAL
1.1 - PERANTE A ORAÇÃO
Proferir prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa forma, a ligação com os benfeitores da vida maior.
A prece enlaça os Espíritos.
***
Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena emotividade, na exaltação da própria fé.
Há diferença fundamental entre orar e declamar.
***
Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas reuniões doutrinárias.
A oração, acima de tudo, é sentimento.
***
Prevenir-se contra a afetação e exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece, adotando prece, adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de intenções especiosas.
Fervor d'alma, luz na prece.
***
Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e à distância, o necessário perdão de nossas faltas.
Os resultados da oração, quanto os resultados da amor, são ilimitados.
***
Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.
Que ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.
***
Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à convenção.
O sentimento é tudo.
***
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.”
Jesus. (Mateus, 26:41)
2 - ASPECTO CIENTÍFICO
I - CARÁTER DA PRECE
Não basta ter estabelecido as nossas relações com Deus.É necessário entrar em comunhão com Ele, isto é, é necessária a oração.Eis aqui uma outra cousa elementar, comumente não compreendida e que também é aqui uma outra coisa elementar, comumente não compreendida e que também é necessário compreender, para não só alcançar o conhecimento da vontade de Deus, mas também a adesão a ela e, com isto, a união mística da alma com Ele.Em geral não se sabe orar e assim se explica o escasso resultado que obtemos com nossas orações.
A lei de Deus, que tudo regula, inclusive a nossa vida, não é e não pode ser ilógico capricho, como freqüentemente cremos e como, tais somos nós, assim desejaríamos, para que pudéssemos submeter à nossa vontade.Nesta lei que guia e rege o universo, tudo é ordem, lógica, método, disciplina.O contrário está apenas em nós, que somos um grosseiro esboço de sua realização e, por conseguinte, nos encontramos muito longe de sua perfeição.A desordem não está na lei, nem em Deus, mas somente em nós e a dor que lhe é conseqüente, não é uma absurda condenação de um Deus malvado, que nos criou para atormentar-nos, mas é uma prova da Sua bondade, sabedoria e cuidado que nos dedica, visto que por intermédio dela, Ele nos conduz pelo único caminho que nos pode proporcionar felicidade, sabiamente corrigindo-nos e ensinando-nos na escola da vida.A dor que tanto nos azorraga não é uma violação da vida divina do universo, mas é justamente uma reintegração nela, ainda que seja às nossas expensas, o que é justo, porque fomos nós que livremente quisemos violá-la.
II - MECANISMO DA PRECE
REFLEXO CONDICIONADO E MEDIUNIDADE
Em toda parte, desde os amuletos das tribos mergulhadas em profunda ignorância até os cânticos sublimados dos santuários religiosos dos templos modernos, vemos o reflexo condicionado, facilitando a exteriorização de recursos da mente, para o intercâmbio com o plano espiritual.
Talismãs e altares, vestes e paramentos, símbolos e imagens, vasos e perfumes, não passam de petrechos destinados a incentivar a produção de ondas mentais, nesse ou naquele sentido, atraindo forças do mesmo tipo que as arremessadas pelo operador desta ou daquela cerimônia, mágica ou religiosa e pelas assembléias que os acompanham. Visando certos fins.
E compreendendo-se que os semelhantes se atraem, o bruxo que se vale da mandrágora para endereçar vibrações deprimentes a certa pessoa, a esta procura induzir à emissão de energias do mesmo naipe com que, à base de terror, assimila correntes mentais inferiores, prejudicando a si mesma, sempre que não possua a integridade da consciência tranqüila; o sacerdote de classe elevada, toda vez que aproveita os elementos de sua fé para consolar um espírito desesperado, está impelindo-o à produção de raios mentais enobrecidos, com os quais forma o clima adequado à recepção do auxílio da Esfera Superior; o médico que encoraja o paciente, usando autoridade e doçura, inclina-o a gerar, em favor de si mesmo, oscilações mentais restaurativas, pelas quais se relaciona com os poderes curativos estuantes em todos os escaninhos da natureza; o professo, estimulando o discípulo a dominar o aprendizado dessa ou daquela expressão, impulsiona-o a condicionar os elementos do próprio espírito, ajustando-lhe a onda mental para incorporar a carga de conhecimento de que necessita.
GRANDEZA DA ORAÇÃO
Observamos em todos os momentos da alma, seja no repouso ou na atividade, o reflexo condicionado (ou ação independente da vontade que se segue, imediatamente, a uma excitação externa) nas bases das operações da mente, objetivando esse ou aquele gênero de serviço.
Daí resulta o impositivo da vigilância sobre a nossa própria orientação, de vez que somente a conduta reta sustenta o reto pensamento e de posse do reto pensamento, a oração, qualquer que seja o nosso grau de cultura intelectual, é o mais elevado toque de indução para que nos coloquemos, para logo, em regime de comunhão com as Esferas Superiores.
De essência divina, a prece será sempre o reflexo positivamente sublime do Espírito, em qualquer posição, por obrigá-lo a despedir de si mesmo os elementos mais puros que possa dispor.
No reconhecimento ou não da petição, na diligência ou no êxtase, na alegria ou na dor, na tranqüilidade ou na aflição, ei-la exteriorizando a consciência que a formula, em efusões indescritíveis, sobre as quais as ondulações do Céu corrigem o magnetismo torturado da criatura, insulada no sofrimento educativo da Terra, recompondo-lhe as faculdades profundas.
A mente centralizada na oração pode ser comparada a uma flor estelar, aberta ante o infinito, absorvendo-lhe o orvalho nutriente de vida e luz
Aliada à higiene do espírito, a prece representa o comutador das correntes mentais, arrojando-as à sublimação.
3 - AÇÃO DA PRECE
Com o objetivo de melhor compreender a ação da prece, examinemos através do gráfico n.º 1, os fenômenos que ocorrem quer durante a realização de uma sessão espírita, querem nossas relações normais de todos os dias.
4 - REFERÊNCIAS:
1 - Luiz, André - “Conduta Espírita”- obra mediúnica recebida por Waldo Vieira - FEB - GB - 1961
2 - Ubaldi, Pietro - “Ascensões Humanas” - LAKE - S.Paulo - 2ª edição.
3 - Luiz, André - “Mecanismos da Mediunidade” - Obra mediúnica recebida por F.C.Xavier e Waldo Vieira - FEB - GB - 1960
4 - Pastorino, C.Torres - “Técnica da Mediunidade”- Ed.Sabedoria - GB - 1970.
5 - Armond, Edgard - “Mediunidade” - LAKE - S.Paulo, 1956.
Curso Básico Sobre Mediunidade - Exercício Mediúnico


Exercício Mediúnico
1 - CONDIÇÕES FÍSICAS:
Idade - Saúde - Equilíbrio Psíquico
Sabemos que a faculdade mediúnica, em si, independe da condição física do médium.Assim, poderá manifestar-se, com imensa intensidade, tanto no homem, quanto na mulher, na criança quanto no adulto ou na pessoa de avançada idade.Do mesmo modo, o estado orgânico também não apresenta qualquer obstáculo para o fenômeno mediúnico, podendo este se manifestar (aliás é muito comum) na pessoa enferma física ou psiquicamente.
Essa espontaneidade não justifica, no entanto, que a criatura, em qualquer circunstância, venha indiscriminadamente entrega-se ao exercício mediúnico.Deve, ao contrário, prevalecer o bom senso que nos indicará o roteiro certo a seguir.
Uma criança, por exemplo, pelo simples fato de, espontaneamente ser um excelente sensitivo, não pode trabalhar mediunicamente, sem sérios riscos para si própria.O exercício destas funções pode causar sobreexcitação ao seu psiquismo e, independente disto, falta-lhe a experiência e amadurecimento imprescindíveis para um trabalho de tal envergadura.
Uma pessoa muito idosa, da mesma maneira, poderá sentir dificuldade para atender regularmente a esta sacrificial tarefa, pois sua própria constituição física oferece obstáculos, mormente, quando se trata da mediunidade psicofônica, no trato com irmãos desencarnados em desequilíbrio.
O enfermo, por outro lado, também deverá se abster da prática mediúnica, que pode lhe acarretar dispêndio de energias, prejudicial ao seu organismo.
Assim, pois, o médium amadurecido mental e psiquicamente, buscará se valer das suas possibilidades físicas e boa disposição orgânica, atendendo perseverantemente à nobre tarefa, consoante a recomendação evangélica:Caminhai enquanto tendes a luz do dia.
2 - PREPARAÇÃO CONSTANTE:
Alimentação - emoções - atitudes
“Nos problemas de intercâmbio com a Esfera superior, antes do progresso medianímico, há que considerar o aprimoramento da personalidade para melhor ajustar-se à obra de perfeição geral”
“Antes de nos mediunizarmos, amemos e eduquemo-nos.Somente assim recebemos das ordenações de mais alto o verdadeiro poder de ajudar.” (Ref. 4, pág. 137)
O serviço mediúnico não se restringe à freqüência do medianeiro às reuniões práticas do Espiritismo, antes, exigi-lhe um esforço constante de preparação interior, através do qual poderá se apresentar ao trabalho, na posição de instrumento fiel à Divina Vontade.Emoções equilibradas, atitudes dignas e elevadas, alimentação adequada, mormenteos dias das reuniões, são fatores imprescindíveis para manter o médium na condição de servidor útil à Espiritualidade Maior.
ALIMENTAÇÃO
A esse respeito, transcrevemos a seguinte página:
“A alimentação, durante as horas que precedem o serviço de intercâmbio espiritual, será leve.
Nada de empanturrar-se o companheiro com viandas desnecessárias.Estômago cheio, cérebro inábil.
A digestão laboriosa consome grande parcela de energia, impedindo a função mais clara e mais ampla do pensamento, que exige segurança e leveza para exprimir-se nas atividades da desobsessão.
Aconselháveis os pratos ligeiros e as quantidades mínimas, crendo-nos dispensados de qualquer anotação em torno da propriedade do álcool, acrescendo observar que os amigos ainda necessitados do uso do fumo e da carne, do café e dos temperos excitantes, estão convidados a lhes reduzirem o uso, durante o dia determinado para a reunião, quando não lhes seja possível a abstenção total, compreendendo-se que a posição ideal será sempre a do participante dos trabalhos que transpõe a porta do templo sem quaisquer problemas alusivo à digestão”. (Ref. 3, Cap. II)
EMOÇÕES E ATITUDES
A disciplina de nossas atitudes e emoções também deve merecer a melhor atenção, pois, que, durante toda a semana se nutre de emoções menos edificantes e entrega-se a atitudes não recomendáveis, não pode esperar que, no horário destinado ao intercâmbio mediúnico venha “milagrosamente” modificar seu tônus vibracional ou hálito mental, ao contrário, o ato de entregar-se à concentração, buscando alhear-se das interferências exteriores, faz com que, naturalmente, aflore na sua mente, os pensamentos e anseios que normalmente acalenta em seu íntimo.
Toda vigilância, portanto, é indispensável por parte do medianeiro, especialmente, nos dias destinados às reuniões.
“No dia marcado para as tarefas de desobsessão, os integrantes da equipe precisam, a rigor, cultivar atitude mental digna, desde cedo.Ao despertar pela manhã, o dirigente, os assessores da orientação, os médiuns incorporadores, os companheiros da sustentação ou mesmo aqueles que serão visitas ocasionais no grupo, devem elevar o nível do pensamento, seja orando ou acolhendo idéias de natureza superior.Intenções e palavras puras, atitudes e ações limpas.Evitar deliberadamente rusgas e discussões, sustentando paciência e serenidade, acima de quaisquer transtornos que sobrevenham durante o dia.Trata-se de preparação adequada a assunto grava:A assistência a desencarnados menos felizes, com a supervisão de instrutores da Vida Espiritual.
Imaginem-se os companheiros no lugar dos Espíritos necessitados de socorro e compreenderão a responsabilidade que assumem.Cada componente do conjunto é peça importante no mecanismo do serviço.Todo grupo é instrumentação.”
3 - PREDISPOSIÇÃO EVANGÉLICA:
Auto-educação
“Onde a luz definitiva para a vitória do apostolado mediúnico ?
- Essa claridade divina está no Evangelho de Jesus, com o qual o missionário deve estar plenamente identificado para a realização sagrada da sua tarefa.O médium sem Evangelho pode fornecer as mais elevadas informações ao quadro das filosofias e ciências fragmentárias da Terra; pode ser um profissional de renome, um agente de experiências do invisível, mas não poderá ser um apóstolo pelo coração.Só a aplicação com o Divino Mestre prepara no íntimo do trabalhador a fibra da iluminação para o amor, e da resistência contra as energias destruidoras, porque o médium evangelizado sabe cultivar a humildade no amor ao trabalho de cada dia, na tolerância esclarecida, no esforço educativo de si mesmo, na dignificação da vida, sabendo, igualmente, levantar-se para a defesa da sua tarefa de amor, defendendo a verdade sem transigir com os princípios no momento oportuno.
O apostolado mediúnico, portanto, não se constitui tão somente da movimentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas, porque exige o trabalho e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus Cristo.”
4 - SEGURANÇA COM NOÇÃO DE RESPONSABILIDADE:
Local para o exercício mediúnico - prudência - simplicidade
No atendimento da tarefa mediúnica, guardemos segurança íntima, com noção de responsabilidade; nada de receios, quando nos predispomos ao trabalho com o Senhor, visando o reerguimento espiritual nosso e o auxílio aos que se aproximam de nós.
Estejamos certos de que não podemos nos afastar do caminho que nos foi destinado, sem sérios prejuízos para nós próprios.Todos temos compromissos do passado e precisamos aproveitar ao máximo as oportunidades que o Senhor nos concede, atendendo de boa vontade ao trabalho que nos é peculiar.
O estudo metódico torna-nos mais conscientes de nossas próprias necessidades, colocando-nos em melhores condições para o trabalho.
Busquemos, ainda, no esforço constante, o arejamento mental e a vivência dos ensinamentos cristãos, exemplificando o Evangelho e teremos a ajuda indispensável para que o nosso empreendimento na Divina Seara alcance o êxito desejado.
Local para o trabalho - prudência - Simplicidade
“Médiuns que trabalham isoladamente.”
Assim o fazem, geralmente, porque se atribuem com mediunidade educada.
Que é “Mediunidade Educada” ?
Incorporar nos momentos adequados.
Conservar posições corretas.
Controlar expressões verbais.
Conter impulsos para gritar, derrubar móveis e objetos, etc.
Motivos que levam o médium ao trabalho isolado:
Impulso, bem intencionado, para o bem.
Desejo de angariar simpatias.
Alegação que não encontra ambiente propício.
Superestimação da própria faculdade.
Há médiuns que:
Consideram o poder de sua faculdade acima do ambiente e das circunstâncias.
Estão sujeitos a sérios perigos:
Médiuns que confiam cegamente em si mesmo, excluindo ou desprezando:
O estudo evangélico-doutrinário;
o bom senso;
a lógica;
os conselhos dos companheiros.
Um Espírito cruel e violento pode:
Subjugar o médium e provocar tumulto e confusão.
Fatores que, em tese:
Podem levar Espíritos inferiorizados a se apossarem do médium:
Estado psíquico do médium;
Condições do ambiente;
Desarmonia vibracional dos dois campos, o espiritual e o material, ou humano.
No templo espírita:
Há avançados recursos de amparo Espiritual, tais como:
Proteção dos amigos espirituais;
Colaboração dos companheiros responsáveis pela tarefa, no plano físico;
Harmonia vibratória.
Resumo:
Quando o médium for chamado a socorrer alguém, fora do Centro Espírita, em caráter de excepcionalidade, deve fazê-lo assistido por companheiros de confiança.” (Ref. 5)
5 - REFERÊNCIAS
1 - kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB
2 - Emmanuel - “O Consolador” - 2ª Ed. - FEB - GB
3 - Luiz, André - “Desobsessão” - 1ª Ed. - FEB - GB
4 - Emmanuel - “Roteiro” - 2ª Ed. - FEB - GB
5 - Peralva, José Martins -Trabalho apresentado e aprovado no simpósio sobre mediunidade, realizada pela Liga Espírita da Guanabara de 12 a 19 de abril de 1970.
Curso Básico Sobre Mediunidade - Educação Mediúnica
Educação Mediúnica
1 - ORIENTAÇÃO DOUTRINÁRIA
A maioria dos médiuns que buscam as reuniões mediúnicas, em função de suas faculdades, trazem consigo a mediunidade de “provas e expiações” e, comumente, não dispõem de base suficiente para sua condução segura neste complexo terreno do exercício mediúnico.
É necessário, portanto, que lhe seja oferecido, em primeiro lugar, uma eficiente orientação doutrinária.O médium não pode exercer bem a tarefa de intermediária entre os Espíritos e os homens quando não tem, nem ao menos, conhecimentos elementares do plano espiritual, das Leis que o regem e de suas relações com o plano corpóreo.
É indispensável que o médium leia, estude e se oriente, freqüentando reuniões especializadas, e ainda busque esclarecer-se doutrinariamente, com aqueles que dirigem trabalhos mediúnicos e, portanto, contam com maiores recursos e mais vivência neste setor.
O estudo da Doutrina Espírita deve, pois, preceder ao exercício mediúnico, uma vez que, sem aquele, o médium dificilmente poderá se beneficiar das luzes que o Espiritismo oferece às criaturas, na sua feição de processo libertador de consciências, conduzindo a visão do homem a horizontes mais altos da vida.
Havendo essa disposição, o médium buscará, inicialmente, o conhecimento dos princípios básicos ou fundamentais da Doutrina que lhe darão uma exata visão do seu conjunto.“O Livro dos Espíritos”, estudado ordenadamente nos oferece esse conhecimento.
Paralelamente ao estudo da filosofia espírita e de seus princípios básicos, o médium estudará a mediunidade, propriamente dita, tomando conhecimento das Leis que regem o intercâmbio entre os Espíritos e os homens.Quanto mais conhecimento o médium possuir da questão mediúnica, melhor possibilidade terá de atender, equilibradamente, a sua tarefa de medianeiro entre os dois planos da vida.
2 - ROTEIRO EVANGÉLICO
Não basta ao médium apenas se inteirar acerca da Doutrina Espírita e das questões mediúnicas.A fim de atender bem ao mandato que lhe foi confiado pela Espiritualidade, é necessário entregar-se à prática evangélica para que o seu trabalho produza benefícios para si e para a humanidade.
“Com o evangelho no coração e a Doutrina Espírita no entendimento, podemos, sem dúvida, promover o bem-estar físico e psíquico, de quantos realmente interessados na própria renovação, se tornarem objeto de nossas criações mentais.
E o que será não menos importante e fundamental:Consolidaremos o próprio equilíbrio interior, correspondendo, assim, à confiança daqueles que, na Espiritualidade mais Alta, aguarda a migalha da nossa boa vontade”.
3 - EXERCÍCIOS PSÍQUICOS
Atendida a etapa anterior, o medianeiro buscará uma reunião de “educação mediúnica”, cujos trabalhos se desenvolvem em duas partes:Estudos concernentes à mediunidade e, exercícios psíquicos, quando os médiuns presentes, por alguns minutos, entregam-se à concentração, durante a qual irão exercitando as suas faculdades mediúnicas e buscando o aprimoramento da sensibilidade psíquica.A condução destes exercícios estará, naturalmente, a critério do dirigente da reunião que instruirá os médiuns durante os mesmos.
4 - REFERÊNCIAS
1 - Armond, Edgard - “Mediunidade” - 9ª Ed. LAKE - SP.
2 - Peralva, José Martins - “Estudando a Mediunidade” - 4ª Ed. - FEB - GB
Curso Básico Sobre Mediunidade - Da Influência do Meio

Da Influência do Meio
- Todos os Espíritos que cercam o médium o auxiliam, para o bem ou para o mal.”
1 - COMUNICAÇÕES ESPELHANDO AS IDÉIAS PRESENTES:
“Os Espíritos superiores procuram encaminhar para uma corrente de idéias sérias as reuniões fúteis ?”.
- Os Espíritos superiores não vão às reuniões onde sabem que a presença deles é inútil.Nos meios pouco instruídos, mas onde há sinceridade, de boa mente vamos, ainda mesmo que aí só encontremos instrumentos medíocres.Não vamos, porém, aos meios instruídos onde domina a ironia.Em tais meios , é necessário se fale aos ouvidos e aos olhos:Esse o papel dos Espíritos batedores e zombeteiros.Convém que aqueles que se orgulham da sua ciência sejam humilhados pelos Espíritos menos instruídos e menos adiantados.
“Aos Espíritos inferiores é interditado o acesso às reuniões sérias ?
- Não, algumas vezes lhes é permitido assistir a elas, a fim de aproveitarem os ensinos que vos são dados”.
“Partindo desse princípio, suponhamos uma reunião de homens levianos, inconseqüentes, ocupados com seus prazeres; quais serão os Espíritos que preferencialmente os cercarão ?”
- Não serão, de certo, os Espíritos superiores, do mesmo modo que não seriam os nossos sábios e filósofos os que iriam passar o seu tempo em semelhante lugar.Assim, onde quer que haja uma reunião de homens, há igualmente em torno deles uma assembléia oculta, que simpatiza com suas qualidades e seus defeitos, feita abstração completa de toda a idéia de evocação.Admitamos agora que tais homens tenham a possibilidade de se comunicarem com seres do mundo invisível, por meio de um intérprete, isto é, por meio de um médium; quais serão os que lhes responderão o chamado ?Evidentemente, os que os estão rodeando de muito perto, à espreita de uma ocasião de se comunicarem.Se numa assembléia fútil, chamarem um Espírito superior, este poderá vir e até proferir algumas palavras poderosas, como um bom [pastor que acode ao chamamento de suas ovelhas desgarradas.Porém, desde que não se veja compreendido nem ouvido, retire-se, como em seu lugar o faria qualquer de nós, ficando os outros com o campo livre.”
“Quando as comunicações concordam com a opinião dos assistentes, não é que essa opinião se reflita no Espírito do médium como num espelho; é que com os assistentes estão Espíritos que lhes são simpáticos, para o bem, tanto para o mal, e que abundam nos seus modos de ver.Prova-o o fato de que, se tiverdes a força de atrair outros Espíritos, que não os vos cercam, o mesmo médium usará linguagem absolutamente diversa e dirá coisas muito distanciadas das vossas idéias e das vossas convicções.
Em resumo: As condições dos meios serão tanto melhores quanto mais homogeneidade houver para o bem, mais sentimento puros e elevados, mais desejo sincero de instrução, sem idéias preconcebidas”.
“É preciso, portanto, que (os médiuns) somente freqüentem sessões onde encontrem ambientes verdadeiramente espiritualizados, onde imperem as forças boas e onde as más, quando se apresentarem, possam ser dominadas.
E sessões desta natureza só podem existir onde haja, da parte de seus dirigentes, um objetivo elevado a atingir, fora do personalismo e da influência de interesses materiais, onde os dirigentes estejam integrados na realização de um programa elaborado e executado em conjunto com entidades espirituais de hierarquia elevada.”
Sem espiritualidade não se consegue isso; sem evangelho não se consegue espiritualidade e sem propósito firme e perseverante de reforma moral não se realiza o evangelho. (Ref. 2, Pág. 84)
2 - SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS NATURAIS:
“Precisa, por outro lado (o médium), criar um ambiente doméstico favorável, pacífico, fugindo às discussões estéreis e desentendimentos, e sofrer as contrariedades inevitáveis com paciência e tolerância evangélicas.
Como pai, como irmão ou como filho, mas, sobretudo, como esposo, deve viver em seu lar como um exemplo vivo de pacificação, de acomodação, de conselho e de boa vontade.Não esqueça que, em sua qualidade de médium de prova, ainda não desenvolvido, ou melhor educado, representa sempre uma porta aberta a influências perniciosas de caráter inferior que, por seu intermédio, comumente atingem os indivíduos com quem convive.
E, quanto à sua vida social, deve exercer seus deveres com rigor e honestidade, guardando-se, porém, de se deixar contaminar pelas influências malévolas naturais dos meios em que se põem em contato indivíduos de toda espécie, sem homogeneidade de pensamentos, crenças, educação e sentimentos”.
“Na série de obstáculos que, em muitas ocasiões, parecem inteligentemente determinados a lhe entravarem o passo, repontam os mais imprevistos contratempos à frente do servidor da desobsessão.
Uma criança cai, explodindo em choro...
Desaparece a chave de uma porta...
Um recado chega, de imprevisto, suscitando preocupações...
Alguém chama para solicitar um favor...
Certo familiar se queixa de dores súbitas...
Colapso do sistema de condução...
Dificuldades de trânsito...
O colaborador do serviço de socorro aos desencarnados sofredores não pode hesitar.Providencie, de imediato, as soluções razoáveis para esses pequeninos problemas e siga ao encontro das obrigações espirituais que o aguardam, lembrando-se de que mesmo as festas de natureza familiar, quais sejam as comemorações de aniversário ou os júbilos por determinados eventos domésticos, não devem ser categorizados à conta de obstrução”.
3 - HOMOGENEIDADE DE PENSAMENTOS:
“O capítulo “mandato mediúnico” dá-nos margem para verificarmos a extensão do auxílio dispensado ao médium investido de tal encargo.Mesmo nos ambientes heterogêneos, onde os pensamentos inadequados poderiam influenciá-lo levando-o a equívocos, a proteção se faz de modo eficiente e sumamente confortador.
Além do seu próprio equilíbrio, autodefesa decorrente das virtudes que exornam a sua pessoa, tais como as referidas anteriormente e consideradas essenciais ao mandato mediúnico, trabalha o médium dentro de uma faixa magnética que o liga ao responsável pela obra de que está incumbido, segundo verificamos nas palavras a seguir transcritas:Entre Dona Ambrosina e Gabriel destacava-se agora extensa faixa elástica de luz azulínea, e amigos espirituais, prestos na solidariedade, nela entravam e, um a um, tomavam o braço da medianeira, depois de lhe influenciarem os centros corticais, atendendo, tanto quanto possível. Aos problemas ali expostos”.
Essa faixa de luz - partindo do irmão Gabriel e envolvendo inteiramente a médium - tem a finalidade de defendê-la contra a avalanche de formas-pensamentos dos encarnados e dos desencarnados menos esclarecidos, os quais, em sua generalidade, carreiam aflitivos problemas e dolorosas inquietudes.
Nenhuma interferência ao receituário, graças a essa barreira magnética que a sua condição de médium no exercício do mandato e a magnitude da tarefa justificam plenamente.
“Ao que tem, mais lhe será dado” - afirmou o Mestre Divino.
Os pensamentos de má vontade, de vingança e revolta, bem assim os de curiosidade, não conseguem perturbar a tarefa do médium que, no espírito de sacrifício e no devotamento do bem, se edificou em definitivo.
Bondade, discrição, discernimento, perseverança e sacrifício somam, na contabilidade do Céu, proteção e ajuda”. (Ref. 4, Cap. XXV)
“Não podemos entender serviço mediúnico sem noção de responsabilidade individual”.
É inconcebível se promova o intercâmbio com a Espiritualidade sem que haja, da parte de cada um e de todos, em conjunto, aquela nota de respeito e veneração que nos faz servir, “espiritualmente ajoelhados”, às tarefas mediúnicas.
Os amigos Espirituais consagram tanto respeito ao setor mediúnico que o assistente Áulus, ao se dirigir para sala de reuniões, teve as seguintes palavras que, de maneira expressiva, e singular, traduzem a maneira como encaram o serviço:
“Vemos aqui o salão consagrado aos ensinamentos públicos.Todavia, o núcleo que buscamos (sala de sessões mediúnicas), jaz em reduto íntimo, assim o coração dentro do corpo”.
E, referindo-se à preparação dos encarnados, antes do início dos trabalhos, reporta-se a:
“Quinze minutos de prece, quando não sejam de palestra ou leitura com elevadas bases morais”.
Não se justifica, realmente, que antes das reuniões, demorem-se os encarnados em conversações inteiramente estranhas às suas finalidades.Não se justificam a conversação inadequada e o ambiente impregnado de fumo, numa ostensiva desatenção a respeitáveis entidades e num desapreço aos irmãos sofredores trazidos aos centros afins de que, em ambiente purificado, sejam superiormente atendidos.
Há grupos em que os encarnados se comprazem, inclusive, em palestras desaconselháveis que estimulam paixões, tais como, política, negócios e alusões a companheiros ausentes, numa prova indiscutível de que não colaboram para que os recintos reservados às tarefas espirituais adquiram a feição de templos iluminativos.
Salientando o sentimento de responsabilidade dos dez companheiros do grupo visitado, Áulus esclarece:
“Sabem que não devem abordar o mundo espiritual sem a atitude nobre e digna que lhes outorgará a possibilidade de atrair companhias edificantes, e, por este motivo, não comparecem aqui sem trazer ao campo que lhes é invisível as sementes do melhor que possuem”.
Tendo Jesus Cristo afirmado que estaria sempre, “onde duas ou três pessoas se reunissem em seu nome”, estamos convictos de que, onde o trabalho se realizar sob a inspiração de seu amor, num palacete ou num casebre, a Sua Presença se fará por meio de iluminados mensageiros.”
4 - REFERÊNCIAS:
1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. -FEB - GB
2 - Armond, Edgard - “Mediunidade”- 9ª Ed. LAXE - SP.
3 - Luiz, André - “Desobsessão”- 1ª Ed. - FEB - GB
4 - Martins Peralva, José - “Estudando a Mediunidade” - 4ª Ed. - FEB - GB
Curso Básico Sobre Mediunidade - Influência Moral dos Médiuns

Influência Moral do Médium
- Não; a faculdade propriamente dita se radica no organismo; independe do moral.O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidade do médium”.
1 - AFINIDADE:
Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral.Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta influência não se pode verificar, se não havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é, lícito dizer-se, afinidade.A alma exerce sobre o espírito livre uma espécie de atração, ou repulsão, conforme o grau de semelhança existente entre eles.Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam.Se o médium é vicioso, em torno dele se vem grupar espíritos inferiores, sempre prontos a tomar lugar dos bons Espíritos evocados.As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: A bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais.Os defeitos que os afastam são: O orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.
Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos.A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma.O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora esta imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções.
A par disso, ponhamos em evidência o quadro do médium verdadeiramente bom, daquele em quem se pode confiar.Supor-lhe-emos, antes de tudo, uma grandíssima facilidade de execução, que permita se comuniquem livremente os Espíritos, sem encontrarem qualquer obstáculo material.Isto posto, o que mais importa considerar é de que natureza são os Espíritos que habitualmente o assistem, para o que não nos devemos ater aos nomes, porém à linguagem.Jamais deverá ele perder de vista que a simpatia, que lhe dispensam os bons Espíritos, estará na razão direta de seus esforços por afastar os maus.Persuadido de que a sua faculdade é um dom que só lhe foi outorgado para o bem, de nenhum modo procura prevalecer-se dela, nem apresentá-la como demonstração de mérito seu.Aceita as boas comunicações, que lhe são transmitidas, como uma graça, de que lhe cumpre tornar-se cada vez mais digno, pela sua bondade, pela sua benevolência e pela sua modéstia.O primeiro se orgulha de suas relações com os Espíritos superiores; este outro se humilha, por se considerar sempre abaixo desse favor.
2 - MÉDIUM PERFEITO:
“Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor.Por que, então, não constitui privilégio dos homens de bem e porque se vêem pessoas indignas que a possuem no mais alto grau e que dela usam mal ?”.
Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois que homens hão privados delas.Podereis igualmente perguntar porque concede Deus vista magnífica a malfeitores, destreza a gatunos, eloqüência aos que dela se servem para dizer coisas nocivas.O mesmo se dá com a mediunidade.Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem”.
“Os médiuns, que fazem mau uso das suas faculdades, que não se servem delas para o bem, ou que não as aproveitam para se instruírem, sofrerão as conseqüências dessa falta ?
- Se delas fizerem mau uso, serão punidos duplamente, porque têm um meio de mais se esclarecerem e o não aproveitam. Aquele que vê claro e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso.”
“Há médiuns aos quais, espontaneamente e quase constantemente, são dadas comunicações sobre o mesmo assunto, sobre certas questões morais, por exemplo, sobre determinados defeitos.Terá isso algum fim ?”.
- Tem, e esse fim é esclarecê-los de certos defeitos.Por isso é que uns falarão continuamente do orgulho, a outros, da caridade.É que só a saciedade lhes poderá abrir, afinal, os olhos.Não há médium que faça mau uso da sua faculdade, por ambição ou interesse, que a comprometa por causa de um defeito capital, como o orgulho, o egoísmo, a leviandade, etc.E que, de tempos a tempos, não receba admoestações dos Espíritos.O pior é que as mais das vezes, eles não as tomam como dirigidas a si próprias”.
“Será absolutamente impossível as obtenham boas comunicações por um médium imperfeito ?”.
- Um médium imperfeito pode algumas vezes obter boas coisas, porque, se dispões de uma bela faculdade, não é raro que os bons Espíritos se sirvam dele, à falta de outro, em circunstâncias especiais; porém, isso só acontece momentaneamente, porquanto, desde que os Espíritos encontrem um que mais lhe convenha, dão preferência a este”.
“Qual o médium que se poderia qualificar de perfeito ?”.
- Perfeito, ah! Bem sabes que a perfeição não existe na Terra, sem o que não estaríeis nela.Dize, portanto, bom médium, e já é muito, por isso que eles são raros.Médium perfeito seria aquele contra o qual os maus Espíritos jamais ousariam uma tentativa de enganá-lo.O melhor é aquele que, simpatizando somente com bons Espíritos, tem sido o menos enganado”.
“Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado ?”.
Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso.Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco.Isso lhe deve servir de lição.As falsas comunicações, que de tempos em tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça”.
“Quais as condições necessárias para que a palavra dos Espíritos superiores nos chegue isenta de qualquer alteração?”.
- Querer o bem; repulsar o egoísmo e o orgulho.Ambas essas coisas são necessárias”.
3 - REPELIR DEZ VERDADES A ACEITAR UMA FALSIDADE:
Desde que uma opinião nova venha a ser expedida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem.É melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.Efetivamente, sobre essa teoria podereis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre a areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas claras e logicamente, mais tarde um fato brutal ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.”
4 - REFERÊNCIAS:
1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB.
Curso Básico Sobre Mediunidade - A Casa Mental

A Casa Mental
1 - AS TRÊS PARTES DA MENTE:
Precisamos avaliar corretamente a natureza dos nossos instintos e apetites básicos, a fim de que, melhor equipados, possamos controlá-los.
O mundo, neste particular, está em débito para Com Sigmund Freud, o descobridor da Psicanálise, em virtude de ter sido ele o primeiro homem a passar a mente humana pelos raios X com êxito, descrevendo seus complicados trabalhos.
De acordo com sua teoria, a mente está dividida em três partes:
O inconsciente;
O consciente;
A consciência.
Freud deu a estas três partes da mente nomes técnicos específicos, chamando: O inconsciente de ID; o consciente de EGO e a consciência de superego.
2 - A CASA CONSTRUÍDA POR FREUD
Se fizermos uma idéia de que a mente é uma pequena casa, poderíamos chamar o inconsciente de porão - andar subterrâneo; o consciente de andar principal, parte da casa onde realmente vivemos e nos entretemos, e a consciência - censor moral, a polícia, seria o sótão.
É lógico presumirmos que o porão não é tão limpo ou não está tão em ordem como a parte de cima.Na maioria das casas o porão torna-se um lugar para despejo, onde se armazena quantidade de velharias e, ao mesmo tempo, onde se localiza o sistema de abastecimento de toda a casa.
3 - O SISTEMA NERVOSO É A CASA DE FREUD
No sistema nervoso, temos o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; figuremo-lo como sendo o porão de sua individualidade, onde arquivamos todas as experiências e registramos os menores fatos da vida.Na região do córtex motor, zona intermediária entre os lobos frontais e os nervos, temos o cérebro desenvolvido, consubstanciando as energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestações imprescindíveis no atual momento evolutivo do nosso modo de ser.
Nos planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no esforço de ascensão, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino em evolução.
Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente.Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas.Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares; no primeiro situamos a “residência de nossos impulsos automáticos”, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o “domicílio das conquistas atuais”, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos “a casa das noções superiores”, indicando as eminências que nos cumpre atingir.
4 - REFERÊNCIAS
1 - “No Mundo Maior”- Cap.. III - André Luiz - FEB - GB - 1962.
2 - “Ajuda-te pela Psiquiatria” - Frank S. Caprio - IBRASA - São Paulo - 1959.















