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25/11/2013

Os Mecanismos da Reencarnação



Quais são os fatores determinantes no processo reencarnatório? 
Dr. Cícero Marcos Teixeira

Histórica e culturalmente, a gestação ou gravidez é considerada função da mulher. Isso é verdadeiro do ponto de vista biológico. Entretanto, na visão espírita, não se circunscreve apenas à mulher propriamente dita.
A gravidez é também um estado psicofísico, emocional, que envolve o homem, juntamente com a mulher, no desempenho da função procriadora de um novo corpo físico, com a participação direta, consciente ou inconsciente, do espírito reencarnante.
Portanto, no mínimo três individualidades estão diretamente envolvidas na dinâmica da gestação de um novo corpo físico.
O homem, em particular, precisa se educar e se auto-educar, no sentido de assumir e desempenhar a função da paternidade em toda a sua abrangência e plenitude conscientemente, não transferindo à mulher toda a responsabilidade na ação co-criadora da gestação de um corpo físico de um filho ou uma filha.
Preliminarmente, destaca-se a interação bioenergética anímico-mediúnica das partes interessadas na ação co-criadora da paternidade-maternidade, na dinâmica da gestação. Tal intervenção se faz consciente ou inconscientemente, além daquela psicofísica, em nível biológico propriamente dito.
Por que interação anímico-mediúnica consciencial? É de conhecimento geral que as dimensões biológicas, psicológicas, emocionais e sentimentais são componentes dinâmicos da gestação de um corpo físico para ser veículo da consciência individual reencarnante, na condição de filho ou filha. Com a interação anímico-mediúnica não há o mesmo reconhecimento. Entretanto, efetua-se nas diferentes fases da gravidez, desde a etapa que precede o grande momento da fecundação biológica, prossegue ao longo de todo o período gestacional e culmina com a fase do parto propriamente dito, ocorrendo com maior ou menor freqüência ao longo da vida de relação da vida familiar entre pais, filhos e irmãos nas mais variadas circunstâncias.

Interação mente-matéria

Tal interação se processa através das funções Psi, inerentes ao psiquismo dos pais gestantes e filho ou filha reencarnantes durante a gestação propriamente dita, através de percepções extrasensoriais.
Não se conhece ainda, em detalhes mais profundos, o dinamismo psicofísico, sensorial e extrasensorial de tal processo mento-afetivo, que não se circunscreve apenas à dimensão biológica, mas inclui também a psicológica – a emoção, o sentimento e a maior ou menor lucidez cognitiva consciencial.
Mas o que se pode afirmar, a partir do conhecimento parapsicológico das funções Psi (divididas em Psi-gamma – telepatia, clarividência e clariaudiência – e Psi-Kappa – ação da mente diretamente sobre a matéria) e dos informes dos espíritos, é que a mente reencarnante exerce sua ação teledinâmica através de campos bioenergéticos modeladores e organizadores do perispírito, interferindo na organogênese do corpo físico, com a correspondente participação dos pais gestantes. A análise de fatores intervenientes nesse processo de interação dinâmica pressupõe a constituição fisiopsicossomática do homem, cuja anatomia fisiológica é composta de outros corpos energéticos mais sutis, que servem de substrato para a composição do sistema ternário humano (corpo, espírito e perispírito) quando encarnado do ponto de vista espírita, especificamente, ou do sistema septenário, na visão de escolas espirituais orientais, sem nenhum antagonismo excludente, mas implícita e explicitamente complementares. Nesta oportunidade, não se pretende aprofundar na complexidade bioenergética da individualidade em sua dimensão extrafísica.
Entretanto, é necessário que se esclareça que, além do complexo desse sistema de interação bioenergética, o homem e a mulher que se propõem a assumir a responsabilidade da paternidade e da maternidade estabelecem um campo bioenergético extrafísico, psicodinâmico, ideoplástico, anímico e mediúnico, que pode favorecer a atração do espírito ou consciência preexistente que vive no mundo espiritual como desencarnado; no respectivo plano consciencial, compatível com o grau de evolução moral alcançado.

Princípios Fundamentais

Propomos os seguintes princípios fundamentais do processo de gestação à luz do Espiritismo:
O ser humano é um espírito ou consciência individualizada, dotada de razão, instrumentalizada pela linguagem, livre-arbítrio, instinto, memória, emoção e sentimento;
O espírito ou o eu-consciência é arquiteto de seu próprio destino, em obediência às leis da vida: evolução, reencarnação, ação e reação ou lei do carma e lei do progresso, através da qual expande a consciência rumo à plenitude do ser;
O espírito desencarnado preexiste à formação do seu corpo físico, pensa, sente e age de acordo com o seu estágio de evolução cognitiva, sentimento e moralidade, no respectivo plano consciencial e extrafísico;
Em obediência ao principio universal de afinidade, sintonia e ressonância, quando oportuno ou necessário, o espírito, em função de sua necessidade de realização e auto-realização, vê-se na contingência de "um novo renascer" no plano físico para prosseguir sua evolução planetária;
Nessa fase de sua evolução, de acordo com sua maior ou menor autonomia volitiva, necessidade e merecimento, se propõe e/ou se dispõe a participar do planejamento de sua nova e futura reencarnação;
O planejamento reencarnatório envolve complexas medidas dinâmicas e teledinâmicas de natureza bioenergética no plano extrafísico, de acordo com a "Genética Espiritual" e lei de ação e reação que estabelecem as condições orientadoras na execução do plano reencarnatório individual, de modo a permitir que cada espírito herde de si mesmo, com a contribuição de seus pais no plano físico;
Tal planejamento é orientado e administrado nos planos extrafísicos por entidades de elevada sabedoria e hierarquia espiritual.
A maior parte da humanidade terrestre, encarnada e desencarnada, ainda se encontra nos primeiros estágios de evolução. Goza de autonomia muito restrita e não tem condições de usar o livre-arbítrio com discernimento;
Quanto maior for o grau de evolução consciencial ao longo de seu continuum histórico palingenésico maior será a participação direta do espírito reencarnante em todas as fases do planejamento e execução de sua própria reencarnação, sob a assistência técnica dos "geneticistas" e "embriologistas", podendo participar da modelagem do futuro corpo físico, em obediência às leis da "herança espiritual" condicionantes da herança psicofísica biológica.
O espírito encarnado ou desencarnado é assistido nas suas necessidades de auto-realização e progresso de acordo com a lei de merecimento;
O espírito candidato à nova experiência reencarnatória no plano físico passa por uma fase preparatória de análise e auto-análise através de um processo de profunda introspecção, mediante urna visão retrospectiva de sua história pessoal, valendo-se dos registros de sua memória absoluta, vê com clareza e em detalhes esclarecedores as ações pretéritas, podendo ser assessorado pelos mentores no planejamento de um novo projeto reencarnatório. Após esse exame analítico consciencial, cada espírito entra em uma nova etapa de programação da futura existência, em função de sua herança espiritual;
Providências gerais e específicas são tomadas no sentido de conjugar harmonicamente o livre-arbítrio e o determinismo da lei de causa e efeito, objetivando sempre o progresso e o aperfeiçoamento individual e coletivo;
Em obediência à lei de sintonia, afinidade e ressonância, cada espírito encontra-se ligado ao respectivo grupo familiar e racial, ao seu povo ou nação, ao longo do continuum histórico palingenésico;
Desse modo, a escolha do grupo familiar e dos futuros pais obedece aos princípios gerais das leis citadas, em consonância com a respectiva herança consciencial, psicológica e espiritual. Essa herança fica registrada na memória genética perispirítica através das matrizes Psi dos respectivos genes. Estes irão se expressar por meio do genótipo ou fenótipo no plano biológico, através da organogênese do futuro corpo físico, com a contribuição biogenética dos respectivos pais.

Processo Reencarnatório

Estabelecidas as diretrizes gerais e específicas para a viabilidade do planejamento reencarnatório, o espírito reencarnante entra na fase préreencarnatória, cujo tempo de execução varia de acordo com as características e necessidades específicas de cada individualidade, levando em conta todos aqueles princípios já explanados.

Fase Preparativa

Ocorre, nesta fase, na dimensão extrafísica:
Escolha dos futuros familiares e pais biológicos, em função de compromissos, comprometimentos e vinculações cármicas:
Estabelecimento do programa geral de futuras realizações e auto-realizações no plano físico, tendo em vista os objetivos educativos a serem atendidos;
Prévia escolha ou determinação de sexo genético, que se verifica de acordo com a respectiva sexualidade e características genético-espirituais do reencarnante e segundo determinantes cármicos conscienciais preexistentes, tendo em vista futuras realizações;
Definição do tipo de reencarnação: compulsório ou de livre escolha; provacional; expiatória; sacrificial ou missionária;
Execução do plano de associação e vinculação psicodinâmica, bioenergética, mental e afetiva - essa fase inclui os futuros pais gestantes e demais familiares, segundo as necessidades de harmonização, entendimento, apoio mútuo, afinidade, sintonia e ressonância.
Em conseqüência das necessidades e exigências específicas de bem cumprir os imperativos naturais das leis da vida, já citadas, nessa etapa da fase preparatória, o espírito candidato à nova reencarnação passa a conviver no clima psicofísico e emocional dos futuros pais em especial, interagindo dinamicamente com os mesmos, procurando estabelecer as melhores relações de sintonia, afinidade e ressonância indispensáveis ao êxito da concretização do complexo e laborioso planejamento reencarnatório. Múltiplas operações bioenergéticas e magnético-espirituais podem ser realizadas pelos espíritos construtores nas intervenções que se fizerem necessárias na organização perispirítica do reencarnante. Para poder efetivar a ligação com a célula-ovo no zigoto, a partir da fecundação propriamente dita, ocorre previamente no plano extrafísico, a miniaturização, que se caracteriza pela redução da forma perispirítica.
Com base na análise dos mapas cromossômicos e organogênicos, tais intervenções se fazem no sentido de orientar a modelagem bioenergética e genético-estrutural referente à embriogênese e morfogênese do futuro corpo físico, em consonância com a herança cármica e o programa de realização na nova experiência reencarnatória.
Efetuadas as operações de imantação e ligação do perispírito da consciência do reencarnante à célula-ovo, no terço médio da trompa de Falópio, segue-se a nidação no útero materno, com a participação mento-afetiva dos pais gestantes e do filho ou filhos reencarnantes.

Fase Organogênica

Após a fecundação propriamente dita, inicia-se a fase organogênica, envolvendo embriogênese, histogênese e morfogênese, em obediência às leis biogenéticas, culminando no crescimento e desenvolvimento do corpo físico que virá a nascer posteriormente.
Na realidade, para o novo corpo físico é nascimento, mas para o espírito reencarnante é um novo renascimento. À medida que se processam as fases embriológicas e organogênicas, culminando no crescimento e desenvolvimento do feto, o reencarnante vai adensando o seu perispírito miniaturizado e, conseqüentemente, vai entrando num estado de bloqueio de memória, com o esquecimento total ou parcial de suas vivências reencarnatórias anteriores.
Essa é uma das causas do esquecimento, que constitui um mecanismo de defesa e autopreservação de natureza neurofisiológica, psicológica, consciencial e, sobretudo, de ordem ética.
As idéias deste artigo são resultado de um esforço de teorização sobre uma experiência que está em pleno desenvolvimento. Por isso, o que aqui registramos poderá ser aprofundado ao longo do tempo. Novos conceitos poderão ser propostos. A educação de pais gestantes à luz do Espiritismo é uma necessidade urgente que se situa no âmbito das finalidades educacionais e terapêuticas da casa espírita, numa perspectiva mais ampla que relaciona o Espiritismo com as áreas da educação, higiene e saúde.
 
Fonte: Revista Cristã de Espiritismo - ed.07

Estamos reencarnados...




O espiritualismo e outras religiões antigas trataram da reencarnação como uma verdade. Nos silêncios dos mosteiros, em paredes fechadas das doutrinas secretas ou em subsolos diversos onde os estudos transcendentais eram levados a efeito, a reencarnação foi sempre o ponto de referência para entendimento das diversas leis naturais, dentre elas a lei de causa e efeito. Certamente nossos antepassados tiveram razões de sobra para velar tal conhecimento de mentes ainda infantis para assunto tão complexo. No evangelho de Jesus o assunto é tratado diversas vezes, sendo o mais notável o diálogo de Jesus e Nicodemos inscrito no Cap. 3 v. 1 a 12 do evangelho de João. O Espiritismo teve a tarefa de levantar o véu do assunto e expô-lo de forma clara para que todos pudessem entender e se transformar tendo em vista os processos da evolução contínua. Atualmente a ciência vem tratando do assunto, o que tem levado a mídia incorporar em seus noticiários, entrevistas ou seriados e novelas televisivas a reencarnação
Realmente há vidas anteriores e vidas sucessivas.
Já dizia Platão que: “conhecer é recordar a verdade que já trazemos em nós, inerente ao aparato racional e intuitivo de que somos desde o nascimento dotados. Nesse sentido, aprender é mesmo descobrir o que já sabemos”
Numa só existência é impossível conhecer tudo e livrar-nos de tantos erro. 
Sabemos que as leis naturais são a expressão da verdade instituída por Deus.  
Muitos me questionam sobre o esquecimento temporário das vidas passadas. 
Basta pensar: E se soubéssemos o que fomos anteriormente, será que ajudaria no processo presente?
Cabe ai uma boa reflexão, pois o importante é o que fazemos na nossa vida hoje, o passado está no esquecimento graças a Misericórdia de Deus, que nos dá esse esquecimento justamente para aliviar nosso sofrimento, e a vida presente como todas as vida é um presente de Deus para nós, só temos a agradecer...




06/03/2011

História de um Espírito - Divaldo Pereira Franco


                                                                                         

Há muitos anos, um Espírito apareceu a Divaldo (médium espírita, dirigente da instituição Mansão do Caminho da Bahia), e contou-lhe sua triste história:


“Eu era uma mulher bela, casada, também, com um homem muito atraente. Éramos felizes . . . até que um dia a beleza física dele nos desgraçou. Simpático, jovial e atraente, arranjou outra mulher mais bela e mais jovem do que eu. Uniu-se a ela, e disse-me:

- A partir de hoje irei transferir-me de casa. Por você estar velha e desgastada, procurei outra mulher mais jovem para me estimular e dar colorido à minha vida.

Dizendo isso, arrumou suas malas e saiu. Enquanto ele saía, dei um tiro em minha cabeça, para que ele ouvisse e tivesse remorso para o resto da vida. Suicidei-me . . . Não posso lhe dizer quanto tempo se passou . . . Senti o tormento que me veio depois do suicídio, a crueldade do ato impensado, o desespero que me proporcionou. Tudo quanto posso lhe dizer é que agora eu me libertei, momentaneamente do tiro, da bala que partira minha cabeça. E meu primeiro pensamento foi ver o homem por quem eu destruí minha vida. Quis visitá-lo, e uma força estranha como um magneto atraiu-me à uma casa majestosa, a uma mulher de meia idade e a um homem que estava atormentado e deitado em uma cama especial. Era meu antigo marido, portador agora de uma doença degenerativa. Estava desmemoriado, deformado, hebetado, teve também, derrame cerebral, estava sem cabelos, sem dentes, trêmulo sobre a cama . . . Uma verdadeira pasta de carne! Então eu olhei, e pensei: - Meu Deus! Foi por isso que eu me matei!? Como fui tão apegada à matéria, que murcha e se decompõe mesmo em vida. Hoje estou sofrendo moralmente! Como pude dar tanto valor à matéria! . . . Não confiei em Deus, e cheguei ao extremo de tirar minha vida por um homem que não a merecia, enceguecida por sua beleza física. Apeguei-me muito, a ponto de anular minha personalidade. Não podia viver sem ele. Tem piedade de mim e de todos aqueles que estão presos às pastas de carnes que irão se decompor e morrer em breve tempo, mais breve do que esperamos.”

E o Espírito, saiu depressa, sem dar tempo de Divaldo falar com ela.

Dessa história, podemos tirar 3 lições:

1ª - Sobre o suicídio. A recomendação Espírita é: “Não se mate você não morre.”

2ª - Procurar parceiros (as) visando beleza física e não espiritual, é outro engano. O amor verdadeiro não é cego, mas a paixão sim. Na questão 969, os Espíritos disseram para Allan Kardec que: “Muitos são os que acreditam amar perdidamente, porque apenas julgam pelas aparências, e que, obrigados a viver em comum, não tardam a reconhecer que só experimentaram um encantamento material! Não basta uma pessoa estar enamorada de outra que lhe agrada e em quem supõe belas qualidades. Vivendo realmente com ela é que poderá apreciá-la. Cumpre não se esqueça de que é o espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o espírito vê a qualidade.”

3ª - Ninguém é de ninguém. Ninguém é posse de ninguém. Quando amamos verdadeiramente a outra pessoa, nós queremos vê-la bem, feliz, seja lá com quem for. Divaldo com muita propriedade nos exorta:

- É necessário libertar-nos dos apegos, das coisas escravocratas e seguirmos a direção do alvo, porque somos a flecha que o grande Arqueiro disparou.
Aprende pois a olhar, não com nossos olhos ,mas sim com o coração, amar verdadeiramente a alma e não o corpo, pois o corpo acaba e a alma se eterniza o Espírito é realmente a verdadeira luz , e nós como seres humanos deveríamos ver ,não com os olhos mas com o coração,pois este, nunca nos engana!!!!
"Você não tem o direito de passar por uma pessoa sem deixá-la melhor e mais feliz".  (Madre Tereza de Calcutá)
"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."

28/07/2009

CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO - Da Pluralidade das Existências


DA PLURALIDADE

DAS EXISTÊNCIAS

Os espíritos que seguem o caminho do bem nem por isso são espíritos perfeitos... precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis...


1. OBJETIVOS DA ENCARNAÇÃO


Deus impõe aos espíritos a encarnação, com o objetivo de os fazer chegar à perfeição e colaborar, na parte que lhes toca, na obra da criação. Todos os espíritos são criados simples e ignorantes e instruem-se nas lutas e tribulações da vida corporal. Os anjos, arcanjos, querubins, serafins são a representação, para os homens, daquelas almas que, pelo seu esforço, já atingiram a elevação espiritual. Os espíritos que seguem o caminho do bem nem por isso são espíritos perfeitos... precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis para alcançar a perfeição. Os espíritos não podem conservar-se eternamente nas ordens inferiores, embora dependendo deles o progredirem mais ou menos rapidamente em busca da perfeição. Podem permanecer estacionários durante algum tempo, porém não retrogradam. A encarnação é necessária para o duplo progresso - moral e intelectual - do espírito. Uma só existência corporal é insuficiente para o espírito adquirir todo o bem que lhe falta e eliminar o mal que lhe sobra. Deus concede ao espírito tantas encarnações quantas as necessárias para ele atingir a perfeição. Com a pluralidade das existências explica o homem todas as aparentes anomalias da vida humana; as diferenças sociais; as mortes permaturas; a desigualdade de aptidões intelectuais e morais. Desaparecem os preconceitos de raça e de casta, pois o mesmo espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. A reencarnação é um processo de aperfeiçoamento espiritual. Não há experiência reencarnatória sem motivo. O pensamento reencarnacionista está inscrito na oração: Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei. Os espíritos melhoram-se evitando o mal e praticando o bem.


2. REENCARNAÇÃO

2.1. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO


A reencarnação é a única forma racional por que se pode admitir a reparação das faltas cometidas e a evolução gradual dos seres. Todos os espíritos tendem para a perfeição, e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte, não seria uma única a balança em que Deus pesa as acções de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa. A doutrina da reencarnação é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois oferece-nos os meios de resgatarmos os nossos erros, por novas provações. A razão no-la indica e os espíritos a ensinam.

2.2. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO


A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o facto poderia dar-se. A ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível. A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corpórea, mas noutro corpo, especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo. A ressurreição podia ser aplicada a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas.

2.3. REENCARNAÇÃO E METEMPSICOSE


O espírito não pode encarnar num corpo de animal, como entende a doutrina da metempsicose, pois isso seria retrogradar, e o espírito não retrograda. É falsa a ideia da metempsicose no sentido da transmigração directa da alma do animal para o homem, e reciprocamente, o que implicaria a ideia de uma retrogradação. A reencarnação funda-se na marcha ascendente da natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie, o que em nada lhe diminui a dignidade. Emmanuel explica que a doutrina da metempsicose surgiu com os egípcios, como reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. Pitágoras foi o primeiro personagem que introduziu na Grécia a doutrina dos renascimentos da alma. Ele tinha duas doutrinas: a reservada aos iniciados, que frequentavam os mistérios, e outra destinada ao povo, que deu nascimento ao erro da metempsicose.

2.4. REVISÃO HISTÓRICA SOBRE A TEORIA DAS VIDAS SUCESSIVAS


A doutrina das vidas sucessivas, ou reencarnação, é também chamada palingenesia, de duas palavras gregas - palin, de novo, e genesis, nascimento. Foi formulada nos albores da civilização, na Índia. Os povos da Ásia e da Grécia acreditaram na imortalidade da alma e procuravam saber se fora criada no momento do nascimento ou se existia antes. Nos Vedas e no Bhagavad Gita encontram-se citações sobre a pluralidade das vidas. A religião da Pérsia, o mazdeísmo, apresentava uma concepção muito elevada, a da redenção final, após várias provas expiatórias. Platão apresenta, no Fedon, a teoria das vidas sucessivas, na afirmação "aprender é recordar". A escola neo-platónica de Alexandria, com Plotino, Porfírio e Jâmblico, ensinava a reencarnação. Os romanos, através de Virgílio e Ovídio, falam das vidas sucessivas. Os gauleses praticavam a religião dos druidas e acreditavam na unidade de Deus e nas vidas sucessivas. Descartes, Leibnitz e Kant tiveram certa intuição dessa doutrina. O bramanismo, o budismo, o druidismo, o islamismo baseiam-se na crença das vidas sucessivas. O cristianismo primitivo não abriu excepção à regra. Orígenes, Clemente de Alexandria e a maior parte dos cristãos dos primeiros séculos admitiam a doutrina da palingenesia.

2.5. A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA E NOS EVANGELHOS

A ideia das vidas anteriores era geralmente admitida entre os hebreus. A Bíblia e os Evangelhos apresentam inúmeras citações que indicam a doutrina das vidas sucessivas. Isaías, cap. XXVI, v.19: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão". Job, cap. XIV, v.10 a 14: "Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo". S. Mateus, cap. XVI, v.13 a 17 - S. Marcos, cap. VIII, v. 27 a 30: "... porque uns diziam que João Baptista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara...". S. Mateus, cap. XVII, v.10 a 13; S. Marcos, cap. IX, v.11 a 13: "... É verdade que Elias há-de vir e restabelecer todas as coisas, mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve... Então seus discípulos compreenderam que fora de João Baptista que ele falara". S. João, cap. III, v.1 a 12: "... Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te, ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo". Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?". Retorquiu-lhe Jesus: ... "Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo"... Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?". Jesus lhe observou: "Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas?"... Esta última observação de Jesus demonstra que a reencarnação era ensinada aos intelectuais da época. Existiam ensinos secretos, reservados aos iniciados, que foram compilados nas diferentes obras dos hebreus e que constituem a Cabala. Sob o nome de ressurreição, era a reencarnação ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus. Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências são ininteligíveis, na sua maioria, as máximas do Evangelho. Somente o princípio da reencarnação dará a essas máximas o sentido verdadeiro.

2.6. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO ANÍMICA

O princípio inteligente, distinto do princípio material, individualiza-se e elabora-se, passando pelos diversos graus da animalidade. É aí que a alma ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, as suas primeiras faculdades. Chegada ao grau de desenvolvimento que esse estado comporta, ela recebe as faculdades especiais que constituem a alma humana. O que constitui o homem espiritual não é a sua origem são os atributos especiais de que ele se apresenta dotado ao entrar na humanidade. Por haver passado pela fieira da animalidade, o homem não deixaria de ser homem; já não seria animal, como o fruto não é a raiz, como o sábio não é o feto informe que o pôs no mundo. Uma cadeia ascendente e contínua liga todas as criações, o mineral ao vegetal, o vegetal ao animal, e este ao ente humano... A alma elabora-se no seio dos organismos rudimentares. No animal está apenas em estado embrionário; no homem adquire conhecimento e não mais pode retrogradar. A finalidade da alma é o desenvolvimento de todas as faculdades a ela inerentes. Para consegui-lo, ela é obrigada a encarnar grande número de vezes na Terra, a fim de acendrar as suas faculdades morais e intelectuais. É mediante uma evolução ininterrupta, a partir das formas de vida mais rudimentares, até à condição humana, que o princípio pensante conquista, lentamente, a sua individualidade. Chegado a esse estágio, cumpre-lhe fazer eclodir a sua espiritualidade, dominando os instintos remanescentes da sua passagem pelas formas inferiores, a fim de elevar-se, na série das transformações, para destinos sempre mais altos.

2.7. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DO HOMEM


À medida que o espírito se purifica, o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria... menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas. Da purificação do espírito decorre o aperfeiçoamento moral para os seres que eles constituem, quando encarnados. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o espírito, menos paixões a miná-lo.

3. DA VOLTA DO ESPÍRITO, EXTINTA A VIDA CORPORAL, À VIDA ESPIRITUAL

No intervalo das existências corporais o espírito torna a entrar no mundo espiritual. Aí é feliz ou desgraçado, conforme o bem ou o mal que fez. O estado corporal é transitório e passageiro. O estado espiritual é o estado definitivo do espírito. É neste estado, sobretudo, que o espírito colhe os frutos do progresso realizado pelo trabalho da encarnação. A situação da alma, depois da morte, é regida por uma lei de justiça infalível, segundo a qual os seres se encontram em condições de existência que são rigorosamente determinadas pelo seu grau evolutivo e pelos esforços que faz para melhorar. A morte do corpo físico é que determina a partida do espírito, não é a partida do espírito que causa a morte do corpo. Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efectuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa desde que esse princípio deixa de actuar, em consequência da desorganização do corpo. Essa separação pode ser rápida, fácil, suave e insensível ou poderá ser lenta, laboriosa, horrivelmente penosa, conforme o estado moral do espírito. Durante a vida, o espírito está preso ao corpo pelo seu perispírito. A morte é a destruição do corpo, somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica. A actividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo. Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso. De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar. Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à medida que ele da sua situação se compenetra. A alma desencarnada procura, naturalmente, as actividades que lhe eram predilectas nos círculos da vida material. O homem desencarnado procura, ansiosamente, no espaço, as aglomerações afins com o seu pensamento, de modo a continuar o mesmo género de vida abandonado na Terra. Daí a necessidade de encararmos todas as nossas actividades no mundo como tarefa de preparação para a vida espiritual, sendo indispensável à nossa felicidade, além do sepulcro, que tenhamos um coração sempre puro. O conhecimento do espiritismo grande influência tem na duração mais ou menos longa da perturbação espiritual após a morte, pois o espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.


02/06/2008

Vidas Sucessivas...



"Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo." Jesus. (JOÃO, 3:7.)


A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.


Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.


A reencarnação é lei universal.


Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.


O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.


Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.




A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.


Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.


O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.
Francisco Cândido Xavier.
Da obra: Caminho, Verdade e Vida. 
Ditado pelo Espírito Emmanuel. 
16 edição. Lição 110. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1996.

23/02/2008

Cientistas russos estudam garoto fenomenal...


























Essa história me tocou...
Muito útil para refletirmos e retiramos de nós a dúvida que teima em permanecer em nosso íntimo accerca de reencarnações, vidas passadas.
Imagine só a grandiosidade do Universo, quantas consciências trabalhando em benefício ao próximo, na Seara do nosso Pai Maior.
Não estamos sozinhos, não somos os únicos.
Devemos retirar de nossa mente esse pensamento orgulhoso e egoístico de que somos os Unicos, sabemos que isso é irreal.


O garoto fenômeno intelectual e paranormal, chamado Boriska, tem como mãeNadezhda, uma dermatologista de uma clínica pública russa que se graduou noInstituto Médico de Volgograd por volta de 1991. O pai dele é umfuncioário público aposentado.
Os cientistas russos assumem publicamente suas pesquisas sobreespiritualismo abordando a reencarnação reconhecida cientificamente e a existência de vida extraterrestre.
Eis o texto completo, traduzido de uma das reportagens do PRAVDA, assinadapelo jornalista e cientista Gennady Belimov:


"Em 11 de Janeiro de 1996, uma criança incomum nasceu na cidade de Volzhsky,na região de Volgograd, Rússia. Sua mãe, Nadezhda Kipriyanovich, descreve otrabalho de parto: "Foi muito rápido e não senti nenhuma dor. Quando me mostraramo bebê, ele me olhava fixamente com seus grandes olhos castanhos. 
Como médica,eu sei que não é habitual entre recém-nascidos esse olhar concentrado. Excetoesse fato, ele parecia um bebê normal.


"Quando saiu da maternidade, de volta ao lar, Nadezhda começou a perceberque o menino, chamado Boris, tinha um comportamento singular: raramente chorava e nunca solicitava qualquer alimento. Ele crescia como as outras crianças, mas começou a falar frases inteiras aos oito meses. Com um ano e meio, lia jornais. 
Os pais deram a ele um jogo de peças para montar figuras e ele começou a elaborar peças geométricas combinando diferentes partes com precisão. "Eu tinha a impressão de que nós éramos como aliens para ele, aliens com os quais ele estava tentando se comunicar" - disse a mãe deBoris ou Boriska, como é chamado pela família.Boriska começou a desenhar figuras que, à primeira vista, eram abstrações nas quais se misturavam tons de azul e violeta. Quando psicólogos examinaram os desenhos, disseram que o garoto estava,provavelmente, tentando representar a aura das pessoas que via ao seu redor.Aos três anos, Boris começou a conversar com seus pais sobre oUniverso. 


Ele sabia nomear todos os planetas do Sistema Solar e seusrespectivos satélites. Ele falava também nomes e número de Galáxias. Isso pareceu assustador e a mãe pensou que seu filho estava fantasiando; por isso, resolveu conferir se aqueles nomes realmente existiam. 
Consultou livros de astronomia e ficou chocada ao constatar que Boris, de fato, sabiamuito sobre aquela ciência.Os rumores sobre o "menino-astrônomo" espalharam-se rapidamente na cidade.


Boriska tornou-se uma celebridade local e as pessoas começaram a visitá-lopara ouvi-lo falar sobre civilizações extraterrestres, sobre a existência de antigas raças humanas cujos indivíduos mediam três metros de altura, sobre o futuro do planeta em função de mudanças climáticas.Todos ouviam aquelas coisas com grande interesse embora não acreditassem nas histórias.
Os pais decidiram batizar o filho, cogitando que talvez fosse uma questão espiritual pois acreditavam que havia algo errado com Boris. Mas o fenômeno não cessou: Boriska começou a falar às pessoas sobre seus"pecados". 


Um dia, na rua, abordou um rapaz e admoestou-o por usar drogas; falava com certos homens para pararem de bater em suas mulheres; prevenia pessoas sobre a iminência de problemas e doenças. O menino sofre com o conhecimento prévio de desastres naturais ou sociais: durante a crise do Beslan, recusou-se a ir à escola enquanto durou o ataque. 
Quando perguntaram a ele o que sentia sobre o assuntorespondeu que era como se algo queimasse dentro dele. "Eu sabia que o caso todo teria um final terrível" - disse Boriska.


Sobre o futuro do planeta, ele adverte que a Terra passará por duas situações muito perigosas nos anos de 2009 e 2013, com a ocorrência de catástrofes relacionadas à água. 
Especialistas dos Instituto de Estudos do Magnetismo Terrestre e Ondas deRádio da Academia Russa de Ciências (Institute of Earth Magnetism andRadio-waves of the Russian Academy of Sciences) fotografaram a aura deBoriska que mostrou-se forte, nítida de modo incomum. 


O professor VladislavLugovenko analisa: "Ele apresenta um espectograma laranja, o que significaque é uma pessoa alegre, positiva, com um intelecto muito poderoso. Existe uma teoria de que o cérebro humano possui dois tipos básicos de memória: a memória de trabalho (consciente, voluntária) e a memória remota. 


Uma das habilidades do cérebro é salvar informações sobre aexperiência, sejam emoções ou pensamentos, em uma dimensão que transcende o indivíduo. Essas informações são capturadas por um singularcampo informacional que faz parte do Universo. Poucas pessoas são capazes de acessar informações contidas nesse campo.


"Ainda segundo Lugovenko, é possível medir as faculdades extra-sensoriaisdas pessoas com o auxílio de equipamentos especiais e através deprocedimentos muito simples. Cientistas de todo o mundo têm-se se empenhadona pesquisa desses fenômenos a fim de revelar o mistério destas crianças extraordinárias, como o garoto Boris. 
Um dado interessante é que nos últimos 20 anos, bebês dotados de habilidades incomuns têm nascido em todos os continentes. 
Os especialistas chamam estas crianças de "indigo children" ou"crianças azuis", possivelmente uma referência ao avatar indiano Khrisnaque, segundo a lenda, era azul. "Boriska é uma dessas crianças. 
Aparentemente, as "crianças azuis" tem a missão especial de promover mudanças em nosso planeta. 


Muitas delas têm as espirais do DNA notavelmente perfeitas o que lhes confere uma inacreditável resistência do sistema imunológico capaz de neutralizar a ação do vírus da AIDS. 
Eu tenho encontrado crianças assim na China, Índia, Vietnam entre outros lugares e estou certo de esta geração mudará o futuro da nossa civilização. 
Enquanto as agências espaciais tentam encontrar sinais de vida no planeta Marte, Boriska, aos nove anos, relata aos seus parentes e amigos tudo o que sabe sobre a civilização marciana, informações que ele recorda de uma vida passada.


Um jornalista russo entrevistou recentemente o menino sobre suaexperiência como habitante de Marte:


ENTREVISTADOR - Boriska, você realmente viveu em Marte como dizem as pessoas da vizinhança?


BORISKA - Sim, eu vivi, é verdade. Eu tinha 14 ou 15 anos. Os marcianos faziam guerra todo o tempo e eu tinha de participar daquilo. Eu podia viajar no tempo e no espaço, podia voar em naves espaciais e também pude observar a vida no planeta Terra. As naves marcianas são muito complexas e podem se deslocar pelo Universo.


ENTREVISTADOR - Existe vida em Marte atualmente?


BORISKA - Sim, existe, mas o planeta perdeu sua atmosfera há muitos anos atrás como resultado de uma catástrofe global. O povo marciano ainda vive em cidade nos subterrâneos. Eles respiram gás carbônico.


ENTREVISTADOR - Qual é a aparência dos marcianos?


BORISKA - Eles são muito altos, uma altura média de sete metros. Eles possuem capacidades inacreditáveis.


Boriska fala de Marte mas também tem lembranças de suas observações sobre Terra naquela existência passada: elefoi testemunha da destruição da lendária civilização da Lemúria, "a maior catástrofe que já aconteceu neste planeta.


Um continente gigante foi engolido por terríveis tempestades oceânicas. 
Eu tinha um amigo lemuriano que morreu na minha frente esmagado por uma rocha. 
Não pude fazer nada. Nós estamos destinados a nos reencontrar em algum momento desta vida.


" Sobre oEgito, Boriska diz que existe um conhecimento precioso oculto sob uma pirâmide que ainda não foi descoberta:
 "A vida vai mudar quando a Esfinge for aberta. A Esfinge tem um mecanismo que aciona uma abertura secreta. O mecanismo está atrás da orelha.


"Quanto ao aumento de nascimentos de crianças especialmente dotadas, o garoto informa que isto é decorrência do fato de que "chegou a época" propícia para que elas venham à Terra porque o "renascimento doplaneta se aproxima.. Eles estão nascendo e estarão preparados para ajudar as pessoas... Amar seus inimigos, essa é a Lei.


Você sabe porque o lemurianos pereceram? Porque eles não investiram no desenvolvimento espiritual e mergulharam nas práticas da Magia desconsiderando esta Lei?
O amor é a verdadeira mágica!".


BorisKa encerrou a entrevista dizendo:Kailis,
e o entrevistador perguntou:


ENTREVISTADOR - O que você disse?


BORISKA - Eu disse: Olá. Essa é a língua do meu planeta.



A URL desta reportagem, no site em inglês do Jornal PRAVDA, Rússia:http://english.%20pravda.ru/%20science/19/%2094/378/16387Bori%20ska.html
Outra reportagem sobre Boriska pode ser vista na seguinta URL:http://english.pravda.ru/science/19/94/377/12257Martian.html

06/02/2008

Mecanismos da Reencarnação...

























Histórica e culturalmente, a gestação ou gravidez é considerada função da mulher. 
Isso é verdadeiro do ponto de vista biológico. Entretanto, na visão espírita, não se circunscreve apenas à mulher propriamente dita. A gravidez é também um estado psicofísico, emocional, que envolve o homem, juntamente com a mulher, no desempenho da função procriadora de um novo corpo físico, com a participação direta, consciente ou inconsciente, do espírito reencarnante. 


Portanto, no mínimo três individualidades estão diretamente envolvidas na dinâmica da gestação de um novo corpo físico. O homem, em particular, precisa se educar e se auto-educar, no sentido de assumir e desempenhar a função da paternidade em toda a sua abrangência e plenitude conscientemente, não transferindo à mulher toda a responsabilidade na ação co-criadora da gestação de um corpo físico de um filho ou uma filha. Preliminarmente, destaca-se a interação bioenergética anímico-mediúnica das partes interessadas na ação co-criadora da paternidade, na dinâmica da gestação. Tal intervenção se faz consciente ou inconscientemente, além daquela psicofísica, em nível biológico propriamente dito.Por que interação anímico-mediúnica consciencial? 


É de conhecimento geral que as dimensões biológicas, psicológicas, emocionais e sentimentais são componentes dinâmicos da gestação de um corpo físico para ser veículo da consciência individual reencarnante, na condição de filho ou filha. Com a interação anímico-mediúnica não há o mesmo reconhecimento. Entretanto, efetua-se nas diferentes fases da gravidez, desde a etapa que precede o grande momento da fecundação biológica, prossegue ao longo de todo o período gestacional e culmina com a fase do parto propriamente dito, ocorrendo com maior ou menor freqüência ao longo da vida de relação familiar entre pais, filhos e irmãos nas mais variadas circunstâncias.


Interação Mente-MatériaTal interação se processa através das funções Psi, inerentes ao psiquismo dos pais gestantes e filhos ou filhas reencarnantes durante a gestação propriamente dita, através de percepções extrasensoriais.Não se conhece ainda, em detalhes mais profundos, o dinamismo psicofísico, sensorial e extrasensorial de tal processo mento-afetivo, que não se circunscreve apenas à dimensão biológica, mas inclui também a psicológica - a emoção lucidez cognitiva consciencial. Mas o que se pode afirmar, a partir do conhecimento parapsicológico das funções Psi (divididas em Psi-gamma - telepatia, clarividência e clariudiência - e Psi-Kappa - ação da mente diretamente sobre a matéria) e dos informes dos espíritos, é que a mente reencarnante exerce sua ação teledinâmica através de campos bioenergéticos modeladores e organizadores do perispírito, interferindo na organo-gêneses do corpo físico, com a correspondente participação dos pais gestantes. 


A análise de fatores intervenientes nesse processo de interação dinâmica pressupõe a constituição fisiopsicossomá tica do homem, cuja anatomia fisiológica é composta de outros corpos energéticos mais sutis, que servem de substrato para a composição do sistema ternário humano (corpo, espírito e perispírito) quando encarnado do ponto de vista espirita, especificamente, ou do sistema septenário, na visão de escolas espirituais orientais, sem nenhum antagonismo excludente, mas implícita e explicitamente complementares. Nesta oportunidade, não se pretende aprofundar na complexidade em sua dimensão extrafísica. Entretanto, é necessário que se esclareça que, além do complexo desse sistema de interação bioenergética, o homem e a mulher que se propõem a assumir a responsabilidade da paternidade e da maternidade estabelecem um campo bioenergético extrafísico, psicodinâmico, ideoplástico, anímico e mediúnico, que pode favorecer a atração espírito ou consciência preexistente que vive no mundo espiritual como desencarnado; no respectivo plano consciencial, compativel com o grau de evolução moral alcançado. 


Princípios Fundamentais Propomos os seguintes princípios fundamentais do processo de gestação à luz do espiritismo: O ser humano é um espírito ou consciência individualizada, dotada de razão, instrumentalizada pela linguagem, livre-arbítrio, instinto, memória, emoção e sentimento; O espírito ou o eu-consciência é arquiteto de seu próprio destino, em obediência às leis da vida: evolução, reencarnação, ação e reação ou lei do carma e lei do progresso, através da qual expande a consciência rumo à plenitude do ser; O espírito desencarnado prrexiste à formação do seu corpo físico, pensa, sente e age de acordo com seu estágio de evolução cognitiva, sentimento e moralidade, no respectivo plano conciencial e extrafísico; Em obediência ao principio universal de afinidade, sintonia e ressnância, quando oportuno ou necessário, o espírito, em função de sua necessidade de realização e auto-realizaçã o, vê-se na contingência de "um noso renascer" no plano físico para prosseguir sua evolução planetária; Nessa fase de sua evolução, de acordo com sua maior ou menor autonomia volitiva, necessidade e merecimento, se propões e/ou se dispõe a participar do planejamento de sua nova e futura reencarnação. O planejamento reencarnatório envolve complexas medidas dinâmicas e teledinâmicas de natureza bioenergética no plano extrafísico, de acordo com a "Genética Espiritual" e lei de ação e reação que estabelecem as condições orientadoras na execução do plano reencarnatório individual, de modo a permitir que cada espírito herde de si mesmo, com a contribuição de seus pais no plano físico; Tal planejamento é orientado e administrado nos planos extrafísicos por entidades de elevada sabedoria e hierarquia espiritual. 


A maior parte da humanidade terrestre, encarnada e desencarnada, ainda se encontra nos primeiros estágios de evolução. Goza de autonomia muito restrita e não tem condições de usar o livre-arbítrio com discernimento; Quanto maior for o grau de evolução consciencial ao longo de seu continuum histórico palingenésico maior será a participação direta do espírito reencarnante em todas as fases do planejamento e execução de sua própria reencarnação, sob assistência técnica dos "geneticistas" e "embriologistas" , podendo participar de modolagem do futuro corpo físico, em obediência às leis de "herança espiritual" condicionantes da herança psicofísica biológica. O espírito encarnado ou desencarnado é assitido nas suas necessidades de auto-realizaçã o e progresso de acordo com a lei de merecimento; O espírito candidato à nova experiência reencarnatória no plano físico por uma fase preparatória de análise e auto-análise atrvés de um processo de profunda introspecção, mediante uma visão retrospectiva de sua história pessoal, valendo-se dos registros de sua memória absoluta, vê com clareza e em detalhes esclarecedores as ações pretéritas, podendo ser assessorado pelos mentores no planejamento de um novo projeto reencarnatório. 


Após esse exame analítico conciencial, cada espírito entra em uma nova etapa de programação da futura existência em função de sua herança espiritual; Providências gerais e especificas são tomadas no sentido de conjugar harmonicamente o livre-arbítrio e o determinismo da lei de causa e efeito, objetivando sempre o progresso e o aperfeiçoamento individual e coletivo; Em obediência à lei de sintonia, afinidade e ressonôncia, cada espírito encontra-se ligado ao respectivo grupo familiar e racial, ao seu povo ou nação, ao longo do continuum histórico pelingenésico; Desse modo, a escolha do grupo familiar e dos pais obedece aos principios gerais das leis citadas, em consonância com a respectiva herança consciencial, psicolígica e espiritual. 


Essa herança fica registrada na memória genética perispirítica atrvés das matrizes Psi dos respectivos genes. Estes irão se expressar por meio do genótipo ou fenótipo no plano biológico, atrvés da organogênese do futuro corpo físico, com a contribuição biogenética dos respectivos pais. Processo Reencarnatório Estabelecidas as diretrizes gerais e específicas para a viabilidade do planejamento reencarnatório, o espírito reencarnante entra na fase pré-reencarnató ria, cujo tempo de execução varia de acordo com as características e necessidades especifícas de cada individualidade, levando em conta todos aqueles princípios já explanados.


Fase PreparativaOcorre, nesta fase, na dimensão extrafísica:Escolha dos futuros familiares e pais biológicos, em função de compromisso, comprometimentos e vinculações cármicas; Estabelecimento do programa de futuras realizações e auto-realizaçõ es no plano físico, tendo em vista os objetivos educativos a serem atendidos; Prévia escolha ou determinação de sexo genético, que se verifica de acordo com a respectiva sexualidade e características genético-espirituais do reencarnante e segundo determinantes cármicos conscienciais preexistentes, tendo em viata futuras realizações; Determinação do tipo de reencarnação: compulsório ou de livre escolha; provacional; expiatória; sacrificial  missionária; Execução do plano de associação e vinculação psicodinâmica, bioenergética, mental e afetiva - essa fase inclui os futuros pais gestantes e demais familiares, segundo as necessidades de harmonização, entendimento, apoio mútuo, afinidade, sintonia e ressonância. 


Em conseqüência das necessidades e exigências específicas de bem cumprir os imperativos naturais das leis da vida, ja citadas, nessa etapa da fase preparatória, o espírito candidato à reencarnação passa a conviver no clima psicofísico e emocional dos futuros pais em especial, interagindo dinamicamente com os mesmos, procurando estabelecer as melhores relações de sintonia, afinidade e ressonância indispensáveis ao êxito da concretização do complexo e laborioso planejamento reencarnatório. Fase OrganogênicaApós a fecundação propriamente dita, inicia-se a fase organogênica, envolvendo embriogênese, histogênese e morfogênese, em obediência às leis biogenéticas, culminando no crescimento e desenvolvimento do corpo físico que virá a nascer posteriormente.Na realidade, para o novo corpo físico é nascimento, mas para o espírito reencarnante é um novo renascimento. 


À medida que se processam as fases embriológicas e organogênicas, culminando no crescimento e desenvolvimento do feto, o reencarnante vai adensando o seu perispírito miniaturizado e, conseqüêntemente, vai entrando nun estado de bloqueio de memória, com o esquecimento total ou parcial de suas vivências reencarnatórias anteriores.Essa é uma das causas do esquecimento, que constitui um mecanismo de defesa e autopreservaçã o de natureza neurofisiológica, psicológica, consciencial e, sobretudo, de ordem ética.Glossário Continuum Histórico Palingenésico: Refere-se ao contínuo espaço-tempo em que se verifica a história evolutiva ontológica e filogenética do ser humano e da humanidade, atrvés da palingênese. 


A evolução filogenética significatica a historia evolutiva da espécie. Palingênese é a palavra de origem grega que designa o processo de reencarnação. A memória genética celular tem sua matriz Psi na memória genética das células perispiriticas que untegram o perispírito, o qual serve como modelo organizador biológico. Memória genética Perispíritica: A exemplo do que ocorre com a memória genética do núcleo celular, as meléculas de DNA (ácido desoxinibonuclé ico) e RNA (ácido ribonucléico) como substrato fisioquímico de hereditariedade biológica. 


Genótipo: Cosntituição genética do indivíduo. Conjunto de genes de um indivíduo. Fenótipo: Característica do indivíduo resultante da manifestação do genótipo. 


Organogênese: Origem e formação do organismo físico com um todo, a partir da fecundação biológica, e demais fases do processo morfogenéticos integrantes da orgenização anatômica e fisiológica do corpo humano. 


Mapas Organogênicos: Representação gráfica do crscimento e desenvolvimento do organismo, incluindo a fase de formação do embrião e derma, órgãos, aparelhos e sistemas que constituem o corpo físico. 


Modelagem bioenergética e genética estrutural: Os espíritos construtores, valendo-se de avançados e complexos conhecimentos de embriologia, anatomia, fisiologia, evolução, ação e reação ou lei do carma, genética e outras áreas do cenhecimento da ciência do espírito, no desempenho de sua ação co-criadora, atuam mediante entervenção mentais psicodinâmicas, arquitetando modelos bioenergéticos r estruturais que servirão posteriormenteà modelagem de formas anatômicas especificas, compatíveis com as necessidades de cada espírito em fase de respectivo planejamento reencarnatório, na realização das operações de materialização da formação de um novo corpo físico, à imagem e semelhança de seu próprio perispírito preexistente, que funcionará como modelo organizador biológico. 
Mapas Cromossômicos: Representação gráfica das estruturas microscópicas e ultramicroscó picas dos cromossomos, que são corpúsculos coráveis existentes no núcleo celular, apresentando- se sob diferentes formas, contendo os genes responsáveis pelas características hereditárias. 


Embriogênese: Origem e formação do embrião após a fecundação biológica. 


Morfogêneses: Fase de estruturação da morfologia biológica durante o crescimento e o desenvolvimento do embrião e dos demais órgãos, aparelho e sistema fisiológico integrante da constituição fisiopsicossomá tica do ser humano. 


Histogênese: Fase de formação dos diferentes tipos de tecidos celulares durante o desenvolvimento embriológico e do organismo como um todo. 
Ontológico: Fisiologia que trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um doa seres. 


Derma: segunda camada da pele.