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28/08/2016
Que tem sentido hoje...
Bom dia meus queridos!
Hoje despertei lendo essas palavras do nosso querido Wanderley de Oliveira, que digo de passagem me tocou a alma, porque realmente é o que inúmeros médiuns está passando nesse momento da Transição Planetária, sabemos que existe sim uma guerra ocorrendo no mundo espiritual e todos dotados de mediunidade ostensiva ou não tem sentido isso dentro de si, por isso a prece, a comunhão com Deus se faz tão necessária.
Alguém de vocês também tem sentido isso, o que tem vivenciado nas casas espíritas, coloquem aqui suas experiências...
Tenham todos um dia lindo e uma semana recheada de amor e muitos pensamentos positivos.
Dizeres de Wanderley:
"A rigor, os médiuns estão todos debaixo de uma intensa pressão do momento do planeta e, desculpe a franqueza, as casas espíritas com suas estruturas frágeis no que tange a relacionamento e acolhimento, estão deixando muito a desejar. Há fatores estruturais da casa, do médium e do momento do planeta que estão sobrecarregando muito a mente dos médiuns.
Se alguém ou algum grupo quiser fazer algo em favor desse assunto tem que abrir uma discussão honesta e com propostas práticas para amparar e orientar os médiuns. Nesse três pontos se encontram a grande maioria das perturbações que estão derrubando muitos servidores do Cristo."
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21/08/2011
Perispírito
Perispírito é invólucro semi-material do Espírito. Nos encarnados serve de laço intermediário entre o Espírito e a matéria. É por seu intermédio que o espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados; é por seu intermédio, que se operam no homem fenômenos especiais, cuja causa fundamental não se encontra na matéria tangível e que, por essa razão, parecem sobrenaturais para alguns.
O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que escapam aos sentidos corpóreos.
O Espírito Emmanuel, designa o Perispírito como “campo eletro-magnético, em circuito fechado, composto de gases rarefeitos” (gases que se desfazem ou diminuem de intensidade).
O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para os encarnados, mas ainda bastante grosseira para os desencarnados; suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser. Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma, o Espírito propriamente dito é revestido de um envoltório que, por comparação, se pode chamar Perispírito.
O Perispírito é o princípio intermediário entre a matéria e o Espírito, cuja finalidade é tríplice: — manter indestrutível e intacta a individualidade; — servir de substrato ao corpo físico, durante encarnação ; — constituir o laço de união entre o Espírito e o corpo físico, para a transmissão recíproca das sensações de um e das ordens do outro.
A origem do perispírito está no fluido universal. O ponto de partida do fluido universal é a pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia; o ponto oposto é a sua transformação em matéria tangível, adquirindo diversos graus de condensação. O perispírito é uma dessas transformações, mas sob a forma de matéria quintessenciada, ou seja, não perceptível aos olhos carnais. Assim, o perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. O corpo carnal também tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito.
NATUREZA E CONSTITUIÇÃO DO PERISPÍRITO
A natureza do perispírito está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade de um mundo para o outro. Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Quando o Espírito encarna em um globo, ele extrai do fluido cósmico desse globo os elementos necessários para a formação do seu perispírito. Assim, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. Resulta disso que a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados e desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou inferioridade do Espírito.
PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO
plasticidade, densidade, ponderabilidade,luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade global, sensibilidade magnética, expansibilidade, biocorpereidade, unicidade, perenidade, mutabilidade, capacidade refletora, odor, temperatura.
Flexibilidade e expansibilidade são as duas principais propriedades do perispírito. O perispírito não está preso ao corpo, sem poder desprender-se. Em Obras Póstumas, no capítulo sobre manifestações dos Espíritos, 1.ª parte, item 11, lemos: "O Perispírito não está encerrado nos limites do corpo como numa caixa. É expansível por sua natureza fluídica; irradia-se e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem ampliar mais ou menos".
Tal fato, também poderá explicar o rejuvenescimento que experimentam os Espíritos desencanados, conscientes de seu estado. Mesmo tendo desencarnado com idade física avançada, sentindo-se mais jovens, apresentam-se com tal, totalmente livre dos condicionamentos humanos do corpo físico, o espírito humano não sofre o envelhecimento corporal, assim como não morre. Quando se manifestam envelhecidos, o fazem artificialmente por poder mental, para a comprovação de sua identidade terrena, quando ainda estava encarnado.
Contudo, tal possibilidade de alterar a indumentária perispiritual é limitada ao padrão evolutivo, intrínseco a cada alma. A depender em profundidade de sua, poderíamos dizer, “organização interna”, emocional. Pois, muitas vezes o espírito mergulha em tão severo desequilíbrio afetivo que, imerso em um monoideísmo avassalador, chega a entrar em processo de retração das tessituras perispirituais, comprometendo assim, dolorosamente suas funções e potencialidades. Poderíamos aqui falar dos casos de zoantropia (capacidade ideoplástica em feições animalescas que o perispírito se reveste, devido às condições mentais dos Espíritos envolvidos em tal processo, passando por enormes transformações morfológicas do veículo perispiritual, porquanto, os órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de funções benéficas, assemelham-se a ovóides. É essa propriedade do perispírito que explica diversas manifestações que ocorrem tanto na dimensão espiritual, como física, dentre os quais, adaptação perispiritual, comumente utilizada pelos Espíritos Superiores, os quais, alteram a forma de sus corpos espirituais, reduzindo a própria luminosidade e assumindo aspectos que possam com as regiões e as almas que merecem seus serviços socorristas, moldando dessa forma, suas condições vibracionais. O contrário ocorre com aqueles Espíritos que envolvidos com o mal são socorridos e necessitam de uma modificação ou minorização de suas dificuldades para serem melhor atendidos, nesse caso, sendo o Espírito ainda incapaz de modificar seu tônus vibratório, Mentes Superiores, ostentam um alto poder, que possibilitam maiores operações de adaptação plástica.
Já nos processos reencarnatórios, o perispírito em um processo de modelagem, molda a organização física, informam os Mestres Espirituais, que aproximando o momento da reencarnação, o Espírito reencarnante, comumente, entra em gradativo processo de redução psicossômica, o qual acontece simultaneamente com a diminuição da consciência de si, então, até nos processos acima citados o perispírito demonstra seu poder de plasticidade.
Densidade – Como dissemos no início, o perispírito é formado também por fluidos ainda que não sejam totalmente eterizados, também não são totalmente materiais. E não deixando de ser matéria, ainda que quintessenciado, e como tal apresenta em si uma densidade, que se relaciona com o grau de evolução da alma.
A variedade de densidade do perispírito varia também de indivíduo para indivíduo, em Espíritos Moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos Elevados; nos espíritos inferiores, ao contrário, aproxima-se da matéria e é o que faz os Espíritos inferiores de baixa condição conservam por muito tempo as ilusões da vida terrestre. A densidade psicossômica varia, de acordo com a evolução do Espírito, ditando, então, seu peso e, também, sua luminosidade, pois quanto menor a densidade do perispírito, menor seu peso e maior a luminosidade.
Ponderabilidade – Sob os aspectos físicos a matéria sutil, o corpo espiritual, em si, não apresentaria um peso possível de ser detectado por meio de qualquer instrumentação até agora conhecida.
Não obstante, na dimensão espiritual, cada organização perispirítica tem seu peso específico, que varia de acordo com sua densidade, ditada, sobretudo, como visto, pelo estado de moralidade do Espírito. Nossa posição determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, o habitat que lhe compete. Significa que, embora possa parecer fisicamente imponderável – porque não é matéria densa -, não deixa de apresentar certo peso, variável em cada região ou esfera, visto que, de qualquer forma, sendo matéria, ainda que tênue, submete-se aos princípios gravitacionais imperantes no meio em que se situa e do qual se nutre.
Luminosidade - Como muitas outras características assim como a luminosidade, também desponta como característica particular de cada Espírito e seus condicionamentos morais evolutivos. A intensidade da Luz está na razão da pureza do Espírito: as menores imperfeições morais atenuam e enfraquecem a condição de luminosidade do Espírito. Sabemos que quando o Espírito mais evolui, mais etérea e pura transforma-se naturalmente sua condição vibracional energética, e sabendo que energia em diversos níveis vibracionais ou velocidade de movimento, produzem luminosidade a depender da freqüência em que se encontram operando, quando mais evoluído a entidade maior freqüência vibracional e por conseguinte maior luminosidade e tanto menos evoluído a criatura, menor freqüência vibracional e luminosidade.
A luz irradiada por um Espírito será, tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento. Assim, sendo o Espírito, de alguma sorte, é o seu próprio farol luminescente, verá proporcionalmente à intensidade da luz que produz, do que resulta que os Espíritos que não a produzem em grande capacidade acham-se na obscuridade.Note-se que a luz espiritual nada tem com a luz conhecida em Física – radiação eletromagnética, pois, luz emitida por fontes como lâmpada fluorescente ou de mercúrio, por exemplo, chega a parecer, diante de uma presença espiritual superior, mera claridade emitida por uma vela.
Penetrabilidade – Volvendo nossa atenções a natureza etérea do perispírito que permite ao Espírito, caso presente as necessárias condições mentais, atravessar qualquer barreira física, pois matéria alguma lhe opões obstáculo, ele atravessa todos, assim como a luz atravessa os corpos transparentes. Todavia, verifiquemos que existem Espíritos que não conseguem atravessar alguns obstáculos, pelo simples motivo de não saberem que podem fazê-lo. A ignorância ou até mesmo a incerteza diminuem suas aptidões e potenciais, e, conseqüentemente seu poder de ação nas mais diversas áreas. “Todos os corpos são porosos; não se tocando, suas moléculas podem dar passagem a um corpo estranho. Os acadêmicos de Florença tinham demonstrado este ponto, fazendo violenta pressão sobre a água encerrada em uma esfera de ouro; ao fim de pouco tempo via-se o líquido transudar por pequenas gotas, na superfície da esfera. Verificamos, por esses diferentes exemplos, qual a matéria pode atravessar a matéria. É preciso empregar a pressão ou calor para dilatar as substâncias que se quer fazer atravessar outras. Isso é possível e necessário, porque as moléculas do corpo que atravessa, não adquirindo o grau suficiente de dilatação, ficam encerradas uma contras as outras. Mas, se pusermos um estado da matéria em que as moléculas sejam muito menos aproximadas e eminentemente tênues, poderá ela atravessar toas as substâncias, sem necessidade de manipulação. É o que acontece com o perispírito que, formado de moléculas menos condensadas que a matéria que conhecemos, não pode ser detido por nenhum Obstáculo”. (Gabriel DELANNE)
Compreensível, assim, a inexistência de barreiras físicas para o espírito fato que, como visto, poderia ser explicado pelo princípio da porosidade, observável em toda estrutura material, embora, nos dias atuais, também possa ser entendido pelo princípio da incompatibilidade de freqüências, segundo o qual, por exemplo, um raio luminoso azul e outro amarelo, ainda que se incidirem, simultaneamente, sobre uma superfície branca, façam com que esta se torne verde -, se se cruzarem, interpenetrando-se, não mostrarão qualquer alteração, permanecendo, cada qual em sua freqüência e com sua coloração.
Visibilidade - Aos olhos físicos o perispírito é totalmente invisível, todavia não o é para os Espíritos, nos casos dos menos evoluídos só percebem os seus pares, captando-lhes o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores, podem perscrutar a intimidade perispiritual de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades. Mostram-no bem, por exemplo, os trabalhos de esclarecimento espiritual, em que os Espíritos Superiores responsáveis revelam, por meio dos dialogadores encarnados, a realidade do sofredor conduzindo ao entendimento, auscultado seu perispírito,e, também, as sessões de cura, em que os médicos espirituais detectam os sinais patológicos presentes no psicossoma do enfermo. Finalmente, quanto à possibilidade de alguns médiuns videntes verem o perispírito, muito raro são os que, em verdade, possuem as necessárias condições para distingui-lo, ainda, que eventualmente, entre as projeções que formam a aura.
Tangibilidade – Sendo o perispírito também matéria, poderá com o devido apoio ectoplásmico, tornar-se materialmente tangível, no todo ou em parte. Sendo também esse fenômeno, chama do de teleplastia, onde o perispírito do desencarnado ou até mesmo do encarnado, envolve-se por assim dizer com as condições energéticas do ambiente e de algum médium capaz de emprestar recursos energéticos através do duplo etérico, fomentando matéria necessária para revestir o perispírito na energia necessária para o aparecimento.
Neste capítulo, ganham destaques os fenômenos chamados por nós de – transposição de sentidos - , que mostram a possibilidade de algumas pessoas mais sensíveis, perceberem os estímulos por vias físicas totalmente impróprias para isso, explicando, assim, que a sensibilidade global do perispírito pode exteriorizar-se mesmo estando o Espírito encarnado, ainda que em casos excepcionais.
Sensibilidade Magnética – Sendo o perispírito um campo de força que é, a sustentar uma estrutura semimaterial, apresenta-se impressionável pela ação magnética, pois sendo ele mesmo uma criação vibratória do Espírito. Sabemos que somos criados pela mesma matéria, no seu sentido original e, essa matéria que em diferentes estados dá origem a tudo, é energia pura, e sendo o perispírito também oriundo dessa matéria que é o Fluido Cósmico Universal ( FCU ), torna-se o Espírito suscetível às influências da energia ambiental que o envolve (psicosfera) e é essa propriedade que lhe permite absorver, assimilar e, também transmitir a energia espiritual que capta ou recebe. A exemplo disso, temos o precioso processo do passe: o Espírito, acumulando energias e estimulando a sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste, psíquicas e vitais, para a transmissão dos recursos de cura.
Expansibilidade – Já nos diz Kardec em O Livro do Espíritos na questão 400 – que o “Espírito aspira incessantemente a libertação.”
O perispírito pode, entretanto, conforme suas condições, expandir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção sensorial. É a expansibilidade do perispírito que faculta, a processo de emancipação da alma. Expandindo-se, o perispírito pode chegar a um estado inicial de desprendimento, em que a percepção se torna acentuadamente mais aguda, podendo, a partir daí, se for o caso, evoluir para o desdobramento, a envolver, uma outra propriedade do perispírito, que é a biocorporeidade.A expansibilidade perispirítica, aliás, está na base dos principais processos mediúnico; haja vista, por exemplo, que ‘a exteriorização do psicossoma que permite ao vidente a captação da realidade espiritual e que, também, graças a essa propriedade, é que se torna possível o contato perispírito a perispírito, que marca o fenômeno chamado de incorporação, seja psicofonia ou psicografia.
Biocorporeidade – Termos este criado pelo grande codificador Kardec, relacionando-o ao fenômeno de desdobramento, embora, de certa forma, expressão mais adiantada da expansibilidade, define-se, particularmente, como notável faculdade do perispírito, que possibilita, em condições especiais, o seu desdobramento, poderíamos dizer com muita cautela “fazer-se em dois”, no mesmo lugar ou em lugares diferentes. Processo que ainda chegaremos a descobrir com mais claridade, mas graças a essa propriedade, o perispírito pode apresentar-se biocorpóreo, ou seja, com um corpo, de igual ao físico da atualidade, fluídico, com maior ou menor densidade, mas suscetível de ser visto e, até tocado, como sói acontecer em muitos casos.
Fenômeno absolutamente natural, nos dizeres de Kardec: “tal fenômeno, como todos os outros, se compreende na ordem dos fenômenos naturais, pois que decorre das propriedades do perispírito e de uma lei natural.”( Obras Póstumas, pp. 56 e 57).
Unicidade – A estrutura perispirítica, como reflexo da alma que é, não é igual a outros perispíritos, como a rigor não existem almas idênticas.
Obviamente, no decorrer do processo evolutivo diminuem as diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que entretanto a individualidade, deixe de ser preservada.“A idéia do grande todo não implica, necessariamente, a fusão dos seres em um só. Um soldado que volta ao seu regimento, entra em um todo coletivo, mas não deixa, por isso, de conservar sua individualidade. O mesmo se dá com as almas que entram no mundo dos espíritos, que para elas é, igualmente um todo coletivo: o todo universal.” (Kardec, Allan. Iniciação Espírita. 13 Ed., Sobradinho, DF: Edicel, 1995, p 213. Trad. Caibar Schutel)
Nessa direção, registrado esta em O Livro dos Espíritos nas questões 149 a 152, mostrando que a alma sempre conserva sua individualidade, a refletir em seu perispírito.
Mutabilidade – O perispírito, no decorrer do processo evolutivo, se não é suscetível de modificar-se no que se refere à sua substância, o é com relação à sua estrutura íntima e forma. Sabemos que, por meio da ação plastizante, pode o Espírito mudar, por exemplo, seu aspecto, porém, tal fenômeno envolve, apenas, modificação transitória e superficial, sustentada transitoriamente pela mente.
Desde as formas dos seres antigos, até o homem e o anjo, uma longa escala é percorrida. E quanto mais progride a alma, através das sucessivas transformações, mais apurado vai se tornando seu veículo espiritual e, conseqüentemente, mais delicada a sua forma.Poder-se-ia assentar que o desenvolvimento do perispírito, através dos milênios incontáveis, passa, como formação rudimentar, pelo estágio vegetal, viaja pelo reino animal, como uma proto-estrutura psicossômica, chegando, então, à dimensão hominal como veículo elaborado, sensível e complexo, a refletir as próprias condições da alma que surge vitoriosa, tocada pelo Pensamento Divino.
O tempo, pois, constrói, com a evolução da alma, neste e em outros mundos, a própria eterização do perispírito. O item 186 de O Livro dos Espíritos, nos esclarece a respeito da condição do perispírito mais aperfeiçoado que chega a confundir-se com a própria alma, como segue:
“Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, sé tenha por envoltório o perispírito?”.
- “Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.”
Capacidade Refletora – O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais.
O perispírito, é suscetível de refletir, a glória ou viciação da mente. Por isso, a atividade mental nos marca o perispírito, identificando nossa real posição evolutiva.Todo pensamento encontra imediata ressonância na delicada tessitura perispiritual, produzindo os tipos de efeitos:
Gera na aura a sua imagem, conhecida hoje, como forma-pensamento – variável, de acordo com a carga emocional, inclusive sob o aspecto cromático, como demonstram técnicas e testemunhos incontestáveis e, também, na dimensão física, influindo na fisiologia dos centros vitais, repercute nos sistemas nervoso, endócrino, sangüíneo, e demais vias de sustentação do edifício celular, marcando-lhe o desempenho regular ou não, na economia vital.
Contém a literatura mediúnica, com particularidade , as obras de ANDRÉ LUIZ, descrição de regiões infestadas de miasmas pestilentos, a exalarem odores tão fétidos que se tornam quase insuportáveis para os Espíritos mais sensíveis. Tais odores brotariam da podridão fluídica características desses ambientes e, ao que se sabe, dos próprios perispíritos de seus habitantes. Todas as criaturas vivem cercadas pelo seu próprio halo vital das energias que lhes vibram no íntimo do ser e esse halo é constituído por partículas de força a se irradiarem por todos os lados e direções de si para o ambiente, impressionando-nos o olfato, de modo agradável ou desagradável, segundo a natureza do indivíduo que as irradia, cada criatura se caracteriza pela vibração, exalação que lhe é peculiar, aqui e em todos os mundos.
Alguns trabalhos, no campo do labor mediúnico e da fluidoterapia, que, no decorrer médiuns chegam a captar odores, agradáveis ou não, indicativos, inclusive, da evolução dos Espíritos presentes. Odores esses que não se confundem com aqueles oriundos da manipulação ectoplásmica e que chegam a impressionar uma assistência por inteiro, característica essa que nós mesmos já experimentamos na presença de Dr. Bezerra de Menezes, em momentos de suas comunicações.
Temperatura – Como, no desenvolvimento da atividade mediúnica, certos médiuns registram, por exemplo, uma espécie de gélido torpor, com a avizinhação de alguma alma sofredora, ou, ao contrário, uma cálida sensação de bem-estar, quando da aproximação de um Espírito superior, é lícito cogitar-se da possibilidade de que o Espírito também mostre através de seu perispírito uma espécie de temperatura própria, relacionada, naturalmente, com o grau de evolução do Espírito.
FUNÇÕES DO PERISPÍRITO
ORGANIZADOR BIOLÓGICO
O perispírito é o molde fluídico, a "idéia diretriz" , o "esqueleto astral" ou o "modelo organizador biológico" do corpo carnal.
Sabemos que o Espírito acompanhado de seu perispírito começa a se ligar ao corpo físico do reencarnante desde o começo da vida embrionária. Como esboço fluídico que é, o Perispírito vai orientando a divisão celular, ou seja, a sua união com o princípio vito-material do germe. Como campo eletromagnético que é, pode, por isso, ser comparado ao campo do ímã, quando orienta a disposição da limalha de ferro.
INTERMEDIÁRIO ENTRE O CORPO E O ESPÍRITO
O Perispírito é órgão transmissor, funcionando como um transformador elétrico, no qual a corrente entra com certa voltagem e sai com voltagem diferente. O corpo recebe a impressão, o Perispírito a transmite e o Espírito, sensível e inteligente, a recebe, analisa e incorpora. Mas podemos ter um trajeto inverso. Quando há iniciativa que vem do Espírito, como ordem para o corpo executar, o Perispírito a transmite para o sistema nervoso, que a define como um impulso motor. Essa ordem vai, através dos nervos motores, aos músculos, que se contraem, obedecendo à ordem recebida. Surgem, assim, os movimentos: locomoção, fala, gestos da mímica, canto, salto etc. Alguns movimentos são automáticos, como os da respiração, do bombeamento do sangue pelo coração e, mais profundamente inconscientes, as contrações peristálticas do intestino. Também, nesse caso, a atuação do Perispírito é inegável.
ATUAÇÃO NAS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS
As bilocações dos Espíritos são os fatos marcantes que atestam o desprendimento do Perispírito. Kardec, em Obras Póstumas, diz: "Fica, pois, demonstrado que uma pessoa viva pode aparecer simultaneamente em dois pontos diferentes; num, com o corpo real; em outro, com o Perispírito condensado, momentaneamente, sob a aparência de suas formas materiais".
Em todo o ato mediúnico, o Espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual, atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório semelhante a um brando choque elétrico reage o perispírito do médium.
Aura Humana
Possuímos um campo magnético próprio, poderíamos até considerar como se fosse uma lâmpada acesa, com um campo luminoso formado pelos fótons irradiados ao seu redor.Este campo se assemelha a uma lâmpada acesa, contém, realmente, a irradiação luminosa de nossa individualidade espiritual, de nosso próprio espírito, a refletir as irradiações de nosso corpo físico, de nosso perispírito e de nosso corpo mental, de nossa identidade eterna, formando assim, este conjunto que chamamos de AURA. Em síntese, são emanações de nossas células orgânicas e de nosso perispírito em uma simbiose comandada por nossa onda mental. Se localizarmos em rápidas palavras o envolvimento do perispírito sob o corpo somático poderemos de uma forma mais profunda analisar estes detalhes:
O fenômeno da insensibilização poderá ser lembrado aqui, pois, a insensibilidade resultaria de um bloqueio induzido fisicamente, parcial ou não, localizado ou não, na passagem da energia do duplo etérico para o corpo, com a possibilidade inclusive, de um afrouxamento dos próprios liames perispirituais, que, no caso de anestesia geral, poderia ate’favorecer o seu desprendimento.
Por isso, nos desdobramentos, onde o complexo Espírito-perispírito se afasta do corpo ficando a ele ligado por um laço fluídico, suas funções permanecem, sem prejuízo da economia celular. O mesmo ocorre no coma, onde às vezes, por milhares de dias, Espírito e perispírito podem estar distantes, mas não desligados completamente com o físico animado à espera da volta de ambos.
Afirmamos ainda, que neste corpo se encontra a gênese patológica das mais variadas enfermidades, que são drenadas para o físico, graças ao favorecimento de uma sintonia com os microorganismos patogênicos, gerada por seu adensamento.
Alimentado pelo fluido vital o corpo permanece com suas funções celulares, mesmo com a saída do Espírito, qual motor que fica ligado sem o operador estar presente, embebecido pelo duplo etérico, que contem, ou melhor é formado por eflúvios vitais na compensação e manutenção do organismo físico.
Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamentos a pensamentos, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais".
Esclarece ainda, no mesmo livro - " É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico".
Corpo: Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem, constituindo-se tecidos de forças" André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, p´g. 129)
Duplo etérico: O perispírito ao se colar às organizações somáticas, faz às expensas de zona energética bem definida, chamada o Duplo – Etérico, cujas efusões, de mistura com aquelas da organização física, determinam um halo energético em volta do corpo; halo este , de configuração ovóide em seu todo, variável de indivíduo a indivíduo, não só com suas expansões, mas também de múltipla coloração.
O Duplo etérico forma-se com a encarnação do Espírito e não possui existência própria como o perispírito, desintegrando-se com a morte física como dissemos acima. É considerado o cerne da eletricidade biológica humana, por ter função de absorver energias vitais do ambiente distribuindo-as eqüitativamente, envolvendo órgãos e sistemas em eflúvios próprios, permitindo o diagnóstico precoce de males que futuramente venham a acometer o indivíduo.
Nos suicidas, o duplo ainda pleno de energias vitais, permanece ligado ao perispírito e ao cadáver fazendo com que o Espírito sinta uma espécie de repercussão daquilo que está a ocorrer na matéria, ou seja, a decomposição provocada pelos vermos na terra. Tudo indica que a carga de energia vital contida no duplo condiciona a maior ou menor longevidade do ser humano. Entende-se então, que os medianeiros curadores, em geral, e os aptos à produção de fenômenos ectoplásmicos particularmente ostensivos, já trazem, em seu duplo etérico, reserva maior de energia vital.
Compreendemos, também, como uma vida na carne pode, eventualmente, ser prolongada, como nos mostram inúmeros relatos, bem conhecidos, aliás, dos espíritas brasileiros. Em caso de prolongamento da vida física, por razões evidentemente especiais, avaliadas pelos Espíritos Superiores, surge o revigoramento fisiológico, graças a uma suplementação de recursos no duplo etérico da pessoa contemplada com tal benefício. Existe uma relação muito estreita do duplo etérico e o corpo físico, uma deficiência energética de um, repercute no outro com nítida queda de vitalidade. O fenômeno da insensibilização poderá ser lembrado aqui, pois, a insensibilidade resultaria de um bloqueio induzido fisicamente, parcial ou não, localizado ou não, na passagem da energia do duplo etérico para o corpo, com a possibilidade inclusive, de um afrouxamento dos próprios liames perispirituais, que, no caso de anestesia geral, poderia ate’favorecer o seu desprendimento.
Nos caso de materialização completa, um outro efeito se verifica nessa circunstância quando por qualquer agressão ao corpo materializado repercute imediatamente no corpo denso do médium doador de recursos ectoplásmicos, através do duplo, chegando a produzir ferimentos no corpo do medianeiro. Pois o fluxo do ectoplasma, do duplo etérico do médium doador ao psicossoma do Espírito em materialização, revestindo-o e possibilitando-lhe expressão física. Efeitos esses lembram os fenômenos de estigmatização, em que o duplo etérico do médium é influenciado por tais ações mentais que a fisiologia se altera, tecidos podem se romper, feridas aparecer e o sangue fluir para passado o momento de influenciação, restabelecer-se o estado de normalidade.
Basicamente todos os fenômenos de efeitos físicos, definidos e muitos bem definidos no compêndio kardequiano, por dependerem basicamente do ectoplasma, guardam relação com o duplo etérico.
No desdobramento, visando a uma diminuição na sua densidade com conseqüente aumento da velocidade e na mobilidade, o perispírito devolve ao físico, largas cotas de energia com as quais se encontra impregnado quando justaposto a este, tal qual um balão, que para alçar maior altitude desvencilha-se do lastro que o torna lento.Nos desdobramento em que se faz acompanhar do duplo etérico, ou eflúvios vitais, o perispírito não consegue um afastamento maior da organização terrestre, pois essa energia adensa um pouco mais o perispírito.
O Perispírito elaborado desde milhões de anos, nos laboratórios da natureza, o perispírito herdou o automatismo permanente que o mantém atuante, transmitindo ao Espírito as impressões dos sentidos e comunicando ao corpo as vontades deste. Graças a este automatismo perispiritual, o homem não precisa programar-se ou pensar para respirar, dormir, promover os efeitos digestivos, excretar, fazer circular o sangue e os hormônios e um sem número de funções que lhe passam desapercebidas.
O corpo físico obedece ao automatismo perispirítico até mesmo quando o perispírito se afasta. Aquele, formado célula a célula em invasão perispiritual, entranha-se neste, unindo-se molécula a molécula, resultando de tal intimidade completo intercambio, adaptação e aprendizagem perfeita, tal como se o físico recebesse como herança perispirítica os automatismos que lhe são peculiares.Por isso, nos desdobramentos, onde o complexo Espírito-perispírito se afasta do corpo ficando a ele ligado por um laço fluídico, suas funções permanecem, sem prejuízo da economia celular. O mesmo ocorre no coma, onde às vezes, por milhares de dias, Espírito e perispírito podem estar distantes, mas não desligados completamente com o físico animado à espera da volta de ambos.
Afirmamos ainda, que neste corpo se encontra a gênese patológica das mais variadas enfermidades, que são drenadas para o físico, graças ao favorecimento de uma sintonia com os microorganismos patogênicos, gerada por seu adensamento.
Alimentado pelo fluido vital o corpo permanece com suas funções celulares, mesmo com a saída do Espírito, qual motor que fica ligado sem o operador estar presente, embebecido pelo duplo etérico, que contem, ou melhor é formado por eflúvios vitais na compensação e manutenção do organismo físico.
Todos os corpos da natureza, irradiam de si mesmos uma energia, pois todos são em essência energia.
A nossa aura, quando equilibrada, saudável, brilhante, se constitui num escudo que poderá nos defender das irradiações inferiores, como pensamentos de inveja, ciúme, vingança, ódio, etc. que estão contidos no espaço que nos circunda, em forma de ondas mentais, já projetadas pelas irradiações de outros, prontas a alimentarem poderosamente o nosso campo energético, se sintonizarmos com elas.
É ainda André Luiz que nos diz, em Seu Livro Evolução em Dois Mundos, pág 129 - " A aura é, portanto a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa.Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamentos a pensamentos, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais".
Esclarece ainda, no mesmo livro - " É por essa couraça vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico".
Poderemos verificar acima que, refletimos o que sentimos e pensamos em nós mesmos e é essa aura que nos apresenta como verdadeiramente somos.
É um campo resultante de emanações de natureza eletromagnética, a envolver todo o ser humano, encarnado ou desencarnado. Reflete, não só sua realidade evolutiva, seu padrão psíquico, como sua situação emocional e o estado físico, espelha, pois, o ser integral: alma-perispírito- duplo etérico- corpo e no desencarnado: Espírito – perispírito.
A nossa desarmonia íntima provoca uma alteração sensível na aura, no ponto correspondente à situação do órgão ou região desarmonizada. Assim é que a aura poderá apresentar pontos frágeis e doentes que, com intervenção magnética poderão ser corrigidos. É também por essas descontinuidades de nossa aura desarmonizada que espíritos malfazejos podem alcançar o nosso perispírito e provocar, desarmonia que, como vimos vai gerar perturbações e esta a doença.
22/07/2009
Curso Básico Sobre Mediunidade - Influência Espiritual - Obssessão
1 - INFLUÊNCIAS OCULTAS OU OSTENSIVAS:
As relações dos Espíritos com os homens são constantes.Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.Os maus nos impelem para o mal:É-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles.
As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas.As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós à nossa revelia.Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações.
As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumento.
2 - INFLUÊNCIAS BENÉFICAS OU PERNICIOSAS:
Sejam ocultas ou ostensivas, as influências espirituais podem ser BENÉFICAS, quando nos induzem ao bem ou buscam nos auxiliar e, PERNICIOSAS, quando nos induzem ao mal ou buscam nos prejudicar.
As influências benéficas se dão por iniciativa dos espíritos amigos e simpáticos:Mentores espirituais do indivíduo; guias familiares:Espíritos responsáveis pelas coletividades; mentores dos Grupos Doutrinários, etc.
As influências perniciosas são oriundas dos Espíritos inferiores; Espíritos levianos; adversários espirituais; entidades que se comprazem com o mal, etc.Normalmente se manifestam sob a forma de obsessão.
Sejam ocultas ou ostensivas, as influências espirituais podem ser BENÉFICAS, quando nos induzem ao bem ou buscam nos auxiliar e, PERNICIOSAS, quando nos induzem ao mal ou buscam nos prejudicar.
As influências benéficas se dão por iniciativa dos espíritos amigos e simpáticos:Mentores espirituais do indivíduo; guias familiares:Espíritos responsáveis pelas coletividades; mentores dos Grupos Doutrinários, etc.
As influências perniciosas são oriundas dos Espíritos inferiores; Espíritos levianos; adversários espirituais; entidades que se comprazem com o mal, etc.Normalmente se manifestam sob a forma de obsessão.
3 - OBSESSÃO
“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procura, dominar.Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.” (Ref. 1 - item 237)
Obsessão simples:
“Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito malfazejo se impõem a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com os outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.
“A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, da qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.” (Ref. 1 - item 238)
Fascinação:
“A fascinação tem conseqüências muito mais graves.É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento de médium e que, e certa maneira, lhe paralisa, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.”
“Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.” (Ref.1, item 239)
Subjugação:
“A subjugação é uma contrição que paralisa a vontade daquele que sofre e o faz agir a seu mau grado.Numa palavra: O paciente fica sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corporal.No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ela julga sensatas:É uma como fascinação.No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.” (Ref. 1, item 240)
“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procura, dominar.Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.” (Ref. 1 - item 237)
Obsessão simples:
“Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito malfazejo se impõem a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com os outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.
“A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, da qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.” (Ref. 1 - item 238)
Fascinação:
“A fascinação tem conseqüências muito mais graves.É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento de médium e que, e certa maneira, lhe paralisa, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.”
“Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.” (Ref.1, item 239)
Subjugação:
“A subjugação é uma contrição que paralisa a vontade daquele que sofre e o faz agir a seu mau grado.Numa palavra: O paciente fica sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corporal.No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ela julga sensatas:É uma como fascinação.No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.” (Ref. 1, item 240)
4 - REFERÊNCIAS
1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB
2 - Kardec, Allan - “O Livro dos Espíritos” - 11ª Ed. - FEB - RJ
********************
Fonte:
Curso Básico Sobre Mediunidade - Sintonia Vibratória
SINTONIA VIBRATÓRIA...

LEGENDA
HIPÓTESE A:
Espírito encarnado por ocasião de uma prece.
HIPÓTESE B:
Comunicação mediúnica entre um espírito encarnado (1) e outro desencarnado (2) em condições de orientá-lo.O primeiro eleva o seu padrão vibratório e o segundo sacrifica-se para descer até ele.
HIPÓTESE C:
Outra comunicação mediúnica, desta feita entre um encarnado (1) e um desencarnado a ser beneficiado (3).Como se observa, o médium, sob a orientação de um espírito protetor (2) reduz o seu padrão vibratório até sintonizar-se com o espírito comunicante.
HIPÓTESE D:
Comunicação mediúnica irrealizável.Um médium despreparado sob múltiplos aspectos, não consegue sintonizar-se com um desencarnado, mesmo este tendo reduzido o seu padrão vibratório.
HIPÓTESE E:
Um encarnado (1), em um momento de invigilância, estabelece sintonia com espíritos encarnados (3) ou não (2), que apresentam más condições vibratórias. É o caso típico da maledicência. O espírito (1) quando voltar ao seu estado vibratório, possuirá fluidos correspondentes aos planos mais grosseiros (choque de retorno).
HIPÓTESE F:
Um encarnado (1), embora sujeito a um ambiente onde outros espíritos apresentam-se em condições vibratórias inferiores, mantém-se através da vigilância, em um estado satisfatório.
Curso Básico Sobre Mediunidade - Mediunidade e Prece
Mediunidade e Prece
1 - ASPECTO FORMAL
1.1 - PERANTE A ORAÇÃO
Proferir prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa forma, a ligação com os benfeitores da vida maior.
A prece enlaça os Espíritos.
***
Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena emotividade, na exaltação da própria fé.
Há diferença fundamental entre orar e declamar.
***
Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas reuniões doutrinárias.
A oração, acima de tudo, é sentimento.
***
Prevenir-se contra a afetação e exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece, adotando prece, adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de intenções especiosas.
Fervor d'alma, luz na prece.
***
Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e à distância, o necessário perdão de nossas faltas.
Os resultados da oração, quanto os resultados da amor, são ilimitados.
***
Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.
Que ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.
***
Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à convenção.
O sentimento é tudo.
***
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.”
Jesus. (Mateus, 26:41)
2 - ASPECTO CIENTÍFICO
I - CARÁTER DA PRECE
Não basta ter estabelecido as nossas relações com Deus.É necessário entrar em comunhão com Ele, isto é, é necessária a oração.Eis aqui uma outra cousa elementar, comumente não compreendida e que também é aqui uma outra coisa elementar, comumente não compreendida e que também é necessário compreender, para não só alcançar o conhecimento da vontade de Deus, mas também a adesão a ela e, com isto, a união mística da alma com Ele.Em geral não se sabe orar e assim se explica o escasso resultado que obtemos com nossas orações.
A lei de Deus, que tudo regula, inclusive a nossa vida, não é e não pode ser ilógico capricho, como freqüentemente cremos e como, tais somos nós, assim desejaríamos, para que pudéssemos submeter à nossa vontade.Nesta lei que guia e rege o universo, tudo é ordem, lógica, método, disciplina.O contrário está apenas em nós, que somos um grosseiro esboço de sua realização e, por conseguinte, nos encontramos muito longe de sua perfeição.A desordem não está na lei, nem em Deus, mas somente em nós e a dor que lhe é conseqüente, não é uma absurda condenação de um Deus malvado, que nos criou para atormentar-nos, mas é uma prova da Sua bondade, sabedoria e cuidado que nos dedica, visto que por intermédio dela, Ele nos conduz pelo único caminho que nos pode proporcionar felicidade, sabiamente corrigindo-nos e ensinando-nos na escola da vida.A dor que tanto nos azorraga não é uma violação da vida divina do universo, mas é justamente uma reintegração nela, ainda que seja às nossas expensas, o que é justo, porque fomos nós que livremente quisemos violá-la.
II - MECANISMO DA PRECE
REFLEXO CONDICIONADO E MEDIUNIDADE
Em toda parte, desde os amuletos das tribos mergulhadas em profunda ignorância até os cânticos sublimados dos santuários religiosos dos templos modernos, vemos o reflexo condicionado, facilitando a exteriorização de recursos da mente, para o intercâmbio com o plano espiritual.
Talismãs e altares, vestes e paramentos, símbolos e imagens, vasos e perfumes, não passam de petrechos destinados a incentivar a produção de ondas mentais, nesse ou naquele sentido, atraindo forças do mesmo tipo que as arremessadas pelo operador desta ou daquela cerimônia, mágica ou religiosa e pelas assembléias que os acompanham. Visando certos fins.
E compreendendo-se que os semelhantes se atraem, o bruxo que se vale da mandrágora para endereçar vibrações deprimentes a certa pessoa, a esta procura induzir à emissão de energias do mesmo naipe com que, à base de terror, assimila correntes mentais inferiores, prejudicando a si mesma, sempre que não possua a integridade da consciência tranqüila; o sacerdote de classe elevada, toda vez que aproveita os elementos de sua fé para consolar um espírito desesperado, está impelindo-o à produção de raios mentais enobrecidos, com os quais forma o clima adequado à recepção do auxílio da Esfera Superior; o médico que encoraja o paciente, usando autoridade e doçura, inclina-o a gerar, em favor de si mesmo, oscilações mentais restaurativas, pelas quais se relaciona com os poderes curativos estuantes em todos os escaninhos da natureza; o professo, estimulando o discípulo a dominar o aprendizado dessa ou daquela expressão, impulsiona-o a condicionar os elementos do próprio espírito, ajustando-lhe a onda mental para incorporar a carga de conhecimento de que necessita.
GRANDEZA DA ORAÇÃO
Observamos em todos os momentos da alma, seja no repouso ou na atividade, o reflexo condicionado (ou ação independente da vontade que se segue, imediatamente, a uma excitação externa) nas bases das operações da mente, objetivando esse ou aquele gênero de serviço.
Daí resulta o impositivo da vigilância sobre a nossa própria orientação, de vez que somente a conduta reta sustenta o reto pensamento e de posse do reto pensamento, a oração, qualquer que seja o nosso grau de cultura intelectual, é o mais elevado toque de indução para que nos coloquemos, para logo, em regime de comunhão com as Esferas Superiores.
De essência divina, a prece será sempre o reflexo positivamente sublime do Espírito, em qualquer posição, por obrigá-lo a despedir de si mesmo os elementos mais puros que possa dispor.
No reconhecimento ou não da petição, na diligência ou no êxtase, na alegria ou na dor, na tranqüilidade ou na aflição, ei-la exteriorizando a consciência que a formula, em efusões indescritíveis, sobre as quais as ondulações do Céu corrigem o magnetismo torturado da criatura, insulada no sofrimento educativo da Terra, recompondo-lhe as faculdades profundas.
A mente centralizada na oração pode ser comparada a uma flor estelar, aberta ante o infinito, absorvendo-lhe o orvalho nutriente de vida e luz
Aliada à higiene do espírito, a prece representa o comutador das correntes mentais, arrojando-as à sublimação.
3 - AÇÃO DA PRECE
Com o objetivo de melhor compreender a ação da prece, examinemos através do gráfico n.º 1, os fenômenos que ocorrem quer durante a realização de uma sessão espírita, querem nossas relações normais de todos os dias.
4 - REFERÊNCIAS:
1 - Luiz, André - “Conduta Espírita”- obra mediúnica recebida por Waldo Vieira - FEB - GB - 1961
2 - Ubaldi, Pietro - “Ascensões Humanas” - LAKE - S.Paulo - 2ª edição.
3 - Luiz, André - “Mecanismos da Mediunidade” - Obra mediúnica recebida por F.C.Xavier e Waldo Vieira - FEB - GB - 1960
4 - Pastorino, C.Torres - “Técnica da Mediunidade”- Ed.Sabedoria - GB - 1970.
5 - Armond, Edgard - “Mediunidade” - LAKE - S.Paulo, 1956.
Curso Básico Sobre Mediunidade - Animismo
Animismo
1 - CLASSIFICAÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS SEGUNDO AKSAKOF
Aksacof, no século passado, admitiu um tríplice determinismo para os fenômenos mediúnicos, perfeitamente válido à luz dos conhecimentos atuais.
Fenômenos explicáveis unicamente pelas funções clássicas da subconsciência e que, portanto, se situam nos domínios da psicologia - personismo (Aksacof), fenômenos subliminais (Myers), automatismo psicológico (Janet).
Fenômenos explicáveis pelo que hoje denominamos funções Psi ou, como diziam os metapsiquistas, “as faculdades supranormais da subconsciência”.
Aksacof reuniu-os sob a denominação de animismo, porque, na realidade, indicam que existe no homem um sistema não físico, uma alma.Infelizmente, a palavra tem várias acepções.Aplica-se à doutrina de Stahl que vê na alma o princípio da vida orgânica; significa a tendência a atribuir vida anímica a todas as coisas, inclusive objetos “inanimados” - como fazem as crianças e os povos primitivos - ou, ainda, a “crença segundo a qual a natureza é regida por almas, espíritos, ou vontades análogas à vontade humana” (Cuvillier - Pequeno vocabulário da língua filosófica”.)
O animismo, no sentido que lhe deu o sábio russo, é a terra própria da atual parapsicologia.
“Fenômenos de personismo e de animismo na aparência, porém reconhecem uma causa extra-mediúnica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência”.
Adsakof - “Animismo e Espiritismo”.) Allan Kardec criou a palavra espiritismo para designar os fenômenos desta natureza e suas implicações filosófico-religiosas.(Ref. 1)
2 - EXPLICAÇÃO NEUROFISILÓGICA
Grosseiramente, diríamos que o cérebro humano possui duas partes distintas no que se refere à sua atuação durante o fenômeno mediúnico.A primeira delas é o subcórtex representado pela substância branca existente no interior do cérebro, e a segunda é o córtex, representado pela substância cinzenta, que envolve aanterior formando uma membrana de alguns milímetros de espessura.No córtex existem por sua vez, duas partes bem configuradas, a anterior, conhecida como lobos frontais e uma outra que compreende todo córtex restante.São chamadas respectivamente córtex frontal e córtex extrafrontal.
Através do estudo de várias questões - ausência de diferenciação cortical nas crianças, psicocirurgias, evolução do cérebro dos animais, etc.- os cientistas chegaram à conclusão que o subcórtex e duas partes do córtex desempenham tarefas definidas e específicas no mecanismo da estruturação mental.
“Em síntese, eis, segundo Pavlov os aspectos básicos de nossa estrutura mental:
Atividade subcortical, representada pelos reflexos incondicionados, inatos(atividades fisiológicas, instintos, emoções).
Atividade cortical, que corresponde aos reflexos condicionados ou adquiridos e desenvolve-se em dois sistemas:
Primeiro sistema de sinalização: Comum aos animais e ao homem, responsável pelo pensamento figurativo, isto é, feito de imagens, concretas e particulares - os sinais da realidade.O primeiro sistema tem como substrato anatômico todo o córtex situado fora das áreas frontais e está em conexão direta com as vias aferentes que relacionam o cérebro com o mundo exterior.É a origem dos reflexos condicionados propriamente ditos.
Segundo sistema de sinalização: Característico da espécie humana e resultante do desenvolvimento da linguagem, conjunto de “sinais de sinais” que possibilitam o pensamento abstrato.Afirma Pavlov, citando seu predecessor Sctchenov, que “os pensamentos são reflexos cujas manifestações exteriores estão inibidas”. Os lobos frontais, onde se encontram os centros motores da palavra, são, principalmente, áreas de associação (áreas pré-frontais) e representam a base estrutural do segundo sistema. (ref. 1)
Em outras palavras, ainda de uma forma um tanto genérica, poderíamos admitir, sob o ponto de vista reencarnacionista, que ao subcórtex corresponde o arquivo de nossas existências pretéritas e ao córtex, em particular ao extrafrontal, corresponde o arquivo dapresente existência.O fato de as crianças serem descorticadas, parece vir a favor de tal hipótese, pois desta forma, o cérebro perispiritual teria plasmado durante a gestação, apenas o subcórtex, retratando nele somente a parte de seu acervo que se torna necessária ao espírito durante esta última existência.
3 - O MECANISMO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS:
Conjugando-se a classificação de Aksacof com a hipótese neurofisiológica aventada no item anterior teríamos:
Os fenômenos mediúnicos personímicos ocorrem quando são feitas consultas ao córtex, ou seja, ao arquivo da existência presente.Nesta ocasião são trazidos até à mesa mediúnicos fatos pertencentes à última encarnação do próprio médium.
Os fenômenos mediúnicos anímicos ocorrem quando a parte consultada é o subcórtex ou o que eqüivale a dizer, o arquivo das existências pretéritas.Os acontecimentos que desta feita são relembrados pertencem ainda ao Espírito do médium, apenas acontecerem em vidas anteriores.
Os fenômenos mediúnicos espíriticos ocorrem, só quando existe uma causa extramediúnica, ou seja, alheia ao médium.Nesta hipótese, haveria não só a consulta aos arquivos do próprio espírito do médium, mas também, a participação, direta ou não, de outros Espíritos.
Neste ponto vale lembrar que é básico dentro do Espiritismo, que o fenômenos espíritico não ocorre isoladamente.Há sempre uma maior ou menor interferência do próprio médium, o que eqüivale a dizer, ocorrem concomitantemente fenômenos mediúnicos personímicos e anímicos.As vantagens e os inconvenientes deste fato serão examinados mais adiante.
4 - CORRELACIONAMENTO ENTRE ESPIRITISMO E ANIMISMO
O fenômeno anímico na esfera de atividades espíritas significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas além-túmulo.
Essa interferência anímica inconsciente, por vezes, é tão sutil que o médium é incapaz de perceber quando o seu pensamento intervém ou quando é o Espírito comunicante que transmite suas idéias pelo contato perispiritual.Não podemos confundir o animismo com a “mistificação”, ou seja, a deliberação consciente de enganar, resultada da má intenção.
A criatura anímica, quando em transe pode também revelar o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições, suas manhas ou venturas, seus sonhos ou derrotas.Se esta manifestação anímica é assinalada por cenas dolorosas, fatos trágicos ou detestáveis, então trata-se de médium desajustado ou doente que necessita mais de amparo e orientação espiritual.
A criatura que supera a maioria dos médiuns, pois se é inteligente, de moral superior e sensível à vida espiritualangélica, não deixa de ser um médium intuitivo-natural, um feliz inspirado que pode absorver diretamente na Fonte Viva os mais altos conceitos filosóficos da vida imortal e as bases exatas da ascese espiritual.
Só o médium com propósitos condenáveis é que pode ter remorsos de sua interferência anímica, pois nesse caso tratar-se-ia realmente de uma burla à conta de mediunismo.Não é passível de censura aquele que impregna as mensagens dos Espíritos com forte dose de sua personalidade mas o faz sem poder dominar o fenômeno ou mesmo distingui-lo da realidade mediúnica.
Só há um caminho para qualquer médium lograr o melhor êxito no seu trabalho mediúnico:É o estudo incessante aliado à disciplina moral superior.Nenhum médium ignorante, fantasioso ou anímico transformar-se-á em um instrumento sensato, inteligente e arguto, se não o fizer pelo estudo ou próprio esforço de ascensão espiritual.
5 - REFERÊNCIAS:
1. Cervino, Jayme - “Além do inconsciente”- FEB - RJ - 1ª Ed.
2. Aksakof, Alexander - “Animismo e Espiritismo” - FEB - RJ
3. Maes, Hercílio - Mediunismo - Liv. Freitas Bastos - Cr. 1961.
4. Xavier, Francisco Cândido - “Mecanismos da Mediunidade”- FEB - RJ
5. Bozzano Ernesto - “Animismo ou Espiritismo” - FEB - RJ
6. Crooks, William - “Fatos Espíritas” - FEB - RJ
7. Aksakof, Alexander - “Um caso de Desmaterialização” - FEB - RJ
Curso Básico Sobre Mediunidade - Exercício Mediúnico


Exercício Mediúnico
1 - CONDIÇÕES FÍSICAS:
Idade - Saúde - Equilíbrio Psíquico
Sabemos que a faculdade mediúnica, em si, independe da condição física do médium.Assim, poderá manifestar-se, com imensa intensidade, tanto no homem, quanto na mulher, na criança quanto no adulto ou na pessoa de avançada idade.Do mesmo modo, o estado orgânico também não apresenta qualquer obstáculo para o fenômeno mediúnico, podendo este se manifestar (aliás é muito comum) na pessoa enferma física ou psiquicamente.
Essa espontaneidade não justifica, no entanto, que a criatura, em qualquer circunstância, venha indiscriminadamente entrega-se ao exercício mediúnico.Deve, ao contrário, prevalecer o bom senso que nos indicará o roteiro certo a seguir.
Uma criança, por exemplo, pelo simples fato de, espontaneamente ser um excelente sensitivo, não pode trabalhar mediunicamente, sem sérios riscos para si própria.O exercício destas funções pode causar sobreexcitação ao seu psiquismo e, independente disto, falta-lhe a experiência e amadurecimento imprescindíveis para um trabalho de tal envergadura.
Uma pessoa muito idosa, da mesma maneira, poderá sentir dificuldade para atender regularmente a esta sacrificial tarefa, pois sua própria constituição física oferece obstáculos, mormente, quando se trata da mediunidade psicofônica, no trato com irmãos desencarnados em desequilíbrio.
O enfermo, por outro lado, também deverá se abster da prática mediúnica, que pode lhe acarretar dispêndio de energias, prejudicial ao seu organismo.
Assim, pois, o médium amadurecido mental e psiquicamente, buscará se valer das suas possibilidades físicas e boa disposição orgânica, atendendo perseverantemente à nobre tarefa, consoante a recomendação evangélica:Caminhai enquanto tendes a luz do dia.
2 - PREPARAÇÃO CONSTANTE:
Alimentação - emoções - atitudes
“Nos problemas de intercâmbio com a Esfera superior, antes do progresso medianímico, há que considerar o aprimoramento da personalidade para melhor ajustar-se à obra de perfeição geral”
“Antes de nos mediunizarmos, amemos e eduquemo-nos.Somente assim recebemos das ordenações de mais alto o verdadeiro poder de ajudar.” (Ref. 4, pág. 137)
O serviço mediúnico não se restringe à freqüência do medianeiro às reuniões práticas do Espiritismo, antes, exigi-lhe um esforço constante de preparação interior, através do qual poderá se apresentar ao trabalho, na posição de instrumento fiel à Divina Vontade.Emoções equilibradas, atitudes dignas e elevadas, alimentação adequada, mormenteos dias das reuniões, são fatores imprescindíveis para manter o médium na condição de servidor útil à Espiritualidade Maior.
ALIMENTAÇÃO
A esse respeito, transcrevemos a seguinte página:
“A alimentação, durante as horas que precedem o serviço de intercâmbio espiritual, será leve.
Nada de empanturrar-se o companheiro com viandas desnecessárias.Estômago cheio, cérebro inábil.
A digestão laboriosa consome grande parcela de energia, impedindo a função mais clara e mais ampla do pensamento, que exige segurança e leveza para exprimir-se nas atividades da desobsessão.
Aconselháveis os pratos ligeiros e as quantidades mínimas, crendo-nos dispensados de qualquer anotação em torno da propriedade do álcool, acrescendo observar que os amigos ainda necessitados do uso do fumo e da carne, do café e dos temperos excitantes, estão convidados a lhes reduzirem o uso, durante o dia determinado para a reunião, quando não lhes seja possível a abstenção total, compreendendo-se que a posição ideal será sempre a do participante dos trabalhos que transpõe a porta do templo sem quaisquer problemas alusivo à digestão”. (Ref. 3, Cap. II)
EMOÇÕES E ATITUDES
A disciplina de nossas atitudes e emoções também deve merecer a melhor atenção, pois, que, durante toda a semana se nutre de emoções menos edificantes e entrega-se a atitudes não recomendáveis, não pode esperar que, no horário destinado ao intercâmbio mediúnico venha “milagrosamente” modificar seu tônus vibracional ou hálito mental, ao contrário, o ato de entregar-se à concentração, buscando alhear-se das interferências exteriores, faz com que, naturalmente, aflore na sua mente, os pensamentos e anseios que normalmente acalenta em seu íntimo.
Toda vigilância, portanto, é indispensável por parte do medianeiro, especialmente, nos dias destinados às reuniões.
“No dia marcado para as tarefas de desobsessão, os integrantes da equipe precisam, a rigor, cultivar atitude mental digna, desde cedo.Ao despertar pela manhã, o dirigente, os assessores da orientação, os médiuns incorporadores, os companheiros da sustentação ou mesmo aqueles que serão visitas ocasionais no grupo, devem elevar o nível do pensamento, seja orando ou acolhendo idéias de natureza superior.Intenções e palavras puras, atitudes e ações limpas.Evitar deliberadamente rusgas e discussões, sustentando paciência e serenidade, acima de quaisquer transtornos que sobrevenham durante o dia.Trata-se de preparação adequada a assunto grava:A assistência a desencarnados menos felizes, com a supervisão de instrutores da Vida Espiritual.
Imaginem-se os companheiros no lugar dos Espíritos necessitados de socorro e compreenderão a responsabilidade que assumem.Cada componente do conjunto é peça importante no mecanismo do serviço.Todo grupo é instrumentação.”
3 - PREDISPOSIÇÃO EVANGÉLICA:
Auto-educação
“Onde a luz definitiva para a vitória do apostolado mediúnico ?
- Essa claridade divina está no Evangelho de Jesus, com o qual o missionário deve estar plenamente identificado para a realização sagrada da sua tarefa.O médium sem Evangelho pode fornecer as mais elevadas informações ao quadro das filosofias e ciências fragmentárias da Terra; pode ser um profissional de renome, um agente de experiências do invisível, mas não poderá ser um apóstolo pelo coração.Só a aplicação com o Divino Mestre prepara no íntimo do trabalhador a fibra da iluminação para o amor, e da resistência contra as energias destruidoras, porque o médium evangelizado sabe cultivar a humildade no amor ao trabalho de cada dia, na tolerância esclarecida, no esforço educativo de si mesmo, na dignificação da vida, sabendo, igualmente, levantar-se para a defesa da sua tarefa de amor, defendendo a verdade sem transigir com os princípios no momento oportuno.
O apostolado mediúnico, portanto, não se constitui tão somente da movimentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas, porque exige o trabalho e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus Cristo.”
4 - SEGURANÇA COM NOÇÃO DE RESPONSABILIDADE:
Local para o exercício mediúnico - prudência - simplicidade
No atendimento da tarefa mediúnica, guardemos segurança íntima, com noção de responsabilidade; nada de receios, quando nos predispomos ao trabalho com o Senhor, visando o reerguimento espiritual nosso e o auxílio aos que se aproximam de nós.
Estejamos certos de que não podemos nos afastar do caminho que nos foi destinado, sem sérios prejuízos para nós próprios.Todos temos compromissos do passado e precisamos aproveitar ao máximo as oportunidades que o Senhor nos concede, atendendo de boa vontade ao trabalho que nos é peculiar.
O estudo metódico torna-nos mais conscientes de nossas próprias necessidades, colocando-nos em melhores condições para o trabalho.
Busquemos, ainda, no esforço constante, o arejamento mental e a vivência dos ensinamentos cristãos, exemplificando o Evangelho e teremos a ajuda indispensável para que o nosso empreendimento na Divina Seara alcance o êxito desejado.
Local para o trabalho - prudência - Simplicidade
“Médiuns que trabalham isoladamente.”
Assim o fazem, geralmente, porque se atribuem com mediunidade educada.
Que é “Mediunidade Educada” ?
Incorporar nos momentos adequados.
Conservar posições corretas.
Controlar expressões verbais.
Conter impulsos para gritar, derrubar móveis e objetos, etc.
Motivos que levam o médium ao trabalho isolado:
Impulso, bem intencionado, para o bem.
Desejo de angariar simpatias.
Alegação que não encontra ambiente propício.
Superestimação da própria faculdade.
Há médiuns que:
Consideram o poder de sua faculdade acima do ambiente e das circunstâncias.
Estão sujeitos a sérios perigos:
Médiuns que confiam cegamente em si mesmo, excluindo ou desprezando:
O estudo evangélico-doutrinário;
o bom senso;
a lógica;
os conselhos dos companheiros.
Um Espírito cruel e violento pode:
Subjugar o médium e provocar tumulto e confusão.
Fatores que, em tese:
Podem levar Espíritos inferiorizados a se apossarem do médium:
Estado psíquico do médium;
Condições do ambiente;
Desarmonia vibracional dos dois campos, o espiritual e o material, ou humano.
No templo espírita:
Há avançados recursos de amparo Espiritual, tais como:
Proteção dos amigos espirituais;
Colaboração dos companheiros responsáveis pela tarefa, no plano físico;
Harmonia vibratória.
Resumo:
Quando o médium for chamado a socorrer alguém, fora do Centro Espírita, em caráter de excepcionalidade, deve fazê-lo assistido por companheiros de confiança.” (Ref. 5)
5 - REFERÊNCIAS
1 - kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB
2 - Emmanuel - “O Consolador” - 2ª Ed. - FEB - GB
3 - Luiz, André - “Desobsessão” - 1ª Ed. - FEB - GB
4 - Emmanuel - “Roteiro” - 2ª Ed. - FEB - GB
5 - Peralva, José Martins -Trabalho apresentado e aprovado no simpósio sobre mediunidade, realizada pela Liga Espírita da Guanabara de 12 a 19 de abril de 1970.
























