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24/08/2013
08/06/2013
Palestra Espírita - Fluidoterapia Espírita - Videoaula 01 - Passes e águ...
A equipe do Projeto Espiritizar produziu uma interessante série de videoaulas com um curso sobre "Fluidoterapia Espírita", explanado pelo orador espírita Alírio de Cerqueira Filho, por isso estamos compartilhando com nossos amigos e esperamos que os vídeos sejam proveitosos para sua reflexão acerca de magnetismo, da prática do passe, da mediunidade de cura e demais temas afins.
Acompanhe a videoaula 1 - Passes e água fluidificada:
COMÉDIA: "O LIVRO DOS MÉDIUNS"
Parabenizamos esse trabalho divertido e bem trabalhado
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27/07/2009
Allan Kardec - Um Homem Destinado a Uma Missão

O professor Hippolyte Léon Denizard Rivail — Allan Kardec — interessou-se pelos fenómenos espíritas no ano de 1855, quando o sr. Carlotti, seu amigo há 25 anos, lhe falou, pela primeira vez, da intervenção dos espíritos, e conseguiu aumentar as suas dúvidas sobre tais fenómenos.
Inicialmente, o professor Rivail esteve a ponto de abandonar as investigações, porquanto não era positivamente um entusiasta das manifestações espíritas... quase deixou de frequentar as sessões, não o fazendo em atenção aos pedidos do sr. Carlotti, e de um grupo de intelectuais que, confiando na sua inteligência, competência e honestidade, delegaram-lhe a ingente tarefa de compilar, separar, comparar, condensar e coordenar as comunicações que os espíritos lhes ditaram. Assinala Kardec que foram as meninas Baudin (Julie e Caroline – 14 e 16 anos de idade) as médiuns que mais concorreram para esse trabalho, sendo quase todo o livro escrito por intermédio delas e na presença de selecta e numerosa assistência. Foi, então, a casa da sonâmbula srª.
Roger, em companhia do sr. Fortier, seu hipnotizador, e ali encontrou o sr. Pâtier e a srª. Plainemaison, que lhe falaram dos mesmos fenómenos referidos por Carlotti, mas em tom mais ponderado. O sr. Pâtier, funcionário público de meia-idade, muito instruído, de carácter sério, frio e calmo; de falar ajuizado, isento de qualquer arroubo, causou-lhe excelente impressão e, quando o convidou a assistir às experiências que se realizavam em casa da srª. Plainemaison, na Rua Grange-Batelière, n.º 18, em Paris, aceitou com sofreguidão. O encontro fora marcado para uma terça-feira de Maio de 1855, às oito horas da noite. Já anteriormente, em 1854, o prof. Rivail ouviu “falar, pela primeira vez, das mesas girantes, pela boca do sr. Fortier, magnetizador, com o qual entrara em relações para os seus estudos sobre magnetismo”. O sr. Fortier um dia falou-lhe: “Eis uma coisa mais do que extraordinária — não somente magnetizam uma mesa, fazendo-a girar, mas também a fazem falar; perguntam coisas e a mesa responde”. Allan Kardec replica: “Isto é outra questão: acreditarei quando puder ver com os meus próprios olhos e quando me provarem que a mesa tem um cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula: por enquanto, seja-me permitido dizer que tudo isso me parece um conto para fazer dormir em pé”. Em “Obras Póstumas”, Kardec comenta: “Era lógico este raciocínio: eu concebia o movimento por efeito de uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenómeno, afigurava-se-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente material.
Achava-me na posição dos incrédulos actuais, que negam porque apenas vêem um facto que não compreendem”. Foi na casa da sr.ª Plainemaison, naquela terça-feira de Maio de 1855 já citada, que Hippolyte Léon Denizard Rivail assistiu pela primeira vez aos fenómenos das mesas que “giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. (... Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenómenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo (...) Os médiuns eram as meninas Baudin (Julie e Caroline). (...) Aí, tive o ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha”. São declarações do codificador. (3).
E continua ele, em “Obras Póstumas”: “Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenómenos, a chave do problema, tão obscuro e controvertido, do passado e do futuro da humanidade. A solução que eu procurava em toda a minha vida. (...) fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspecção, e não levianamente; ser positivista, e não idealista, para não me deixar iludir”. Antes de dedicar-se ao estudo dos fenómenos espiritas, quem era Allan Kardec? Ele “nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de Outubro de 1804, recebendo o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail”. “Os estudos de Kardec foram iniciados em Lyon, tendo-os completado em Yverdun, na Suíça, sob a direcção do célebre e inesquecível professor Pestalozzi”. (...) Teve uma sólida instrução, servida por uma robusta inteligência. Ele conhecia alemão, inglês, italiano, espanhol, holandês, sem falar na língua materna, e tinha grande cultura científica”. O seu trabalho pedagógico é rico e extenso. Produziu, na França, uma dezena de obras sobre educação, no período de 1828 a 1849. Os seus livros foram adoptados pela Universidade de França. Traduzia para a língua alemã, que conhecia profundamente, diferentes obras de educação e moral e, dentre elas, “Telémaco”, de Fénelon. Foi bacharel em Ciências e Letras.
Membro de sociedades sábias da França, entre outras, da Real Academia de Ciências Naturais. Emérito educador, criou em Paris o Instituto Técnico, estabelecimento de ensino com base no método de Pestalozzi; foi professor no Liceu Polimático. Fundou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, anatomia comparada e astronomia, etc. Criou um método original, por processos mnemónicos, que levava o estudante a aprender e compreender as lições com facilidade e rapidez. No ano de 1832 casou-se com Amélie Gabrielle Boudet, professora com diploma de I classe. A sua doce Gabi, como ele carinhosamente a chamava, ajudou-o intensamente, tanto nas suas actividades pedagógicas quanto no seu fecundo labor pela causa espírita.
Como homem, foi um homem de bem; caracter adamantino, as qualidades morais marcavam a sua personalidade; na vida, a coragem nunca lhe faltou; nunca desanimava; a calma foi um destaque de seu carácter; de temperamento jovial, de inteligência brilhante, marcada pela lógica e pelo bom senso; não fugia à discussão, quando a finalidade era esclarecer os assuntos. “Allan Kardec foi o escolhido para tão elevada missão, como a de codificador, justamente pela nobreza de seus sentimentos e pela elevação do seu carácter, tudo aliado a uma sólida inteligência”. “Ele sujeitava os seus sentimentos, os seus pensamentos, à reflexão. Tudo era submetido ao poder da lógica. (...)
Nada passava sem o rigor do método, sem o crivo do raciocínio. Filósofo, benfeitor, idealista, dado às ideias sociais, possuía, ainda, um coração digno do seu carácter e do seu valor intelectual”. «Conduzi-me, com os espíritos, como houvera feito com os homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar, e não reveladores predestinados. Tais as disposições com que empreendi meus estudos, e nelas prossegui sempre.
Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui.» A partir do instante em que se dedicou ao estudo dos fenómenos de intervenção dos espíritos, no ano de 1855, na casa da srª. Plainemaison, até ao ano de 1869, quando desencarnou vitimado pelo rompimento de um aneurisma, num dia 31 de Março, trabalhou intensa e incansavelmente, tendo produzido o maior acervo da doutrina espírita.
Roger, em companhia do sr. Fortier, seu hipnotizador, e ali encontrou o sr. Pâtier e a srª. Plainemaison, que lhe falaram dos mesmos fenómenos referidos por Carlotti, mas em tom mais ponderado. O sr. Pâtier, funcionário público de meia-idade, muito instruído, de carácter sério, frio e calmo; de falar ajuizado, isento de qualquer arroubo, causou-lhe excelente impressão e, quando o convidou a assistir às experiências que se realizavam em casa da srª. Plainemaison, na Rua Grange-Batelière, n.º 18, em Paris, aceitou com sofreguidão. O encontro fora marcado para uma terça-feira de Maio de 1855, às oito horas da noite. Já anteriormente, em 1854, o prof. Rivail ouviu “falar, pela primeira vez, das mesas girantes, pela boca do sr. Fortier, magnetizador, com o qual entrara em relações para os seus estudos sobre magnetismo”. O sr. Fortier um dia falou-lhe: “Eis uma coisa mais do que extraordinária — não somente magnetizam uma mesa, fazendo-a girar, mas também a fazem falar; perguntam coisas e a mesa responde”. Allan Kardec replica: “Isto é outra questão: acreditarei quando puder ver com os meus próprios olhos e quando me provarem que a mesa tem um cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula: por enquanto, seja-me permitido dizer que tudo isso me parece um conto para fazer dormir em pé”. Em “Obras Póstumas”, Kardec comenta: “Era lógico este raciocínio: eu concebia o movimento por efeito de uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenómeno, afigurava-se-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente material.
Achava-me na posição dos incrédulos actuais, que negam porque apenas vêem um facto que não compreendem”. Foi na casa da sr.ª Plainemaison, naquela terça-feira de Maio de 1855 já citada, que Hippolyte Léon Denizard Rivail assistiu pela primeira vez aos fenómenos das mesas que “giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. (... Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenómenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo (...) Os médiuns eram as meninas Baudin (Julie e Caroline). (...) Aí, tive o ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até a perguntas mentais, que acusavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha”. São declarações do codificador. (3).
E continua ele, em “Obras Póstumas”: “Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia empreender; percebi, naqueles fenómenos, a chave do problema, tão obscuro e controvertido, do passado e do futuro da humanidade. A solução que eu procurava em toda a minha vida. (...) fazia-se mister, portanto, andar com a maior circunspecção, e não levianamente; ser positivista, e não idealista, para não me deixar iludir”. Antes de dedicar-se ao estudo dos fenómenos espiritas, quem era Allan Kardec? Ele “nasceu na cidade de Lyon, na França, a 3 de Outubro de 1804, recebendo o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail”. “Os estudos de Kardec foram iniciados em Lyon, tendo-os completado em Yverdun, na Suíça, sob a direcção do célebre e inesquecível professor Pestalozzi”. (...) Teve uma sólida instrução, servida por uma robusta inteligência. Ele conhecia alemão, inglês, italiano, espanhol, holandês, sem falar na língua materna, e tinha grande cultura científica”. O seu trabalho pedagógico é rico e extenso. Produziu, na França, uma dezena de obras sobre educação, no período de 1828 a 1849. Os seus livros foram adoptados pela Universidade de França. Traduzia para a língua alemã, que conhecia profundamente, diferentes obras de educação e moral e, dentre elas, “Telémaco”, de Fénelon. Foi bacharel em Ciências e Letras.
Membro de sociedades sábias da França, entre outras, da Real Academia de Ciências Naturais. Emérito educador, criou em Paris o Instituto Técnico, estabelecimento de ensino com base no método de Pestalozzi; foi professor no Liceu Polimático. Fundou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, anatomia comparada e astronomia, etc. Criou um método original, por processos mnemónicos, que levava o estudante a aprender e compreender as lições com facilidade e rapidez. No ano de 1832 casou-se com Amélie Gabrielle Boudet, professora com diploma de I classe. A sua doce Gabi, como ele carinhosamente a chamava, ajudou-o intensamente, tanto nas suas actividades pedagógicas quanto no seu fecundo labor pela causa espírita.
Como homem, foi um homem de bem; caracter adamantino, as qualidades morais marcavam a sua personalidade; na vida, a coragem nunca lhe faltou; nunca desanimava; a calma foi um destaque de seu carácter; de temperamento jovial, de inteligência brilhante, marcada pela lógica e pelo bom senso; não fugia à discussão, quando a finalidade era esclarecer os assuntos. “Allan Kardec foi o escolhido para tão elevada missão, como a de codificador, justamente pela nobreza de seus sentimentos e pela elevação do seu carácter, tudo aliado a uma sólida inteligência”. “Ele sujeitava os seus sentimentos, os seus pensamentos, à reflexão. Tudo era submetido ao poder da lógica. (...)
Nada passava sem o rigor do método, sem o crivo do raciocínio. Filósofo, benfeitor, idealista, dado às ideias sociais, possuía, ainda, um coração digno do seu carácter e do seu valor intelectual”. «Conduzi-me, com os espíritos, como houvera feito com os homens. Para mim, eles foram, do menor ao maior, meios de me informar, e não reveladores predestinados. Tais as disposições com que empreendi meus estudos, e nelas prossegui sempre.
Observar, comparar e julgar, essa a regra que constantemente segui.» A partir do instante em que se dedicou ao estudo dos fenómenos de intervenção dos espíritos, no ano de 1855, na casa da srª. Plainemaison, até ao ano de 1869, quando desencarnou vitimado pelo rompimento de um aneurisma, num dia 31 de Março, trabalhou intensa e incansavelmente, tendo produzido o maior acervo da doutrina espírita.
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As Mesas Girantes...

AS MESAS GIRANTES
Uma série progressiva de fenómenos ajudava ao surgimento da doutrina espírita.
“O primeiro fato observado foi o da movimentação de objetos diversos. Designaram-no, vulgarmente, pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas”.
Tal fenómeno parece ter sido notado primeiramente na América do Norte, de forma intensa, e propagou-se pelos países da Europa, como a França, a Inglaterra, a Alemanha, a Holanda e até a Turquia, nos meados do século XIX, tendo como marco, especialmente, o ano de 1848, com os fenómenos de Hydesville já estudados, envolvendo a família Fox. Todavia, a história regista que ele remonta à mais alta Antiguidade, tendo-se produzido de formas estranhas, como ruídos insólitos, pancadas sem nenhuma causa ostensiva. “A princípio quase só encontrou incrédulos, porém, ao cabo de pouco tempo, a multiplicidade de experiências não mais permitiu que pusessem em dúvida a realidade”.
O fenómeno das pancadas, ou batidas, foi chamado “raps” ou “echoes”; o das mesas girantes, ou moventes, de “table-moving”, para os ingleses, “table-volante” ou “table-tournante”, para os franceses. No início, nos Estados Unidos da América, os espíritos só se comunicavam pelo processo trabalhoso, e de grande morosidade, de alguém dizer em voz alta o alfabeto e o espírito era convidado a indicar por “raps” ou “echoes”, no momento em que fossem pronunciadas as letras que, reunidas, deviam compor as palavras que queria dizer. Era a telegrafia espiritual. “Os próprios espíritos indicaram, em fins de 1850, uma nova maneira de comunicação: bastava, simplesmente, que se colocassem ao redor de uma mesa, em cima da qual se poria as mãos.
Levantando um dos pés, a mesa daria (enquanto se recitava o alfabeto) uma pancada toda a vez que fosse proferida a letra que servia ao espírito para formar as palavras. Esse processo, ainda que muito lento, produziu resultados excelentes, e assim se chegou às mesas girantes e falantes”. “ Há que notar que a mesa não se limitava a levantar-se sobre um pé para responder às perguntas que se faziam; movia-se em todos os sentidos, girava sob os dedos dos experimentadores, às vezes elevava-se no ar, sem que se descobrissem as forças que a tinham suspenso”. O fenómeno das mesas girantes propagou-se rapidamente, e durante muito tempo entreteve a curiosidade dos salões. Depois, aborreceram-se dele, pois a gente frívola, que apenas imita a moda, o considerou como simples distracção. As pessoas criteriosas e observadoras, todavia, abandonaram as mesas girantes por terem “ visto nascer delas algo sério, destinado a prevalecer”, e “passaram a ocupar-se com as consequências a que o fenómeno dava lugar, bem mais importantes nos seus resultados.
Deixaram o alfabeto pela ciência, tal o segredo desse aparente abandono” (...) “As mesas girantes representarão sempre o ponto de partida da doutrina espírita” e merecem, por isso, alguma explicação, para que, conhecendo-se as causas, facilitada será a chave para a decifração dos efeitos mais complexos. Para que o fenómeno se realize há necessidade da intervenção de uma ou mais pessoas dotadas de especial aptidão, designadas pelo nome de médiuns. (...) Muitas vezes um poderoso médium produzirá sozinho mais do que vinte outros juntos. Basta colocar as mãos na mesa para que, no mesmo instante, ela se mova, erga , revire, dê saltos ou gire com violência.
A princípio, supôs-se que os efeitos poderiam explicar-se pela acção de uma corrente magnética, ou eléctrica, ou ainda pela de um fluído qualquer. (...) Outros factos, entretanto, demonstraram ser esta explicação insuficiente. Estes factos são as provas de inteligência que eles deram. Ora, como todo o efeito inteligente há-de, por força, derivar de uma causa inteligente, ficou evidenciado que, mesmo admitindo-se, em tais casos, a intervenção da electricidade, ou de qualquer outro fluido, outra causa a essa se achava associada. Qual era? Qual a inteligência”?
As observações e as pesquisas espíritas realizadas por Allan Kardec, e outros sábios, demonstraram que a causa inteligente era determinada pelos espíritos, que podiam agir sobre a matéria, utilizando o fluido fornecido pelos médiuns, isto é, meios ou intermediários entre os espíritos e os homens, gerando, assim, as manifestações físicas e as manifestações inteligentes. Aperfeiçoaram-se os processos.
As comunicações dos espíritos não se detiveram nas manifestações das mesas girantes. Evoluíram para as cestas e pranchetas, nas quais se adaptavam lápis, e as comunicações passaram a ser escritas – era a psicografia indirecta. Posteriormente, eliminaram-se os instrumentos e apêndices: o médium, tomando directamente o lápis, passou a escrever por um impulso involuntário e quase febril – era a psicografia direta.
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12/12/2008
Evolução


O conceito de evolução é parte fundamental do pensamento contemporâneo. Diante de sua relativa simplicidade e importância, parece impossível que há muito tempo não fosse uma idéia corrente. No entanto, evolução é um fato muito recente em todo o pensamento científico, filosófico e religioso.
A antiga tradição ocidental não considerava a evolução. Tanto a tradição grega como a judaico-cristã não avaliavam a natureza, o ser humano e a vida sob a perspectiva de modificação ao longo do tempo.
O conceito de Evolução também não foi considerado na Idade Média. A religião, em particular, atribuía ao ser humano uma criação especial, um ato da vontade de Deus e símbolo de seu poder e sabedoria. Criado à imagem de Deus, o homem não poderia se modificar ou ser comparado aos animais. A natureza teria sido criada para servir aos homens. Predominava a idéia de um tempo anterior de grandes realizações, uma idade de ouro, e, a seguir, a decadência. A crença na expulsão do paraíso reforçava essa noção. O passado teria sido melhor.
Mesmo durante o Renascimento (séculos XV e XVI), considerava-se que, apesar da criatividade e inventividade reinantes, os antigos continuavam sendo uma referência, que estava sendo retomada, mas não superada.
Aos poucos, porém, a perspectiva de que os antigos poderiam ser superados e o mundo aperfeiçoado foi ganhando destaque com a Revolução Científica do século XVII e com o Iluminismo do século XVIII.
Somente a partir do final século XVIII e principalmente durante o século XIX o conceito de evolução foi difundido, provocando um impacto sem precedentes em todo o sistema de pensamento ocidental. Praticamente, não houve área do conhecimento que tenha deixado de sofrer influência desse conceito, e o Espiritismo não foi exceção. Codificada na época em que os trabalhos de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace estavam recebendo grande divulgação, a Doutrina Espírita utilizou-se da evolução como um conceito chave para a compreensão da moral, da ética, do polissistema material e espiritual, da posição do ser inteligente diante da vida. Vale a pena ressaltar que Wallace, além de co-autor da teoria da evolução através da seleção natural, foi um grande estudioso do Espiritismo.
Evolução, portanto, é fundamental no conjunto de conceitos que compõe o Espiritismo. Sem essa idéia, o entendimento da Doutrina se torna prejudicado e grande parte de seu valor como ferramenta para o crescimento pessoal e social se perde. Quando se avalia o que os espíritas entendem por evolução, percebe-se uma grande quantidade de interpretações que são inadequadas e, muitas vezes, contradizem o próprio conjunto doutrinário.
Para muitas pessoas, evolução significa simplesmente progresso, modificação para melhor, de técnicas, de equipamentos, entre inúmeras outras coisas, numa perspectiva que valoriza mais os bens materiais. Uma crença ingênua que não considera obstáculos e dificuldades surgidos com a explosão tecnológica e as questões éticas.
Algumas vezes, evolução é considerada o caminho do comportamento adequado, com objetivo definido, geralmente revelado aos homens e para o qual todos devem convergir. Evoluir seria encontrar o caminho correto, o caminho único, a trilha. Evolução, considerada dessa maneira, é designada como unicista e linear.
A evolução também pode ser considerada como uma necessidade, um impulso interno em cada pessoa, ocorrendo de forma paulatina, indefectível e continuamente, quando, então, é conhecida como necessitarista e continuísta. Ou se pode considerar que evolução só ocorre quando seguidas as normas de comportamento ideal, determinadas externamente à pessoa e ao grupo. Ou ainda, considerar que evolução significa melhora em direção à perfeição representada pela natureza ou pela divindade.
Essas várias maneiras de abordar a evolução estão em contradição com o conceito de Livre-Arbítrio e, portanto, não podem ser consideradas como o entendimento adequado de evolução para o Espiritismo.
Para o Espiritismo, evolução e progresso não significam, necessariamente, a mesma coisa. Evolução não é simplista, não se limita aos aspectos materiais, mas envolve múltiplos aspectos, em um quadro de imensa complexidade.
Para a Doutrina, a evolução é pluralista, pois é considerada um processo aberto, com infinitas trajetórias possíveis. Não é linear, não há um caminho certo, mas tantos caminhos quanto o número de consciências que existem no Universo.
A evolução não é apenas individual, mas do grupo de pessoas, encarnadas e desencarnadas, ao qual se está ligado. Evoluir implica em mudar a mentalidade e a massa crítica do grupo social.
Evolução não se acaba, não se encerra, não há um fim, não há um lugar a ser alcançado, pré-determinado, aonde todos, necessariamente, terão que chegar. A evolução não é considerada continuísta nem necessitarista, pois o processo não depende de uma força propulsora interna independente. Depende, principalmente, da vontade e ocorre em diferentes intensidades, na dependência do empenho que cada pessoa apresenta no sentido de sua ocorrência. O espírito conhece mais (evoluiu mais) na medida em que assume atitudes que lhe propiciam mais experiências ou na medida em que se utiliza mais intensamente das situações que enfrenta.
Evolução, para a Doutrina Espírita, significa modificação de comportamento pelo acúmulo, associação e operação de experiências, conhecimentos, na medida em que os limites pessoais são ultrapassados, as potencialidades são desenvolvidas e ampliadas e as capacidades ou habilidades são colocadas a serviço das pessoas com as quais se convive.
Evolução é o objetivo da vida, significa ampliação da consciência de si mesmo, da consciência de sua ligação com todos os seres do Universo, da consciência do papel e da função que desempenha na estruturação inteligente do Cosmo e da consciência do significado de Deus.
Fonte: SBEE - Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas
05/02/2008
A Providência divina não nos desampara, confiemos...


Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado. Fazia frio.Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos.
A pressão aumentava...Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa.Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail – a doce Gaby - , a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada.O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu:“Sr. Allan Kardec:Respeitoso Abraço.Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humaniade, pois tenho fortes razões para isso.Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital.Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal.
Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia.Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo.
Sem confiança em Deus, sentido as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade...A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano.Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa.Minhas forças fugiam.Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava.Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.Olhei em torno, contemplando a corrente...
Namorara diversas vezes o Sena e acabei planeando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava.Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie.Olhei em torno, contemplando a corrente...E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés.
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent.”Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espíritos” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.”Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referia, mas também outra, em letra firme:“Salvou-me também. Deus abençoes as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro... Conchegando o livro no peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovações e consolo.Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...Levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima!
Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera.Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso:“Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. – A. Laurent.”Estupefato, li a obra – “O Livro dos Espíritos” – ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.”Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.
O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referia, mas também outra, em letra firme:“Salvou-me também. Deus abençoes as almas que cooperaram em sua publicação. – Joseph Perrier.”Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro... Conchegando o livro no peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança.
Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas...Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovações e consolo.Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos...Levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima!
Do livro- O Espírito da Verdade




