13/07/2011

Música de Roberto Carlos - Homenagem Chico Xavier V SIMESPE

07/07/2011

Chico Xavier e a Ascensão Planetária


 Ascensão Planetária


Chico Xavier e a Ascensão Planetária - Entrevista ao Jornal Folha Espírita em 1.986

Amigos, como esse texto é de uma importância muito grande, não pude deixar de postá-lo aqui, nesse cantinho, para nosso esclarecimento e consequentemente nossa reflexão...essas mensagens vem até nós encarnados a todos os momentos, uma espécie de aviso nos mostrando a importância da nossa reforma íntima, o nosso burilamento espiritual, não esquecendo jamis que esta é uma encarnação muito importante a qual vivemos neste momento neste orbe, portanto temos mais é que agradecer ao nosso Pai Maior a oportunidade de estarmos aqui neste Planeta de Amor, para nosso aprendizado e crescimento espiritual...que olhem quem tem olhos para ver...abraços a todos com muita energia de Amor e Carinho!!!



Companheiros de Ideal!


O prestigiado jornal Folha Espírita de maio/11 traz uma revelação feita em 1986, pelo médium Francisco Cândido Xavier a Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo (MG) e da Vinha de Luz Editora, de Belo Horizonte/MG, sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes nos próximos anos. Marlene Nobre pelo FE, entrevista Lemos Neto, que disse carregar este fardo há muito tempo (25 anos), cumprindo agora o dever de revelá-lo em sua completude. Diz que, em 1986, quando dessa conversa com o Chico, sentiu que sua mente estava recebendo um tratamento mnemônico diferente para que não viesse a esquecer aquelas palavras proféticas, e que seria chamado a testemunhá-las no momento oportuno, que chegou.


Conhecendo a seriedade dos confrades Marlene Nobre e Geraldo Lemos Neto, sendo que o profeta em questão é nada menos que Chico Xavier, e tendo em vista o teor das considerações a respeito, reputo da mais alta importância a divulgação dessa revelação apocalíptica. É a razão pela qual estou encaminhando esse e-mail a tantos companheiros.


Copiei as partes principais da longa entrevista, mantendo o texto fiel ao que consta do jornal em sua maior parte, sem me ater em pormenores de forma para não estender demais essas palavras. Os grifos no texto são meus. A íntegra pode ser lida no exemplar nº 439, ano XXXV, de maio de 2011 do jornal Folha Espírita.


Entendo ser um momento de muita reflexão de todo o movimento espírita e, acima de tudo, de muita prece, com muito otimismo, positivismo e serenidade, enfatizando-se a necessidade de um maior esforço individual e coletivo de renovação. Os jornais espíritas em geral deveriam encartar em seu corpo o referido exemplar do FE, ou pedir autorização para transcrever a matéria em questão, visando dar a mais ampla divulgação.

Fraternalmente.
Paulo Marinho – CEAE-Genebra







(...) Assim, tive a felicidade de conviver na intimidade com Chico Xavier, dialogando com ele vezes sem conta, madrugada a dentro, sobre variados assuntos de nossos interesses comuns, notadamente sobre esclarecimentos palpitantes acerca da Doutrina dos Espíritos e do Evangelho de Jesus.


Um desses temas foi em relação ao Apocalipse, do Novo Testamento. (...) Desde então, Chico tinha sempre uma ou outra palavra esclarecedora sobre o assunto. Numa dessas conversas, lembrando o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, pelo espírito Humberto de Campos, Lemos Neto externou ao Chico sua dúvida quanto ao título do livro, uma vez que ainda naquela ocasião, em meados da década de 80, o Brasil vivia às voltas com a hiperinflação, a miséria, a fome, as grandes disparidades sociais, o descontrole político e econômico, sem falar nos escândalos de corrupção e no atraso cultural.


Lembro-me, como hoje, a expressão surpresa do Chico me respondendo: “Ora, Geraldinho, você está querendo privilégios para a Pátria do Evangelho, quando o fundador do Evangelho, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, viveu na pobreza, cercado de doentes e necessitados de toda ordem, experimentou toda a sorte de vicissitudes e perseguições para ser supliciado quase abandonado pelos seus amigos mais próximos e morrer crucificado entre dois ladrões? Não nos esqueçamos de que o fundador do Evangelho atravessou toda sorte de provações, padeceu o martírio da cruz, mas depois ele largou a cruz e ressuscitou para a Vida Imortal! Isso deve servir de roteiro para a Pátria do Evangelho. Um dia haveremos de ressuscitar das cinzas de nosso próprio sacrifício para demonstrar ao mundo inteiro a imortalidade gloriosa!”


Na sequência da nossa conversa, perguntei ao Chico o que ele queria exatamente dizer a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: “Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emmanuel A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa de nosso benfeitor, no capítulo XXIV, cujo título é O Espiritismo e as Grandes Transições, Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera terrestre, desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de redimir a nossa humanidade, para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo.


Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969. Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso Sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. O que posso lhe dizer, Geraldinho, é que depois de muitos diálogos e debates entre eles foram dadas diversas sugestões e, ao final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.


O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exatamente este período atual, em que estamos vivendo, como a undécima hora ou a hora derradeira, ou mesmo a chamada última hora”.


Extremamente curioso com o desenrolar do relato de Chico Xavier, perguntei-lhe sobre qual fora então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu: “Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período.


Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, se e somente se as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bem convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas!”


Perguntei, então ao Chico a que avanços ele se referia e ele me respondeu: “Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina; o homem terrestre terá amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contato com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos que já partiram para o além-túmulo; enfim estaríamos diante de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos de nosso planeta.”


Então perguntei a ele: Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre permaneceria em paz até o fim daquele período de 50 anos. Mas, e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear? “Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra Mundial, uma guerra nuclear de consequências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) consequentes; veríamos a explosão de vulcões há muito tempo extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os pólos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre.”


Segundo o médium, “em todas as duas situações, o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária. Na melhor das hipóteses, nossa nação crescerá em importância sociocultural, política e econômica perante a comunidade das nações. Não só seremos o celeiro alimentício e de matérias-primas para o mundo, como também a grande fonte energética com o descobrimento de enormes reservas petrolíferas que farão da Petrobras uma das maiores empresas do mundo”.


E prosseguiu Chico: “O Brasil crescerá a passos largos e ocupará importante papel no cenário global, e isso terá como consequência a elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se se situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes.


A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar com todo seu esplendor de conquistas científicas e orais, porque seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus fundamentos mais básicos.”


Pergunta Marlene Nobre pela Folha Espírita - Segundo Chico Xavier, esses fluxos migratórios seriam pacíficos? Geraldo - Infelizmente não. Segundo Chico me revelou, o que restasse da ONU acabaria por decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores a “mano militare”, não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.


Neste ponto da conversa, Chico fez uma pausa na narrativa e completou: “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Golias e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores.


Vejamos, por exemplo: os norte-americanos podem nos ensinar o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho. Os europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia, à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros, ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus”.


FE: O Brasil, embora sofrendo o impacto moral dessa ocupação estrangeira, estaria imune aos movimentos telúricos da Terra? Geraldinho – Infelizmente, não. Segundo Chico Xavier, o Brasil não terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que de acordo com o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta.


FE - Você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969, tenha precipitado de certa forma a preocupação com as conquistas científicas dos humanos, que poderiam colocar em risco o equilíbrio do Sistema Solar?


Geraldinho – sim, creio que a revelação de Chico Xavier a respeito traz, nas entrelinhas, essa preocupação celeste quanto às possíveis interferências dos humanos terráqueos nos destinos do equilíbrio planetário em nosso Sistema Solar. Pelo que Chico Xavier falou, alguns dos seres angélicos de outros orbes planetários não estariam dispostos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que vencerá daqui a apenas oito anos, temerosos talvez de nossas nefastas e perniciosas influências. Essa última hora bem que poderia ser por nós considerada como a última bênção misericordiosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela explicação de Chico Xavier, foi ele, Nosso Senhor, quem advogou em favor de nossa causa, ainda mais vez mais.


Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Certamente, Emmanuel, reencarnado aqui no coração do Brasil, haverá de desempenhar significativo papel na evolução espiritual de nosso orbe.


Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superiores. Chico Xavier tinha conhecimento desses mundos para onde os espíritos renitentes estariam sendo degredados. Segundo ele, o maior desses planetas se chamaria Kírom ou Quírom.


É a nossa última chance, é a última hora... Não há mais tempo para o materialismo. Não há mais tempo para ilusões ou enganos imediatistas. Ou seguiremos com a Luz que efetivamente buscarmos, ou nos afundaremos nas sombras de nossa própria ignorância. Que será de nós? A resposta está em nosso livre-arbítrio, individual e coletivo. É A nossa escolha de hoje que vai gerar o nosso destino. Poderemos optar pelo melhor caminho, o da fraternidade, da sabedoria e do amor, e a regeneração chegará para nós de forma brilhante a partir de 2019; ou poderemos simplesmente escolher o caminho do sofrimento e da dor e, neste caso infeliz, teremos um longo período de reconstrução que poderá durar mais de mil anos, segundo Chico Xavier. Entretanto, sejamos otimistas. Lembremo-nos que deste período de 50 anos já se passaram 42 anos em que as nações mais desenvolvidas e responsáveis do planeta conseguiram se suportar umas às outras sem se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. Essa era a pré-condição imposta por Jesus.


Não estamos entregues à fatalidade nem predeterminados ao sofrimento. Estamos diante de uma encruzilhada do destino coletivo que nos une à nossa casa planetária, aqui na Terra. Temos diante de nós dois caminhos a seguir. O caminho do amor e da sabedoria nos levará a mais rápida ascensão espiritual coletiva. O caminho do ódio e da ignorância acarretar-nos-á mais amplo dispêndio de séculos na reconstrução material e espiritual de nossas coletividades. Tudo virá de acordo com nossas escolhas de agora, individuais e coletivas. Oremos muito.


O próprio Emmanuel, através de Chico Xavier, respondendo a uma entrevista já publicada em livro nos diz que as profecias são reveladas aos homens para não serem cumpridas. São na realidade um grande aviso espiritual para que nos melhoremos e afastemos de nós a hipótese do pior caminho.





23/06/2011

Energia Sexual - Miramez, João Nunes Maia



Energia Sexual - Miramez

O sexo é o santuário de vidas do reino animal, é um laboratório divino, pelo qual duas almas se unem, descobrindo o lar, reencontrando antigos companheiros de lutas evolutivas. Eis porque sua presença na Terra, na gradação em que se encontra a Humanidade, é uma das mais expressivas, senão a maior. Ele também é o (um dos) canal do amor.


A função sexual é a que anda mais de perto com a responsabilidade, por ser uma energia preponderante que extravasa em todos os sentidos e qualidades da alma. A sua influência é hipnótica, carecendo de bastante rigor no campo educativo. O complexo humano, sendo um carro, o sexo é o motor e o combustível é a mente. Se quiserdes, accionareis o veículo a qualquer hora, pelo pensamento.


Os homens de priscas eras desregraram-se em todas a nuances emotivas: enfraqueceram o tonus espiritual da vida pelo abuso, marginalizaram-se diante do esplendor da vida, e pelo fanatismo, passaram para o outro extremo, abstendo-se de sexo, ou se fazendo castos, pela imprudência religiosa.

O caminho mais acertado é o do meio, o uso de tudo com que a natureza dotou o ser humano, com prudência, nas linhas que a consciência aprovar, e o bom senso discernir, pela inspiração divina.

O Espírito quando mais adiantado na evolução, quando reencarna, por não sentir necessidade dessas emoções, sabe transmutá-las e dividi-las em tarefas sublimadas, ou usá-las dentro da dignidade, o que não faz diminuir sua postura espiritual já conquistada em milénios de experiências.


O sexo é o alicerce constituído pela vida e para a vida, é uma fonte inesgotável de energia criadora, que merece respeito e veneração de todos os seres. Esse mundo de sensações, que chamamos de santuário, e por vezes de prostituição, é o brotar energético da mais intensa aglutinação de valores, onde o bom senso deve estar activo para o seu devido uso, sem perversão, porquanto é o campo genético responsável pelas reencarnações dos espíritos na arena física.


O ato sexual entre casais que se amam profundamente, em que a sintonia dos sentimentos ultrapassa todos os problemas da vida, em que a amizade está completamente envernizada na moral e na honestidade, se dá como transfusão de energias da vida de um para o outro, uma lubrificação nas engrenagens morfológicas, um acalmar do sistema neuro-vegetativo e um ritmar das forças cerebrais. No entanto, quando isto acontece fora das leis acima referidas, tudo se altera, desde a infra-estrutura molecular até ao corpo perespiritual. São magnetismos dissonantes, permutados sem campos de aceitação.

O casamento é uma instituição da Terra, para disciplinar também o instinto sexual. Ele, de qualquer maneira que se apresentar, lutando com todos os climas de inferioridade da alma, é um suporte elevado, que faz alguma coisa para a serenidade da consciência. Os filhos são igualmente lábaros com inscrições disciplinares, que fazem os pais se reterem diante de muitos impulsos, que os levariam ao descrédito moral, como os pais são balizas ou roteiros, a reflectirem na memória dos filhos, para incentivar estes ao necessário corrigir dos impulsos menos edificantes que trazem de vidas passadas.

O sexo agora está sendo o ponto primordial de todas as cogitações humanas. Há regressão da colectividade? Não!... Apenas está se aflorando aquilo que estava dentro, em pleno sono (talvez pela repressão secular a que fomos submetidos pela religião católica que colocou a chancela da culpa e do pecado original em tudo que se refira à sexualidade). A Humanidade avança, queira ou não, e as suas forças convergem para o centro, onde está o equilíbrio da vida e das coisas, onde Deus se encontra. Estamos passando por um período de reajustamento espiritual e é justo que soframos pressões de todas as ordens, para que despertemos em nós a resistência. Carecemos de disciplina, de educação, de paz, e é somente na intensa luta que as conquistamos. E as maiores verdades ainda são as de Jesus. O Evangelho, esclarecido à luz do Espiritismo, é o ponto culminante para conhecermos a verdade que nos libertará.

Horizontes da Mente, Miramez, João Nunes Maia
(7.ª edição, 1992, Editora Espírita Cristã Fonte Viva, Brasil, p.99)

12/06/2011

Apometria


           
Apometria - Medicina Espiritual



“Apometria é uma técnica que permite com razoável facilidade, a um grupo de médiuns treinados, a indução para estados de desdobramento dos corpos mediadores; em especial o etérico, o astral e o mental. É também importante ferramenta de criação de campos de força. Não basta somente o conhecimento da técnica em si, mas é fundamental a egrégora que se forma durante os trabalhos, pois, é proveniente de cada elo da corrente, a sustentação mental para que“o lado de cá” possa agir em padrões vibracionais, que normalmente exigiriam grande dispêndio de energia e esforço das falanges socorristas, que dão apoio a esses trabalhos de cura desobsessivos”.

É por nós conhecida desde os tempos de Atlântida.
É aplicada apenas a espíritos vivendo como seres humanos, ou seja, encarnados, onde através de imposição de pulsos magnéticos, comandados por pessoa treinada, faz-se o desdobramento dos sete corpos que nos compõe, ou seja, faz-se com que os nossos sete corpos afastem-se temporariamente, para que nossos irmãos maiores, médicos do espaço, possam realizar em separado, mais rapidamente, portanto, em nós uma transmutação energética de forma plena, proporcionando assim a nossa cura, através da dissolução das disfunções a que chamamos de doenças. A propósito, essas disfunções existem em função do desentendimento entre nosso emocional e nosso racional, ou melhor, entre nossos pensamentos e sentimentos. Sejamos, portanto, fieis a nossos pensamentos e sentimentos, que tudo muda em nossa vida.



Embora sendo um sistema de cura bastante antigo, sendo como dito acima já utilizado em Atlântida, foi por nós mesmos completamente relegado ao esquecimento.
Mas, se temos hoje o privilégio e a oportunidade de conhecê-la e de nos utilizarmos dessa magnífica Terapia de cura, é graças ao Dr. José Lacerda de Azevedo, que foi em nosso plano, Médico e Espírita, extremamente bem conceituado. O Dr Lacerda criou esse termo em 1.965, após conhecer e experenciar uma técnica de cura denominada Hipnometria, que era na época empregada em enfermos em geral, com excelentes resultados, pelo psiquista Porto-riquenho Luiz Rodrigues.

O termo Apometria vem do grego, onde Apó significa “além de ou fora de” e Metron, que é “relativo à medida". Representa o clássico desdobramento entre o corpo físico e os corpos espirituais do ser humano. Não é propriamente mediunismo, é como dito no início dessa explanação, uma técnica setenária de dissociação dos nossos corpos, através de desdobramento, lastreada nas leis da física quântica. É um sistema de cura com base em sólidas fontes de amor fraterno, de saúde e de cura, com resultado eficaz para todos e quaisquer males ou disfunções. Pode e deve ser aplicada em todas as pessoas, não importando a saúde, a idade, o estado de sanidade mental e a resistência oferecida. Os estudiosos sérios alertam que não se trata de mediunismo e que deve ser utilizada por pessoas habilitadas, capazes e envolvidas em bons propósitos. "Tenhamos sempre em mente que a apometria é apenas um instrumento auxiliar de manuseio anímico-mediúnico, aplicado com a finalidade de facilitar o acesso do médium à intimidade energética do indivíduo enfermo.

Através da Apometria, o desdobramento acontece via indução, gerando aquilo a que chamamos de bilocação. É uma técnica de largo uso, em Hospitais a partir da quarta dimensão, para tratamento de espíritos encarnados ou desencarnados, que abriu as portas para a investigação sistemática da dimensão astral, verdadeiro universo paralelo ao nosso. Representa em essência o desdobramento, a separação entre o nosso corpo físico e nossa constituição espiritual.


Desdobramento esse, que ocorre todos os dias em nossas vidas de forma natural. Às vezes espontaneamente. Acontece durante o sono natural, ou no sono hipnótico ou ainda no êxtase místico. Pode ocorrer também nos grandes choques emocionais, choques circulatórios, desmaios, coma, convalescenças de enfermidades graves, traumas físicos, também podendo ocorrer em conseqüência do uso de narcóticos.


Na medida que utilizemos a Apometria, com o passar do tempo, em função dos nossos desdobramentos, através dos trabalhos que vamos realizando, vamos adquirindo cada vez mais, consciência das nossas potencialidades e vamos assim superando as nossas limitações, pois passamos a transitar por diversas dimensões, como se estivéssemos aqui no plano físico que conhecemos, permitindo-nos ir a muitos locais, às vezes longínquos, para trabalhar, auxiliar, tratar de enfermos espirituais encarnados ou desencarnados, tudo isso naturalmente, sempre amparados por nossos irmãos maiores. Aliás, nada fazemos sozinhos! Somos sim, parte integrante de um grupo de seres abnegados, que vivem em prol de auxiliar, a quem esteja pronto para receber essa ajuda.

Ao utilizarmos a Apometria, abrimos imediatamente através de nossa forma pensamento, portais interdimensionais, que nos ligam ao Mundo Maior e, à toda Corrente Médica e Mentores do Espaço. O êxito da Apometria reside na utilização de nossa faculdade mediúnica, para entrarmos em contato com o mundo espiritual, da maneira mais fácil e objetiva, sempre que for necessário.


Finalizando, a Apometria é indicada para os casos de cirurgias astrais, incluindo transplantes de órgãos comprometidos, remoção ou desintegração de miomas por exemplo, obsessão e indução espiritual , auto-obsessão, pseudo-obsessão, parasitismo, vampirismo, estigmas espirituais, remoção de chips e parasitas no corpo astral, arquepadias, (magia originada em passado remoto), goécia (magia negra), tratamentos especiais para magos negros, tratamento de espíritos em templos do passado, utilização dos espíritos da natureza, condução dos espíritos encarnados, porém desdobrados, para Hospitais do Astral Superior. Indicado para criação de campos de força magnéticos. Perfeito para tratar de síndrome da ressonância vibratória com o passado, que é a cura e eliminação de traumas vividos em vidas passadas, através de terapia de vidas passadas.

A descoberta


Implantada pelo farmacêutico-bioquímico porto-riquenho dr. Luiz Rodrigues, recebeu primeiramente o nome de hipnometria, mas foi fundamentada e desenvolvida cientificamente pelo médico gaúcho dr.José Lacerda de Azevedo.


Dr. Lacerda nasceu em 12 de junho de 1919, em Porto Alegre. Cursou o Instituto de Belas Artes e depois se formou em medicina pela Universidade do Rio Grande de Sul, em 1950. Antes mesmo de tornar-se doutor, em 1947, casou-se com Yolanda da Cunha Lacerda, uma prima que só veio a conhecer na idade adulta e que se tornou mais tarde sua grande companheira de ideais.


Cientista e pesquisador nato, dr. Lacerda sempre buscou respostas para o desconhecido e foi esse desafio que o impulsionou a fundamentar cientificamente a apometria.


Tudo começou no ano de 1965, quando o pesquisador dr. Luiz Rodrigues visitou o Hospital Espírita de Porto Alegre, local onde o dr. Lacerda participava de trabalhos de atendimento socorrista. O médico assistiu duas dessas sessões e ficou impressionado com as demonstrações de hipnometria apresentadas pelo farmacêutico, que não se considerava espírita. Desde então, iniciou sérias investigações sobre o assunto. Resolveu fazer experiências e escolheu sua esposa, Yolanda, para dar início às investigações. Para tanto, cumpriu a metodologia preconizada pelo pesquisador porto-riquenho. Logo constatou a eficiência da técnica, embora tenha preferido adotar a expressão grega Apometria. "APÓ" significa "além de" e "METRON" se refere à "medida" por julgar mais apropriado ao invés de Hipnometria, já que não havia a presença de sono durante a aplicação da técnica.


Esse foi o ponto de partida para que o médico passasse a pesquisar o assunto cada vez mais, com o objetivo de socorrer os enfermos e implantar a terapêutica espiritual. Mas os estudos cresceram mesmo quando o dr. Lacerda recebeu um convite do então presidente do Hospital Espírita de Porto Alegre, Conrado Ferrari, para assumir a Divisão de Pesquisas e levar em frente os experimentos apométricos. Para que o grupo pudesse intensificar os experimentos o trabalho foi implantado em uma casa, que inicialmente era designada para abrigar os próprios funcionários do hospital. Pelo fato da casa ser rodeada de flores e vegetação exuberante ficou conhecida como a Casa do Jardim


Por muitos anos as pesquisas foram crescendo e se aprimorando, mas foi na década de 80 que os trabalhos de apometria se expandiram, principalmente na região sul do país. Em 1990 surgiu a idéia de um encontro de grupos de apometria e, em 1992, o projeto se concretizou. Criou-se a Sociedade Brasileira de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica de Apometria, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os grupos e difundir o conhecimento sobre a técnica.


Em decorrência do empenho em expandir o assunto, o médico gaúcho publicou dois livros: Espírito/Matéria - Novos Horizontes para a Medicina e Energia e Espírito. O primeiro está com a edição esgotada.



Dr. Lacerda desencarnou em 1997, porém o resultado de seu trabalho permanece.

14/05/2011

Seu filho vai ser você amanhã

17/04/2011

Amarga Experiência



      Segue mais um relato do referido livro da postagem anterior, Instruções Psicofônicas, do Chico Xavier.
     
      Na noite de 24 de junho de 1954, tivemos a agradável e comovente surpresa da visita de um companheiro que, tempos atrás, fora assistido pelos Instrutores Espirituais, por intermédio de nosso Grupo. 
      Lembramo-nos de que, em seu primeiro contacto conosco, trazia a mente obcecada por visões de ouro. 
      Regressando às nossas tarefas, na noite mencionada, deixou-nos a sua “amarga experiência”, que constitui, em verdade, uma grande lição para nós todos. Através dela, podemos observar como as Idéias inferiores, com o tempo, se cristalizam em nossa alma, Impondo-nos aflitiva fixação mental, decorrente de nossas próprias criações íntimas. 
      O irmão “F” nome pelo qual passaremos a designar o companheiro, cuja mensagem vamos transcrever, foi na Terra grande banqueiro. Certamente não foi um criminoso, na acepção comum do termo, mas, pelo conteúdo espiritual de suas manifestações, parece haver sido um desses homens “nem frios, nem quentes”, do símbolo evangélico, que, trazendo a mente amornada na idéia do ouro, durante a existência na carne, ficou por ela dominado em seus primeiros tempos, além da morte. 



Senhores! 
Perdoai-me o tratamento, entretanto, não me sinto ainda à altura de chamar-vos «amigos» ou «irmãos». 
Sou apenas um mendigo de retorno ao vosso templo de caridade, a fim de agradecer, ou simplesmente um homem desencarnado, em tremenda guerra consigo mesmo, para não se arrojar ao abismo da loucura, porquanto a loucura, quase sempre, resulta de nossa inconformação ante a realidade das situações e das coisas. 
Com aprovação de vossos orientadores, venho trazer-vos o meu reconhecimento e algo de minha amarga experiência, como aviso de um náufrago aos viajantes do mundo. 
Quantas vezes afirmei que o dinheiro era a solução da felicidade!.. 
Quanto tempo despendi, acreditando que a dominação financeira fosse o triunfo real na Terra!... 
No entanto, a morte me assaltou em plena vida, assim como o tiro do caçador surpreende o pássaro desprevenido no mato inculto... 
Como foi o meu desligamento do corpo físico e quantos dias dormi na sombra, por agora, nada sei dizer. 
Sei hoje apenas que acordei no espaço estreito do sepulcro, com o pavor de um homem que se visse repentinamente enjaulado. 
Sufocava-me a treva espessa. 
Horrível dispnéia agitava-me todo. 
Queria o ar puro... 
Respirar... respirar... 
E gritei por socorro. 
Meus brados, contudo, se perdiam sem eco. 
Ao cabo de alguns instantes, notei que duas mãos vigorosas me soergueram e vi-me, depois de estranha sensação, na paz do campo, sorvendo o ar fresco da noite. 
Que lugar era aquele? 
Uma casa sem teto? 
De repente, a cambalear, reconheci-me rodeado de grandes caixas fortes... 
Ao frouxo clarão da Lua, reparei que essas caixas fortes surgiam 
milagrosamente douradas... 
Tateei-as com dificuldade, percebi palavras em alto-relevo e verifiquei que eram túmulos... 
Espavorido, transpus apressado as grades daquela inesperada prisão. 
Vi-me, semilouco, na via pública. 
Devia ser noite alta. 
Na rua, quase ninguém... 
Um bonde retardado apareceu. 
Achava-me doente, inquieto e exausto, mas ainda encontrei forças para clamar: 
— Condutor!... condutor!... 
O homem, porém, não me ouviu. 
Caminhei mais depressa. 
Tomei o veículo em movimento e consegui a situação  do pingente anônimo; todavia, com espanto, observei que o bonde era todo talhado em ouro... 
As pessoas que o lotavam vestiam-se de ouro puro. 
O motorneiro envergava uniforme metálico. 
Intrigado, sentia medo de mim mesmo. 
E, para distrair-me, tentei estabelecer uma conversação com vizinhos. 
Os circunstantes, porém, pareciam surdos. 
Ninguém me ouvia. 
Vencendo embaraços indefiníveis, alcancei minha residência. 
As portas, no entanto, jaziam cerradas. 
Esmurrei, chamei, supliquei... 
Mas tudo era silêncio e quietação. 
E quando fitei o frontispício do prédio, o ouro me cercava por todos os lados. 
Acomodei-me no chão de ouro e tentei conciliar, debalde, o sono, até que, manhãzinha, a porta semi-aberta permitiu-me a entrada franca. 
Tudo, porém, alterara-se em minha ausência. 
Ninguém me reconheceu. 
Fatigado, avancei para meu leito... 
Mas o velho móvel apresentava-se-me agora em ouro maciço. 
Senti sede e procurei a água simples, entretanto, o liquido que jorrava era ouro, ouro puro... 
Faminto, busquei nosso antigo depósito de pão. 
O pão, todavia, transformara-se. 
Era precioso bloco de ouro, de cuja existência, até então, não tinha qualquer conhecimento em nossa casa. 
Meditei... meditei... 
Todos os meus afeiçoados como que conspiravam contra mim... 
Não passava de intruso em minha própria moradia. Dia terrível aquele em que reassumia ou tentava reassumir o meu contato com os seres amados que, naturalmente, me deviam assistência e carinho!
Depois de vastas reflexões julguei-me dementado. 
Assinalei, dentro de mim, a necessidade do amparo religioso. 
Iniciei dolorido exame de consciência. Seria eu católico? 
Em verdade, se eu me houvesse consagrado à religião, não teria outra escola de fé. 
Colaborara no erguimento de instituições pias. 
Conhecia pessoalmente o Senhor Arcebispo. 
Convivera com sacerdotes. 
Freqüentava, de quando em quando, as igrejas, por imperativos da vida social. 
Conhecia as obrigações do culto exterior. 
Ai de mim!... por que não obtinha o repouso necessário? 
Passou o dia e veio a noite. 
Alta madrugada, tornei à via pública e nela perambulei, vacilante, procurando, através dos templos, alguma porta que se me descerrasse, acolhedora. 
As igrejas, no entanto, estavam repletas. 
Movimento enorme. 
Mais tarde, vim a saber que outros desencarnados como eu imploravam 
socorro... 
Vagueei... vagueei... até que atingi um santuário de bairro humilde. 
Amanhecia... 
Vários grupos de crentes chegavam para a missa. 
Gente simples, gente pobre. 
Entrei. 
Conturbado e aflito, senti necessidade da confissão. 
Afinal, eu era um católico que relaxara a própria fé. 
Sem que ninguém me escutasse os apelos, pedi a presença de um padre. 
Avancei para o confessionário e pus-me de joelhos, mas, em poucos momentos, o confessionário convertia-se para mim num guichê de banco. 
Sobressaltado, ergui meus olhos para o altar. 
O altar, porém, transformara-se em cofre forte. 
Intentei consolar-me com a visão do missal, mas o livro do culto, de repente, surgiu metamorfoseado num velho livro de minha propriedade, em que eu lançava, às ocultas, as minhas notas de rendimento real. 
Diligenciei isolar-me. 
Temia a loucura completa. 
Ainda assim, levantei meu olhar para a imagem da Virgem Maria. 
Naturalmente, ela teria pena de mim, contudo, ante a minha atenção, a imagem reduziu-se a uma jóia de alto preço... 
Fez-se toda de ouro, de ouro puro... 
Voltei-me para dentro de mim. 
Busquei orar, orar, orar... sem poder. 
A missa começara e tive a esperança de que o momento reservado à 
Comunhão Eucarística seria aquele da visitação do Santíssimo Sacramento. 
O Santíssimo purificaria o lugar em que eu, pecador, me encontrava... 
Todavia, quando alcei meus olhos para o sacerdote, que empunhava, então, o cálice sagrado, notei que as hóstias eram moedas tilintantes. 
Horrorizado, tentei reconfortar-me com a visão da cruz... 
Procurei-a, acima do altar que se havia erigido em cofre forte, mas a cruz transformou-se também num grande cifrão...
Ó Deus! que restava, então, de mim, senão o usurário vencido!... 
Apavorado, tornei à rua. 
Sentia agora mais sede, muita sede... 
Voltei-me para o corpo da igreja, como um filho expulso do próprio lar; contudo, não mais a vi. 
Apenas, estranha voz no alto gritou aos meus ouvidos, ensurdecedoramente: 
— Amigo, os filhos de Deus encontram nas casas de Deus aquilo que 
procuram... Procuravas o ouro... Ouro encontraste... 
Qual mendigo desamparado, fugi sem destino. Queria agora apenas água, água pura que me dessedentasse. 
Conhecia a cidade. 
Demandei uma caixa dágua que me era familiar no alto do bairro de Santo Antônio. (1) 
A água, ali, corria em jorros. Podia debruçar-me...
Podia beber como se eu fora um animal e, prostrado, não mais de joelhos, mas de rastros, imploraria a graça de Deus. 
Achei a água corrente, a água límpida visitada pela luz do sol e estirei-me no chão... 
Mas, no momento preciso em que meus lábios sequiosos tocaram o líquido puro, apenas o ouro, o ouro apareceu... 
Reconheci haver descido à condição de um alienado mental. 
Lembrei-me, então, de velho amigo... Cícero Pereira... (2) 
Cícero era espírita e, por esse motivo, tornou-se para mim alguém que eu supunha, em minha triste cegueira, haver deixado na retaguarda da loucura. 
Bastou a recordação para que a voz dele se me fizesse ouvida. 
Acudia-me ao chamado. 


(1) Refere-se o comunicante a um dos bairros da cidade de Belo Horizonte. 
— Nota do organizador. 


(2) Reporta-se a Cícero Pereira, batalhador da Causa Espírita, em Minas 
Gerais, cuja palavra figura também neste livro. 
— Nota do organizador. 


Amparou-me. 
Conversou comigo. 
Depois de algumas horas de esclarecimento, que eu não pude aquilatar com segurança, trouxe-me para junto de vós. 
Sobre a mesa que vos serve, depararam-se-me folhas  impressas que me pareceram cédulas valiosas. 
Esforcei-me por fixar o Evangelho que compulsáveis  no estudo, mas, contemplando o Livro Divino, nele identifiquei apenas um livro de cheques... 
Não obstante atordoado, registrei-vos a palavra consoladora. 
Fui socorrido. 
De imediato, quase nada pude reter de vossos apelos e ensinamentos. 
Contudo, depois de alguns dias, o benefício das exortações recebidas renovoume o íntimo e, de amigos espirituais que presentemente me ajudam a recuperação, aceitei a incumbência de lidar com os associados de meu pretérito, velhos conhecidos e amigos que manejam o dinheiro do mundo, para, através deles, algo realizar que me possa refazer a esperança.. 
Desde então, tenho falado em espírito, com mais de mil pessoas, com mais de mil depositantes de ouro e preciosidades, suplicando atenção para a caridade... 
Entretanto, qual aconteceu com as sentinelas da vida espiritual que me buscavam noutro tempo, tenho visto apenas ouvidos de mármore, cabeças de pedra e corações de gelo. 
Somente agora, nesta semana, atingi um grande resultado. 
Aproximei-me, com êxito, de um homem que guardava algumas economias. 
Pude abeirar-me dele e dar-lhe um pensamento: 
— «Oferecer um cobertor a uma viúva pobre.» Ele acatou a sugestão. 
Comprou o cobertor e, em minha companhia, ele mesmo entregou essa esmola de agasalho a quem tinha frio!... 
      Então, pela primeira vez, depois da morte, uma nova alegria brotou de minhalma!... 
      Tenho hoje a ventura de crer que as visões do ouro terrestre ficarão para trás... 
Doravante, espalharei, de coração erguido a Jesus, o ouro do trabalho, o ouro do pão, o ouro da água, o ouro da prece... 
      O Senhor, que esses fios de algodão, dados de boa-vontade, me envolvam também agora!... 
      Sejam eles o primeiro sinal de minha definitiva renovação, a luz da prece de reconhecimento que venho, feliz, partilhar convosco!... 
      Senhores, muito obrigado! 
      Que Deus vos recompense .... 

Depoimento


Amigos, este relato é retirado do livro do Chico: Instruções Psicofônicas, um livro maravilhoso, espero que este depoimento possa ser útil para esclarecimento e reflexões...


A mensagem de J. P., que designamos apenas por suas Iniciais, em virtude da comovente lição que nos traz, foi recebida na noite de 13 de maio de 1954, no encerramento de nossas tarefas. 
Para elucidar certas passagens desta comunicação psicofônica, é forçoso esclarecer que ele nos visitara anteriormente, sendo socorrido pela doutrinação evangélica. 
É curioso notar que uma de nossas irmãs, elemento efetivo de nosso Grupo e esposa de um dos nossos companheiros, meses antes da mensagem que aqui transcrevemos, revelava todos os sintomas  de uma gravidez aparente e dolorosa, tendo sido tratada espontaneamente, em várias reuniões sucessivas, por um de nossos Benfeitores Espirituais que, carinhosamente, a libertou, através de passes magnéticos, das estranhas impressões de que se 
via possuida. 
Com grande surpresa para nós, viemos então a saber que o Espírito J. P. era o candidato ao renascimento que não chegou a positivar-se. 
Cremos sejam necessárias as presentes anotações, não só para que a mensagem seja devidamente aclarada, como também para estudarmos importantes Incidentes que podem ocorrer, entre dois mundos, em nossa vida comum. 
Com a inflexão de quem chorava intimamente,  o visitante assim se expressou, sensibilizando-nos a todos: 



13 de maio de 1954!... 
Há precisamente sessenta e seis anos eram declarados livres todos os escravos no território brasileiro. 
E talvez comemorando o acontecimento, determinam os instrutores desta casa vos fale algo de minha história, de minha escura história, porquanto, em seus últimos lances, ela se encontra de certo modo associada à obra espiritual de vosso Grupo. 
J. P. foi o meu nome em Vassouras, a fidalga Vassouras do Segundo Império. 
Resumirei meu caso, tanto quanto possível, porque,  como é fácil perceberdes, não passo ainda de pobre viajante da sombra, em árduo serviço na própria regeneração. 
Em março de 1888 fui convidado a participar de expressiva reunião da Câmara 
Vassourense por meu velho amigo Doutor Correia e Castro. (1) 
Cogitava-se da adoção de medidas compatíveis com a campanha abolicionista, então na culminância. 
Alguns conselheiros propuseram que todos os fazendeiros do Município instituíssem a liberdade espontânea, a favor do elemento cativo, com a obrigação de os escravos alforriados prosseguirem trabalhando, por mais cinco anos consecutivos, numa tentativa de preservação da economia regional. 
Discussões surgiram acaloradas. 
Diversos agricultores inclinavam-se à ponderação e à benevolência. 
Entretanto, eu era daqueles que pugnavam pela escravatura irrestrita. 
Encolerizado, ergui minha voz.
Admitia que o negro havia nascido para o eito. 
Nada de concessões nem transações. 


         (1) O comunicante refere-se a pessoa de suas relações íntimas, em 1888. 
— Nota do organizador. 


O senhor era senhor com direito absoluto; o escravo era escravo com irremediável dependência. 
Aderi ao movimento contrário à proposta havida, e nós, os da violência e da crueldade, ganhamos a causa da intolerância porque, então, Vassouras prosseguiu esperando as surpresas governamentais, sem qualquer alteração. 
De volta ao lar, porém, vim a saber que a inspiração da providência sugerida partira inicialmente de um homem simples, de um homem escravizado... 
Esse homem era Ricardo, servo de minha casa, a quem presumia dedicar minha melhor afeição. 
Era meu companheiro, meu confidente, meu amigo... Inteligência invulgar, traduzia o francês com facilidade. Comentávamos juntos as notícias da Europa e as intrigas da Corte... Muitas vezes, era ele o escrivão predileto em meus documentários, orientador nos problemas graves e irmão nas horas difíceis... 
Minha amizade, contudo, não passava de egoísmo implacável. 
Admirava-lhe as qualidades inatas e aproveitava-lhe o concurso, como quem se reconhece dono de um animal raro e queria-o como se não passasse de mera propriedade minha. 
Enraivecido, propus-me castigá-lo. 
E, para escarmento das senzalas, na sombra da noite, determinei a imediata prisão de quem havia sido para mim todo um refúgio de respeito e carinho, qual se me fora filho ou pai. 
Ricardo não se irritou ante o desmando a que me entregava. 
Respondeu-me às perguntas com resignação e dignidade. 
Calmo, não se abateu diante de minhas exigências. Explicou-se, imperturbável e sereno, sem trair a humildade que lhe brilhava no espírito. 
Aquela superioridade moral atiçou-me a ira. 
Golpeado em meu orgulho, ordenei que a prisão no tronco fosse transformada em suplício. 
Gritei, desesperado. 
Assemelhava-me a fera a cair sobre a presa. 
Reuni minha gente e as pancadas — triste é recordá-las! — dilaceraram-lhe o dorso nu, sob meus olhos impassíveis. 
O sangue do companheiro jorrou, abundante. 
A vítima, contudo, longe de exasperar-se, entrara em lacrimoso silêncio. 
E, humilhado por minha vez, à face daquela resistência tranqüila, induzi o capataz a massacrar-lhe as mãos e os pés. 
A recomendação foi cumprida. 
Logo após, porque o sangue borbotasse sem peias, meu carrasco desatou-lhe os grilhões... 
Ricardo, na agonia, estava livre... 
Mas aquele homem, que parecia guardar no peito um coração diferente, ainda teve forças para arrastar-se, nas vascas da morte, e, endereçando-me inesquecível olhar, inclinou-se à maneira de um cão agonizante e beijou-me os pés... 
Não acredito estejais em condições de compreender o martírio de um Espírito que abandona a Terra, na posição em que a deixei...
Um pelourinho de brasas que me retivesse por mil anos sucessivos talvez me fizesse sofrer menos, pois desde aquele instante a  existência se me tornou insuportável e odiosa. 
A Lei Áurea não me ocupou o pensamento. 
E quando a morte me requisitou à verdade, não encontrei no imo do meu ser senão austero tribunal, como que instalado dentro de mim mesmo, funcionando em ativo julgamento que me parecia nunca terminar... 
Lutei infinitamente. 
Um homem perdido por séculos, em noite tenebrosa, creio eu padece menos que a alma culpada, assinalando a voz gritante da própria consciência. 
Perdi a noção do tempo, porque o tempo para quem sofre sem esperança se transforma numa eternidade de aflição. 
Sei apenas que, em dado instante, na treva em que me debatia, a voz de 
Ricardo se fez ouvir aos meus pés: 
— Meu filho!... meu filho!... 
Num prodígio de memória, em vago relâmpago que luziu na escuridão de minhalma, recordei cenas que haviam ficado a distância (1), quadros que a carne da 
Terra havia conseguido transitoriamente apagar... 
Com emoção indizível, vi-me de novo nos braços de Ricardo, nele identificando meu próprio pai... meu próprio pai que eu algemara cruelmente ao poste de martírio e a cuja flagelação eu assistira, insensível, até ao fim... 
Não posso entender os sentimentos contraditórios que então me dominaram... 
Envergonhado, em vão tentei fugir de mim mesmo. Em  desabalada carreira, desprendi-me dos braços carinhosos que me enlaçavam e busquei a sombra, qual o morcego que se compraz tão-somente com a noite, a fim de chorar o remorso que meu pai, meu amigo, meu escravo e minha vítima não poderia compreender... 
No entanto, como se a Justiça, naquele momento, houvesse acabado de lavrar contra mim a merecida sentença condenatória, após tantos anos de inquietação, reconheci, assombrado, que meus pés e minhas mãos estavam retorcidos... 
Procurei levantar-me e não consegui. 
A Justiça vencera. 
Achava-me reduzido à condição de um lobo mutilado e urrei de dor... Mas, nessa dor, não encontrei senão aquelas mesmas criaturas que eu havia maltratado, velhos cativos que me haviam conhecido a truculência... E, por muitos deles, fui também submetido a processos pavorosos de dilaceração.(2) 
Passei, porém, a rejubilar-me com isso. 
Guardava, no fundo, a consolação do criminoso que se sente, de alguma sorte, reabilitado com a punição que lhe é imposta. 
      
     (1) Ao contacto do benfeitor espiritual, a entidade sofredora entrou a lembrar-se de existência anterior, em que a vítima lhe fora pai na experiência terrestre. — Nota do organizador. 
      
      (2) Refere-se o comunicante a sofrimentos que experimentou nas regiões inferiores da vida espiritual, sob a vingança de muitas das suas antigas vítimas revoltadas. — Nota do organizador. 


A expiação era serviço que eu devia à minha própria alma. 
Se algum dia pudesse rever Ricardo — refletia —, que eu comparecesse diante dele como alguém que lhe havia experimentado as provações. 
Lutei muito, repito-vos!... 
Sofri terrivelmente, até que, certa noite, fui conduzido por invisíveis mãos ao lar de um companheiro em cuja simpatia recolhi algum descanso... 
Aí, de semana a semana, comecei a ouvir palavras diferentes, ensinamentos diversos, explanações renovadoras. (1) 
Modificaram-se-me os pensamentos. 
Doce bálsamo alcançou-me o espírito dolorido. E, desse santuário de transformação, vim, certa feita, ao vosso Grupo. (2) 
Há quase dois anos, tive o conforto de desabafar-me convosco, de falar-vos de meus padecimentos e de receber-vos o óbolo de fraternidade e oração. 
Mas porque desejasse associar-me mais intimamente ao lar em que me reformava, atirei-me apaixonadamente aos braços dos amigos que me acolhiam, intentando consolidar mais amplamente a nossa afeição. 
Queria renascer, projetando-me em vosso ambiente... Para isso, busquei-vos como o sedento anseia pela fonte... E tudo fiz para exteriorizar-me; entretanto, eu não possuía forças para mentalizar as mãos e os pés!... 
Se eu retomasse a carne, seria um monstro e se concretizasse meu sonho louco teria cometido tremendo abuso... 
Além disso, estaria na posição de um aleijado, simplesmente regressando do inferno que havia gerado para si mesmo. 


(1) Refere-se o comunicante ao culto domésticO do Evangelho, existente no lar do nosso companheiro de quem se havia aproximado. — Nota do organizador. 


(2) A entidade reporta-se à primeira visita que fez ao nosso Grupo, quando foi atendida por nossa casa, através da incorporação mediúnica, em 1952. — Nota do organizador. 
  
Nesse ínterim, contudo, os instrutores de vossa casa me socorreram... 
Auxiliaram-me, sem alarde, noite a noite, e, graças ao Senhor, meu propósito foi frustrado. 
Mas, se é verdade que não pude retratar-me de novo, no campo da densa matéria, para tentar o caminho de reencontro com Ricardo, recebi convosco, ao contato da prece, o reajuste de minhas mãos e de meus pés. 
Orando em vossa companhia e mentalizando a minha renovação em Cristo, minha vida ressurge transformada. 
Agora, esperarei o dia de minha volta ao campo normal da experiência humana, a fim de, em me banhando na corrente da vida física, apagar o passado e limpar minhas culpas, através do trabalho, com a minha justa escravização ao dever, para, então, mais tarde, cogitar da suspirada ascensão. 
Mas, porque recompus minha forma, aqui estou convosco e vos digo: 
— Aleluia!... 
— Viva a liberdade!... 
Louvo a liberdade que me permite agora pensar em receber o bem-aventurado cativeiro da prova, favorecendo-me por fim o galardão da cura!... 
Amigos, eis que nos achamos em 13 de maio de 1954!... 
Para minhalma, depois de 66 anos, raia um novo dia... 31
Para mim, a luz não tarda!... a luz de renascer! E assim me expresso, porque somente na esfera de luta em que vos encontrais como privilegiados tarefeiros, por bondade de Nosso Senhor Jesus-Cristo, é que poderei encontrar o sol da redenção. 
Agradeço-vos a todos, recomendando-me feliz às preces de todos os companheiros, preces que constituem vibrações de amor que ainda me empenho em recolher, como sementes de renovação para o dia de amanhã que espero, em 
Jesus, seja enfim abençoado... 


Que o Senhor nos ampare. 


J. P